تسجيل الدخولO beijo termina lento.Eu me afasto só o suficiente para olhar o rosto dela. Os lábios de Elara estão vermelhos, inchados. Os olhos verdes não desviam dos meus. Pela primeira vez desde o leilão, ela não parece pronta para me matar. Parece… cansada. Confusa. E ainda assim, presa a mim.— Setenta e duas horas — eu repito, a voz baixa. — Depois disso minha mãe e o Luka vão aparecer aqui. E eu preciso decidir o que fazer com você até lá.Elara solta um riso curto, sem humor.— Decidir? Tipo me soltar? Me devolver? Me matar?Eu seguro o rosto dela com as duas mãos, os polegares passando pelas maçãs do rosto.— Decidir se eu te apresento como minha… ou se eu escondo você ainda mais fundo.Ela engole em seco. Eu sinto a garganta dela se mover sob os meus dedos.— Você é louco.— Eu sei.Eu a puxo para cima do sofá. O corpo dela colide com o meu. A camisa preta sobe um pouco nas coxas. Eu desço as mãos e agarro a carne nua, apertando. Elara solta um som baixo. Não é só de protesto.— Quarto.
Ela dorme contra o meu peito por quase duas horas.Eu não me mexo.Não quero quebrar o momento.A mão continua desenhando círculos lentos nas costas dela, sentindo a respiração ficar cada vez mais profunda. O cabelo molhado seca aos poucos contra minha pele. O cheiro dela — sabonete, pele quente e algo que agora reconheço como meu — me envolve.Quando ela finalmente se mexe, é devagar. O corpo fica rígido no segundo em que percebe onde está. Eu sinto a mudança imediatamente.— Continua quieta — murmuro, a voz rouca de tanto tempo em silêncio. — Ainda não terminei de te segurar.Elara levanta o rosto. Os olhos verdes estão inchados de sono e de tudo o que aconteceu no chuveiro. Há confusão neles. Raiva. E um cansaço profundo que me acerta no peito.— Por que você está fazendo isso? — pergunta baixo. — Por que não me fode de uma vez e pronto? Por que esse jogo todo?Eu seguro o rosto dela com uma mão, o polegar passando de leve pelo hematoma que está sumindo.— Porque, quando eu te fode
O resto da manhã passa em silêncio tenso.Elara come o que eu coloquei na frente dela. Não muito, mas o suficiente para eu não brigar. Cada mastigada é feita com raiva. Cada olhar que ela me lança é uma faca. Eu fico do outro lado da ilha, braços cruzados, observando. O corpo ainda carrega a memória da noite anterior — o jeito que ela apertou meus dedos, o gemido que ela tentou engolir, o gosto dela na minha boca.Quando ela termina, eu a levo de volta para o quarto. Apontando para o banheiro.— Banho. Agora.Ela me olha como se quisesse me matar com os olhos, mas obedece. Eu fico do lado de fora da porta, encostado na parede fria, ouvindo a água começar a correr. O som do chuveiro preenche o corredor. Eu conto os minutos. Quando ela demora demais, quando o silêncio se estica demais, eu abro a porta sem bater.O vapor quente me acerta no rosto.Elara está debaixo do chuveiro, de costas para mim. Os cabelos pretos colados na pele molhada, descendo até o meio das costas. A água escorre
Eu não consigo dormir.Passei a noite no sofá do escritório, no andar de baixo, a cabeça apoiada nas mãos, o gosto dela ainda na boca. Cada vez que fechava os olhos, via o corpo de Elara se contraindo em volta dos meus dedos. Ouvia o gemido que ela tentou engolir. Via as lágrimas de raiva e prazer escorrendo.Agora são quase nove da manhã.Eu subo as escadas com a bandeja na mão. Café preto, torradas, ovos, uma maçã cortada. Comida simples. Necessária. Quando abro a porta do quarto, ela está sentada no canto da cama, abraçando os joelhos, ainda só de calcinha. A camisa que eu tirei ontem está jogada no chão. O pescoço dela carrega a marca roxa que eu fiz. Os olhos estão inchados.Ela me olha como se eu fosse veneno.— Sai — murmura, a voz rouca.Eu entro mesmo assim e fecho a porta com o pé. Coloco a bandeja na cômoda.— Você precisa comer.— Eu não quero nada de você.Eu caminho até a cama e me sento na beira, longe o suficiente para não assustá-la de imediato, perto o suficiente par
O dia inteiro eu a deixo trancada.Não por crueldade.Por controle.Eu preciso me afastar. Preciso lembrar quem eu sou e o que jurei nunca me tornar. Mas, cada vez que fechava os olhos, via o corpo dela embaixo do meu. O pescoço marcado. Os olhos verdes, cheios de ódio e desejo. O jeito que ela tremia quando minha boca desceu pela pele.Agora é noite.Eu subo as escadas com passos lentos. A chave gira na fechadura. Quando abro a porta, a encontro sentada na beira da cama, ainda vestindo minha camisa preta. Os cabelos estão bagunçados. Os olhos, vermelhos. Ela não dormiu direito. Eu também não.— Você voltou — ela diz, a voz rouca de tanto gritar sozinha.— Eu nunca saí de verdade — respondo, fechando a porta atrás de mim. — Só te dei espaço para odiar com mais força.Ela ri, sem humor.— Que generoso.Eu caminho até ela. Devagar. Cada passo é calculado. Quando paro na frente dela, ela precisa levantar o rosto para me olhar. Eu gosto dessa posição. Gosto de vê-la pequena embaixo de mim
Eu a carrego de volta para o quarto como se ela pesasse nada.Ela luta o caminho inteiro. Unhas tentando rasgar a minha camisa, dentes buscando qualquer pedaço de pele que consigam alcançar, pernas chutando o ar com força. Eu não solto. Meu braço está firme em volta da cintura dela, o outro segurando os dois pulsos contra o peito. O cheiro dela sobe — raiva, sabonete caro, e aquele desejo que ela odeia admitir. Cada movimento do corpo dela contra o meu só me deixa mais tenso.— Solta, seu filho da puta! — ela grita, a voz rouca de tanto xingar.Eu não respondo. Apenas subo as escadas com passos firmes, sentindo o coração bater forte no peito. Quando chegamos ao quarto, eu a jogo na cama. O corpo dela quica no colchão macio e imediatamente ela tenta se levantar. Eu subo em cima dela antes que consiga. Joelhos de cada lado do quadril, mãos prendendo os pulsos acima da cabeça com força o suficiente para marcar. O peso do meu corpo a imobiliza completamente.— Pare de lutar — digo, ofegan
Capítulo 6 — O Jantar BrancoO vestido era branco.Claro que era.Nem marfim, nem pérola, nem qualquer mentira elegante inventada para suavizar a crueldade. Branco. Liso. Escandalosamente simples. O tipo de vestido que parece inocente até tocar a pele errada.— Não vou usar isso — digo, segurando o
Capítulo 5 – Tempestade no ConvésO sol do Caribe bate forte no meu rosto enquanto caminhamos pelo convés principal. O robe de seda preta que Zion me deu mal esconde o que aconteceu nas últimas horas. Meus pulsos ainda estão marcados, vermelhos sob as mangas largas. Cada passo me lembra que estou a
Capítulo 4 – Migalhas de LuxoZion continua deslizando o morango gelado pelo meu mamilo, circulando lentamente, provocando. Elias mantém dois dedos pressionados contra minha entrada encharcada, abrindo-me, mas sem penetrar, apenas sentindo o quanto estou molhada e desesperada.— Diga — repete Elias
Capítulo 3 – A Espera que QueimaO tempo dentro dessa suíte se transforma em algo viscoso e cruel.Minutos se esticam como horas. Não sei mais se passaram trinta minutos ou três horas desde que a porta se fechou com aquele clique definitivo. O relógio digital na mesinha marca 23:47, mas o mar negro







