A porta do banheiro fechou, isolando aquele calor úmido, e também a presença opressiva de Gabriel.Helena ficou onde estava, descalça, sentindo o frio do piso subir pelas solas dos pés.No pulso que ele tinha segurado, ainda permanecia a marca do aperto, quente, em contraste gritante com o gelo do chão.Ela observou o círculo avermelhado na pele, a mente um pouco confusa.Gabriel lançou para ela um olhar profundo, carregado de uma emoção que Helena não conseguiu decifrar. Ele soltou a mão dela e deu um passo para trás, sem qualquer hesitação, virou e saiu.Helena puxou um sorriso de lado e caminhou até o espelho, encarando o próprio reflexo, ligeiramente desalinhado.As bochechas ainda tinham um rubor incomum, mas os olhos já tinham recuperado a lucidez.Ela sabia que, naquele instante, Gabriel tinha reagido a ela, mas também tinha deixado claro, pela atitude, que não pretendia tirar vantagem da situação.Ele era um cavalheiro? Ou simplesmente não queria complicações?Afinal, os dois
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