POV Elliot ParkerA luz da manhã infiltrou-se pelas frestas das cortinas de linho cru com uma claridade pálida e lavada. O temporal da madrugada se dissipara, deixando para trás um céu esticado em tons de madrepérola e o cheiro denso de terra molhada misturado à maresia fria.No quarto, o silêncio era interrompido apenas pela respiração serena de Camille, cujo braço repousava sobre o meu peito, a pele macia contrastando com as marcas avermelhadas de esforço que cobriam os meus ombros. O calor dela contra o meu corpo era um convite silencioso para ignorar o resto do mundo, mas o relógio sobre o móvel de cabeceira marcava seis e quinze.Em Port Regis, a maré não esperava pelos homens, e os tribunais de Dorchester muito menos.Com movimentos calculados para não perturbá-la, afastei o edredom grosso e me levantei. Vesti uma camisa de sarja pesada, calça impermeável e calcei as botas de couro engraxado. Antes de cruzar a porta, voltei até a cama, puxando a coberta sobre os ombros nus de Ca
Última actualización : 2026-09-30 Leer más