Maeve olhou para a tela do laptop com os olhos marejados. O cursor piscava no final da última página, como se esperasse permissão para parar.FIM.Ela ficou imóvel por quase dez minutos, as mãos tremendo sobre o teclado. O manuscrito de Sombras que Abraçam estava completo. Duzentas e oitenta e sete páginas de dor, amor, raiva, redenção e desejo transformados em palavras. Não era exatamente sua história, mas era dela. Cada cena carregava fragmentos de sua alma — os toques indesejados, o silêncio cúmplice da mãe, as fugas, o cruzeiro, as cordas de seda, o medo, a cura.
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