Aquela voz soou estranhamente familiar.Lyra levantou o olhar e viu o homem entrando na loja com um conjunto preto casual, andando de cabeça erguida.A postura dele era reta, impecável, ombros largos, cintura estreita, altura de, no mínimo, um metro e oitenta e poucos. O conjunto todo — presença e aparência — era tão marcante que até as luzes claras da loja pareciam ter perdido um pouco do brilho.Um homem daquele jeito, tão bonito, se não fosse o Antônio, ia ser quem?Lyra ficou surpresa por um segundo, mas ainda assim cumprimentou:— Antônio, oi.Eles eram do mesmo ramo da construção civil, já tinham tido contato profissional antes, então não eram exatamente estranhos.Antônio inclinou levemente a cabeça e, quando ia responder, o olhar dele passou por ela e foi direto para o carrinho de bebê atrás dela.Bem nessa hora, Aurora acordou. Ela não chorou, apenas abriu os olhos bem redondos e começou a encarar o ambiente, curiosa, para todos os lados.Antônio foi fisgado na hora pela fofur
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