Henrique soltou um suspiro.— Já que você é tão esperta, consegue adivinhar qual foi o problema?Tatiane nem precisou pensar.— Precisa mesmo adivinhar? Naquele dia, você estava com uma cara de quem queria me estrangular com as próprias mãos. Aposto que nunca foi flor que se cheire.O sorriso no canto da boca de Henrique se aprofundou.— Admito. Nunca fui uma boa pessoa. E, se algum dia você voltar a se envolver com outro homem, vou ficar ainda mais furioso.Tatiane estreitou os olhos.— E você? Sempre foi fiel a mim?— Você faz ideia do preço que eu já paguei por sua causa?Ela ficou em silêncio por alguns segundos, observando-o.— Se não quer me contar, tudo bem. Quando minha memória voltar, eu descubro sozinha.Henrique sorriu e, sem aviso, a pegou no colo.Tatiane levou um susto.— Henrique, me põe no chão. Eu sei andar sozinha.Ele apenas lançou um olhar para ela, sem qualquer intenção de obedecer, e saiu do escritório carregando-a nos braços.Quando chegaram ao quarto principal,
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