Lembro como se fosse ontem da sessão de cinema em que assisti 'O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias'. O romance entre Mauro e Hanna, dois jovens durante a ditadura militar, é cheio de camadas. A forma como o filme mistura política e sentimentos, mostrando o amor como refúgio em tempos difíceis, é de cortar o coração. A cena do beijo no meio da chuva, com o Rio de Janeiro de pano de fundo, ficou gravada na minha memória como um dos momentos mais poéticos do cinema nacional.
2026-05-14 11:55:32
11
Henry
Radar literário
Militar
Nada como mergulhar no universo do cinema nacional quando o assunto é romance emocionante. Um filme que me arrancou lágrimas foi 'O Palhaço', que, embora não seja um romance tradicional, traz uma história de amor tão pura e dolorida entre Benjamin e Valdirene que é impossível não se comover. A maneira como o diretor Selton Mello explora a solidão e a busca por conexão no meio do caos do circo é simplesmente magistral.
Outra pérola é 'Hoje Eu Quero Voltar Sozinho', que retrata o primeiro amor de Leonardo, um adolescente cego. A sensibilidade com que a história é contada, mostrando as descobertas e inseguranças da adolescência, fez meu coração apertar em vários momentos. A cena do beijo na piscina? Arrepiante de tão bonita.
2026-05-14 21:31:32
11
Ulysses
Olhar leitor
Eletricista
Cresci assistindo às produções da Globo Filmes, e 'Dois Coelhos' me pegou desprevenido. A trama entre Clara e Eduardo, dois jovens de realidades opostas que se encontram por acaso, tem aquela química que só o cinema brasileiro sabe criar. O final, sem spoilers, é daqueles que deixam a gente refletindo por dias sobre amor e destino. A trilha sonora, com direito a muito Legião Urbana, só aumenta o clima nostálgico.
2026-05-15 10:42:28
17
Brooke
Conhecedor
Artista
Preciso mencionar 'Eu Tu Eles', um drama rural que mostra a vida de Darlene e seus três maridos. O amor ali é retratado com toda a crueza e beleza do sertão, longe dos clichês hollywoodianos. A cena em que ela canta 'Sabiá' para os filhos, enquanto os homens discutem, tem uma carga emocional fortíssima. Gosto especialmente como o filme mostra o amor como algo complexo, às vezes doloroso, mas sempre humano.
2026-05-16 08:12:29
17
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O Amor É um Lamento
Roberto Correia
10
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O primeiro amor de Willian retornou ao país.
O preço foi que sua esposa grávida partiria sem que ninguém soubesse.
No primeiro mês de sua ausência.
Willian não se importou.
Passava os dias mimando seu primeiro amor.
No segundo mês de sua ausência.
Os amigos de Willian começaram a fazer apostas sobre quando sua esposa voltaria implorando por perdão.
No terceiro mês de sua ausência.
Willian finalmente entrou em pânico.
Ele enviou pessoas para vasculhar o país inteiro.
Mesmo assim, não encontrou nenhum vestígio de sua esposa.
A partir de então, o nome Lorena tornou-se um tabu conhecido por toda a Capital.
Mas o que ninguém sabia era que, em todas as madrugadas, ele enlouquecia de saudades dela.
No caminho de volta do cartório, depois de registrarmos o casamento, Felipe Rodrigues soltou de repente:
— Eu traí você. — Ele apontou para o banco do passageiro, onde eu estava sentada, e sorriu com crueldade. — Ontem, ela estava sentada aí, me beijando. Estava vestida de um jeito muito sensual. Eu não resisti e acabei transando com ela.
Mais uma vez, fui traída.
Fiquei paralisada, tomada por uma dor tão profunda que não consegui dizer uma única palavra.
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Eloá Vasconcelos sacrificou a própria vida para salvar o Samuel Albuquerque. Como preço, ela perdeu a audição. E no lugar da gratidão, recebeu humilhações e sarcasmo dos amigos dele.
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Com o cachorro nos braços, ele virou as costas e foi embora, não sem antes cobrir cuidadosamente o focinho do animal com uma toalha molhada.
Durante nossos três anos de casamento, escondi a verdade de Gustavo, dizendo que trabalhava com cadáveres e que minha família não tinha dinheiro nenhum.
Porque eu tinha medo de matá-lo de susto.
Meu pai é um renomado especialista em serviços funerários e cremação, e minha mãe se especializou em maquiagem mortuária para condenados à pena de morte.
Meu irmão consegue ser ainda mais assustador: seu maior passatempo é colecionar ossos humanos.
Nossa família sempre soube caminhar entre o mundo legal e o ilegal.
No instante em que as chamas lamberam a barra do meu vestido, enviei uma mensagem de voz para minha família.
— Pai, Gustavo disse que quer experimentar como é não conseguir morrer de verdade.
Assim que a mensagem foi enviada, o destino de Gustavo e de seu primeiro amor ficou selado: eles acabariam reduzidos a um pó ainda mais fino do que as cinzas de um crematório.
Alguns filmes brasileiros baseados em histórias reais conseguem mexer profundamente com a gente, especialmente quando abordam o amor e a perda. 'Hoje Eu Quero Voltar Sozinho' é um desses. A narrativa delicada sobre um adolescente cego descobrindo o primeiro amor tem uma pureza que arranca lágrimas. A inspiração vem da vida do director Daniel Ribeiro, que trouxe elementos autobiográficos para a tela.
Outra obra tocante é 'Dois Irmãos', adaptado do livro de Milton Hatoum. A história de gêmeos que compartilham o mesmo amor e rivalidade é cheia de camadas emocionais. O cenário amazônico e as relações familiares complicadas criam um pano de fundo intenso para um romance trágico. A maneira como o filme explora a paixão e o arrependimento é de cortar o coração.
Lembro de assistir 'All the Bright Places' numa tarde chuvosa, e aquela história me pegou de um jeito que não esperava. A relação entre Violet e Finch é tão crua e real, cheia de altos e baixos, que você acaba se envolvendo completamente. A narrativa lida com temas pesados como luto e saúde mental, mas de uma forma que não parece forçada. A cena final me deixou com um nó na garganta por dias.
Outro que recomendo é 'The Half of It', que foge do clichê do romance tradicional. A amizade entre Ellie e Paul é tão bonita quanto o desenvolvimento do triângulo amoroso. O filme tem um tom mais leve, mas ainda consegue emocionar quando menos esperamos. A trilha sonora e a fotografia complementam perfeitamente a melancolia do enredo.
O cinema brasileiro tem pérolas românticas que muitas vezes passam despercebidas, mas que deixam marcas profundas. 'O Palhaço' é um desses filmes, misturando melancolia e amor de um jeito que só o Brasil sabe fazer. A história do palhaço Benjamin e sua jornada existencial tem cenas de romance sutis, mas arrebatadoras, especialmente quando ele reencontra seu antigo amor. A fotografia lembra um quadro impressionista, com tons quentes que contrastam com a solidão do protagonista.
Outra obra que me pegou desprevenido foi 'Eu Tu Eles', com Regina Casé. O triângulo amoroso no sertão nordestino é cheio de poesia visual e diálogos cortantes. Dona Dina desafia convenções sociais com uma força que arrepia, e o desfecho é tão realista quanto doloroso. Esses filmes não são apenas histórias de amor, mas retratos da complexidade humana em cenários tipicamente brasileiros.
Lágrimas rolando pelo rosto é algo que só alguns filmes conseguem provocar em mim, e 'A Culpa é das Estrelas' está no topo dessa lista. A história de Hazel e Gus é tão pura e dolorosa que é impossível não se emocionar. A maneira como eles enfrentam a doença e ainda encontram beleza na vida é de partir o coração.
Outro que me pegou desprevenido foi 'Como Eu Era Antes de Você'. A relação entre Will e Louisa mostra como o amor pode ser libertador e devastador ao mesmo tempo. A cena final com a carta? Nem me fale, ainda fico arrepiado só de lembrar.
Lembro que quando assisti 'A Culpa é das Estrelas', fiquei completamente devastado. A história do Hazel e do Gus é tão crua e real que é impossível não se emocionar. A forma como eles lidam com o amor e a mortalidade me fez refletir sobre como aproveitamos cada momento.
Outro que me pegou desprevenido foi 'Como Eu Era Antes de Você'. O final é daqueles que ficam ecoando na mente por dias. A transformação da Louisa e a decisão do Will são tão intensas que você acaba questionando suas próprias escolhas na vida. Esses filmes têm essa habilidade incrível de nos fazer sentir tudo tão profundamente.
Lembro que assisti 'A Vida é Bela' numa tarde chuvosa e foi como levar um soco no estômago. A maneira como o Guido protege o filho do horror do Holocausto com humor e amor, só para o final revelar o sacrifício dele, me destruiu. Fiquei com os olhos inchados por horas.
Outro que me pegou desprevenido foi 'Clube de Compras Dallas'. A cena onde Ron Woodroof, já muito doente, tenta dançar com a namorada no hospital... nossa, aquilo dói de lembrar. Filmes sobre doenças costumam ser difíceis, mas esse em particular mostra a fragilidade humana de um jeito que fica martelando na cabeça.