เข้าสู่ระบบA empregada viu que ainda restava mais da metade da sopa de legumes na tigela. Aquela sopa tinha sido feita especialmente para repor o sangue de Maia, com vários ingredientes caríssimos.Era preciso reconhecer: Fabiano realmente se importava com Maia. Aqueles ingredientes de primeira linha custavam, em uma única refeição, mais do que o gasto de um mês de uma pessoa comum.A empregada se lembrou do aviso que Fabiano tinha dado a ela: se a anemia de Maia não melhorasse, ele iria expulsá-la de casa.A empregada tentou convencer, com a voz baixa e humilde:— Srta. Maia, coma mais um pouco, por favor. Se o Sr. Fabiano souber que a senhora está comendo tão pouco, ele vai se preocupar.E, como era de se esperar, bastava mencionar o nome de Fabiano para Maia ceder.Maia pegou a colher de novo, mas, antes que ela levasse qualquer coisa à boca, um barulho estranho vindo do lado de fora chamou sua atenção. Um estrondo crescente, como um rugido, aproximava-se na direção da casa.Do lado de fora, d
Ivone sentiu a visão escurecer de repente, e, atordoada, caiu na cadeira. Um zumbido agudo ecoou em seus ouvidos, e uma tontura forte tomou conta de todo o corpo.Era a Maia. Por quê? Por que ela tinha mandado alguém matar a tia Dulce?E se os homens de Gael tinham conseguido descobrir aquilo, Fabiano não poderia ter falhado em chegar ao mesmo resultado.Talvez fosse o próprio Fabiano quem tivesse interrogado a mulher. Isso significava que Fabiano desconfiava do motivo do crime antes mesmo de Gael. Talvez ele já soubesse de tudo há muito tempo.E, mesmo assim, Fabiano permitiu que aquela mulher fosse levada para a prisão, só para proteger Maia.Se no dia anterior Davi não tivesse se colocado na frente da faca por ela, quem estaria agora na sala de emergência, lutando pela vida pela segunda vez, seria Ivone. Talvez ela já estivesse morta.Os olhos de Ivone ficaram completamente vermelhos. Ela soltou uma risada fria, e seu corpo tremeu incontrolavelmente. As lágrimas caíam silenciosas no
Rui entrou vindo de fora, e o rosto dele, que quase nunca tinha expressão, estava sério, pesado, com um ar de urgência, como se algo ruim tivesse acontecido.Raul saiu da sala de jantar por conta própria e foi para a sala de estar. Ele tirou foto das receitas que tinha acabado de escrever e enviou as imagens para Ivone.Rui caminhou rápido até ficar ao lado de Fabiano e falou:— Senhor, a situação do Davi não está nada boa.…Bem cedo, Ivone tinha pedido para Raul algumas receitas de pratos nutritivos. Ela tinha se planejado para, assim que Davi acordasse e passasse pelas vinte e quatro horas de maior risco, voltar para casa e preparar uma sopa de legumes nutritiva e fortalecedora para ele.Ela queria, em segredo, deixar Davi surpreso com suas habilidades culinárias, impressionando-o totalmente.Mas Ivone sabia que, se fosse honesta sobre seu talento na cozinha, ela não sabia cozinhar de verdade. Nos anos em que cuidou de Fabiano, ela se aventurava com confiança na cozinha, preparando
Ao mencionar isso, a empregada caminhou até perto de Maia e falou:— A senhora não viu as notícias de hoje? A polícia estava investigando um caso e, mesmo assim, o criminoso teve coragem de esfaquear alguém na rua. Como é que o povo anda tão violento assim, que nem da polícia tem medo?A empregada não sabia por que nos últimos dias Maia andava sempre de mau humor. Ela morria de medo de falar algo errado e ser alvo novamente daquele olhar da Maia… aquele olhar frio, venenoso, como o de uma cobra.Por causa daquele olhar, a empregada teve pesadelos várias noites seguidas.A empregada sabia que tinha deixado Maia irritada e temia ser demitida por isso. Um emprego tão bom, com um salário tão alto, ela não queria perder de jeito nenhum nem deixar a vaga para outra pessoa. Por isso, ela se esforçava todos os dias para encontrar um jeito de agradar Maia.Com medo de falar algo errado, ela observou discretamente a expressão de Maia e viu que ela não reagiu ao que tinha dito.Só então a emprega
— Srta. Ivone, esse caso já está praticamente encerrado. Como já está tarde, provavelmente hoje não vai dar tempo, então vou precisar que a senhora venha amanhã à delegacia para dar uma entrevista à imprensa sobre o caso, para fins de reportagem. — Disse o policial.Mesmo assim, Ivone sentiu que algo ainda não estava certo. Ela perguntou ao policial:— Posso ver essa mulher?O agente balançou a cabeça:— Antes do julgamento, ela já será levada para o presídio. Exceto pelo advogado de defesa, ninguém poderá ter contato com ela.Ivone assentiu, dizendo que entendia. Pelo menos, a assassina havia sido presa, e sua pena parecia ser apenas questão de tempo.Com essa notícia, Ivone voltou para o hospital. Davi já havia sido transferido para um quarto VIP. Ela pensou que Davi talvez já estivesse dormindo, então ela girou a maçaneta com cuidado e abriu a porta.O quarto era um tipo de suíte. A parte mais externa era uma saleta, e, lá dentro, ficava o cômodo onde estava a cama de Davi.Quando I
Ivone ficou do lado de fora da sala de emergência, aguardando. Quando a porta se abriu, o médico tirou a máscara e falou para Gael:— O sangramento foi contido, mas a ponta da faca atingiu o fígado. A anestesia ainda não passou, o paciente continua inconsciente. As próximas vinte e quatro horas ainda serão críticas.— Muito obrigado. — Gael respondeu.Assim que terminou de falar, ele percebeu pelo canto do olho uma figura delicada correndo para alcançar a maca que levava Davi para o quarto.A enfermeira fixou a cama de Davi, conferiu se todos os aparelhos estavam funcionando corretamente e só então saiu do quarto, avisando Ivone:— Se houver qualquer problema, nos chame imediatamente.Ivone agradeceu e se sentou ao lado da cama de Davi.Desde pequeno, Davi quase nunca adoecia. Quando ficava doente, bastava um remédio e uma boa noite de sono para melhorar. Agora, ele estava estendido numa cama de hospital e ainda não tinha passado da fase de risco.Tudo isso porque ele tinha salvado Ivo







