O corpo de Elara está marcado por mim.Fico sentado na beira da cama por um longo tempo, só olhando. Ela dorme de bruços, a respiração lenta e profunda, o cabelo preto espalhado pelo travesseiro branco. Há chupões escuros no pescoço, no ombro, na curva da escápula. A pele ao redor dos quadris está levemente avermelhada onde meus dedos apertaram com força demais. Nas coxas internas, as marcas da minha boca ainda estão vivas. E, entre as pernas, mesmo à luz suave da tarde, ainda dá para ver o brilho do que eu deixei dentro dela horas atrás.Eu me sinto doente de tão obcecado.E, ao mesmo tempo… mais centrado do que estive em anos.São quase quatro da tarde. Eu a deixei dormir depois da terceira vez. O corpo dela não aguentava mais. Eu saí do quarto em silêncio, desci até a cozinha e forcei a mim mesmo a fazer comida de verdade. Ovos mexidos, pão tostado, morangos cortados, café fresco. Algo que não fosse só sobrevivência. Quando volto com a bandeja, o cheiro invade o quarto.Elara se me
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