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Capítulo 7

مؤلف: Serein M
Ponto de vista de Flora

Cinco anos depois, Chicago continuava a mesma — familiar e, ao mesmo tempo, estranhamente distante. Eu estava diante da janela de vidro do meu quarto de hotel, observando a cidade que, por três anos, chamei de lar, tentando entender como algo podia parecer tão próximo e tão irreconhecível ao mesmo tempo.

Sobre a mesa, uma edição da Forbes estava aberta, meu rosto estampado na capa. “FLORA ROSSI: A JORNADA DA RAINHA DA IA — DE CIENTISTA DE DADOS A BILIONÁRIA.” Uma aquisi
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  • Seu Império Desmoronou Quando Eu Parti   Capítulo 9

    Ponto de vista de FloraDepois do jantar, ele hesitou antes de falar, como se cada palavra precisasse atravessar algo preso na garganta.— Você quer ficar esta noite? O seu quarto… eu mantive exatamente como era.Eu vi. Vi a esperança nos olhos dele, frágil demais para alguém como Gwen Falcone, e aquilo trouxe um peso inesperado para dentro de mim.— Não. O hotel é mais prático — respondi, me levantando. — Obrigada pelo jantar.A decepção passou pelo rosto dele por um instante, mas desapareceu rápido, como tudo o que ele não queria mostrar.— Eu te levo.— Não precisa. Eu peço um carro.— Flora…Parei antes de sair, ouvindo a voz dele me chamar.— Obrigado. Por ter jantado comigo hoje. Foi… a noite mais feliz que eu tive em cinco anos.Apenas assenti. Não havia resposta para aquilo.E fui embora.De volta ao hotel, me deitei na cama, mas o sono não veio. A noite se repetia na minha cabeça, cena por cena. O Mapa Estelar restaurado. O jantar preparado com cuidado. O arrepend

  • Seu Império Desmoronou Quando Eu Parti   Capítulo 8

    Ponto de vista de FloraQuando hesitei, um lampejo de pânico atravessou o rosto de Gwen, rápido, mas impossível de ignorar.— E o Caesar… — ele acrescentou apressado, a voz falhando levemente. — Nosso Malinois. Ele morreu. Mas teve um filhote… é idêntico a ele.Caesar.A lembrança veio imediata. O cachorro grande, leal, sempre por perto. Quando me mudei para a mansão, ele tinha sido a única companhia real nos momentos em que o silêncio pesava demais.— Quando ele morreu? — perguntei.— Há dois anos — a voz dele ficou mais densa, carregada. — Ele continuou esperando você voltar. Até o fim… ia até o portão principal e ficava olhando, como se você fosse aparecer a qualquer momento.Meu peito apertou.— Tudo bem — respondi, depois de um segundo. — Eu vou.A mudança no olhar dele foi imediata. Como alguém que estava se afogando e, de repente, encontra ar.— Sério? — perguntou, quase sem acreditar.— Só para ver — repeti.— Certo… — ele assentiu várias vezes, como se precisasse c

  • Seu Império Desmoronou Quando Eu Parti   Capítulo 7

    Ponto de vista de FloraCinco anos depois, Chicago continuava a mesma — familiar e, ao mesmo tempo, estranhamente distante. Eu estava diante da janela de vidro do meu quarto de hotel, observando a cidade que, por três anos, chamei de lar, tentando entender como algo podia parecer tão próximo e tão irreconhecível ao mesmo tempo.Sobre a mesa, uma edição da Forbes estava aberta, meu rosto estampado na capa. “FLORA ROSSI: A JORNADA DA RAINHA DA IA — DE CIENTISTA DE DADOS A BILIONÁRIA.” Uma aquisição de oito bilhões de dólares havia colocado meu nome no cenário global, transformando tudo o que eu construí em algo impossível de ignorar. Mas, naquele momento, nada disso importava. Eu não era a mulher da capa. Era apenas uma ex-aluna que havia voltado para se despedir do homem que mudou a minha vida.A cerimônia em homenagem ao Professor Mitchell aconteceu na capela da universidade. Vestida de preto, sentei na primeira fila, ouvindo colegas e antigos alunos relembrarem quem ele foi, enquan

  • Seu Império Desmoronou Quando Eu Parti   Capítulo 6

    Ponto de vista de GwenDurante semanas, tentei escrever para ela. Começava uma carta, relia a primeira linha… e rasgava tudo antes mesmo de terminar.Flora, eu estava errado…Rasgo.Eu sei que você não pode me perdoar, mas…Rasgo.Por favor, me deixa explicar…Rasgo.No fim, o que diabos eu poderia dizer? Desculpa? Justificativas? Implorar? Nenhuma palavra parecia suficiente. Tudo soava vazio. Barato. Tarde demais.Então fiz a única coisa que um Falcone sabe fazer.— Transfere dez milhões para a conta internacional da Flora.— Sim, chefe.Uma semana depois.— Mais vinte milhões.— Chefe, esse valor—— Faz.Outra semana.— Mais vinte.Dessa vez, o chefe financeiro hesitou.— Chefe… já são cinquenta milhões no total. Mas…— Mas o quê?— O dinheiro… não foi tocado. Nem um centavo.Algo afundou dentro de mim. Fundo. Sem volta.Ela nem sequer olhou.Para ela… aquilo não tinha valor nenhum.Assim como eu.Naquela noite, me tranquei no escritório com uma garrafa de w

  • Seu Império Desmoronou Quando Eu Parti   Capítulo 5

    Ponto de vista de GwenPassei a noite inteira no escritório, segurando os papéis do divórcio como se aquilo, de alguma forma, pudesse mudar o que estava escrito. O papel já estava úmido do suor das minhas mãos, mas cada palavra continuava gravada na minha mente com uma clareza cruel, impossível de ignorar, impossível de apagar.Assim que o sol começou a nascer, peguei o telefone e liguei para o advogado da família.— Vem para a mansão. Agora.Meia hora depois, ele estava diante de mim, visivelmente nervoso, o suor escorrendo pela testa enquanto tentava organizar as palavras.— Chefe… o acordo de divórcio… é irrefutável — disse, gaguejando.Minha voz saiu baixa, carregada de tensão.— Você está me dizendo que ela não é mais minha esposa?— Sim, senhor. Legalmente… o casamento acabou.As palavras dele me atingiram como um golpe seco, pesado demais para absorver de uma vez. Levantei bruscamente e bati o punho na mesa, fazendo a madeira estremecer.— Some da minha frente.Ele nã

  • Seu Império Desmoronou Quando Eu Parti   Capítulo 4

    Ponto de vista de GwenO jato particular cortava as nuvens, deixando Las Vegas para trás. Mas minha mente não acompanhava. Permaneci olhando pela janela, enquanto um incômodo estranho se apertava no meu peito, crescendo aos poucos, como se algo estivesse fora do lugar… e eu ainda não conseguisse entender o quê.— Gwen, a gente não pode ficar mais um dia? — Eliza murmurou, se acomodando contra o meu ombro, com aquele tom suave que sempre parecia mais calculado do que espontâneo. — Tem um show hoje à noite que eu queria muito ver.— Não — respondi. — Vamos voltar para Chicago.Ela fez um bico, contrariada, e me observou com mais atenção.— Qual é a pressa? Não tem nenhuma emergência na família.Eu não podia dizer o motivo. Nem para ela, nem para ninguém. Talvez fossem as três ligações da Flora na noite anterior. A urgência na voz dela… algo que eu nunca tinha ouvido antes. Não era o tom calmo, distante de sempre. Era diferente. Mais intenso. Ela disse que precisava me contar algo i

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