Uma dor aguda atravessou meu peito, cortando qualquer tentativa de manter a postura. As promessas dele… tinham acabado. O “para sempre”, que um dia parecia tão sólido, simplesmente deixou de existir, como se nunca tivesse sido real.— Com licença… não estou me sentindo bem.Forcei um sorriso fraco ao me levantar, ignorando o peso dos olhares sobre mim.— Aproveitem o jantar.— Flora… — a voz suave de Eliza veio da cabeceira da mesa, carregada de uma preocupação quase perfeita demais. — Você está pálida. Quer que eu te acompanhe até o quarto?Ela parecia tão convincente que, se eu não conhecesse a verdadeira Eliza, talvez tivesse acreditado. Talvez até tivesse agradecido.— Não, obrigada.Saí dali sem esperar resposta, praticamente fugindo antes que qualquer coisa dentro de mim cedesse de vez. Quando finalmente alcancei o quarto, encostei as costas na porta e fechei os olhos por um segundo, tentando controlar a respiração, que vinha rápida demais, descompassada, como se meu própr
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