De repente, Helena perdeu o apetite.Nesse momento, um camarão perfeitamente limpo, sem nem o fio escuro, caiu no prato dela. A carne estava firme, translúcida, ainda morna.Ela levantou o olhar e encontrou os olhos escuros de Gabriel.Ele limpava os dedos com um lenço úmido, como se tivesse feito algo absolutamente comum.A voz saiu baixa, audível apenas para os dois.— Neste restaurante, o camarão é sempre fresco.Ele não citou nomes, mas a frase foi como uma lâmina, atingindo com precisão as duas pessoas do outro lado da mesa.Helena ficou surpresa por um instante, depois entendeu.Olhou para o camarão impecável, depois para Marcelo e Leticia. Aquele rancor preso no peito, de repente, afrouxou.Ela pegou o camarão com o garfo e, sob o olhar dos dois, levou devagar à boca.A carne era doce, elástica.Ela virou para Gabriel e curvou os lábios no primeiro sorriso genuíno da noite.— Obrigada. Está delicioso.......O jantar terminou.Assim que a porta da sala abriu, o clima, que já n
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