Ivone e os colegas entraram no clube. Ela conhecia o dono dali, Roberto, que era amigo de Fabiano.Quase todas as casas noturnas de nome em Cidade Uíge pertenciam, de um jeito ou de outro, à família Oliveira, e o Drunk Baby era uma delas.— Gente, sentem aí. Quem quiser beber, pode pedir à vontade. — Edson falou, chamando todo mundo para o camarote.Ele já tinha reservado aquele espaço antes de sair da redação. E tinham dado sorte: era um dos melhores camarotes da casa, daqueles que quase nunca tinham vaga.— Com o seu nível de bebida, é bom ter um pouco de autocrítica. Se não aguenta, não inventa moda.Vera, sentada de frente para Ivone, lançou um olhar de lado, como se fosse um comentário solto, mas a indireta tinha alvo certo.Na redação inteira, todo mundo sabia que Ivone não aguentava álcool. O problema era que ela adorava um agito, tinha o gênio aberto, nada de frescura: se alguém chamasse para beber, ela bebia.No começo, todo mundo achou que ela fosse resistente, caso contrário
Ler mais