Tenho uma relação de amor e ódio com 'Henry: Portrait of a Serial Killer'. O filme é cru, realista e sem glamour, o que o torna ainda mais chocante. Diferente de outras produções que romantizam os assassinos, esse filme mostra a brutalidade sem filtros. As cenas são filmadas de forma quase documental, o que aumenta a sensação de que você está testemunhando algo que não deveria. A violência é abrupta e não há música dramática para amenizar o impacto, apenas o silêncio ou os sons ambientais, que deixam tudo mais assustador.
Quando penso em filmes que realmente me fizeram sentir desconfortável, 'Martyrs' (2008) vem à mente. Embora não seja estritamente sobre um serial killer, a violência extrema e a tortura psicológica são de partir o coração. O filme francês não poupa detalhes, e algumas cenas são quase insuportáveis de assistir. A jornada da protagonista é dolorosa, e o final é daqueles que te deixam refletindo por semanas. É um daqueles filmes que você assiste uma vez e nunca mais esquece, mas também não quer ver de novo tão cedo.
Me lembro de assistir 'The Silence of the Lambs' pela primeira vez e ficar absolutamente perturbado com a atmosfera que o filme cria. Anthony Hopkins como Hannibal Lecter é assustadoramente cativante, e as cenas em que ele manipula as pessoas com sua inteligência afiada são de arrepiar. O filme não depende apenas de violência gráfica, mas sim da tensão psicológica que constrói. A cena do interrogatório entre Clarice e Lecter é um exemplo perfeito disso, onde cada palavra parece uma facada.
Outro que me marcou foi 'Se7en', com suas cenas brutais e aquele final que deixa todo mundo sem palavras. A forma como o John Doe justifica seus crimes com os sete pecados capitais é algo que fica na cabeça por dias. A violência não é explícita o tempo todo, mas a sugestão do que aconteceu é suficiente para causar desconforto.
Algumas pessoas podem argumentar que 'American Psycho' é mais uma sátira do que um filme de terror, mas as cenas de violência são tão absurdas que se tornam chocantes. Christian Bale como Patrick Bateman é hilário e assustador ao mesmo tempo. A cena do machado é particularmente memorável, não só pela violência, mas pelo contraste com a música 'Hip to Be Square'. O filme brinca com a ideia de que a violência pode ser tão extravagante a ponto de se tornar ridícula, mas ainda assim consegue te deixar desconfortável.
2026-07-18 18:55:50
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Lembro de assistir 'Martyrs' (2008) num fim de semana chuvoso e sair completamente perturbado. O filme francês vai além do terror convencional, mergulhando numa espiral de dor física e psicológica que é quase palpável. A cena do esfolamento é tão visceral que você consegue sentir o peso daquela violência.
Outro que me deixou mal foi 'A Serbian Film'. É um daqueles casos onde a curiosidade vence e você se arrepende amargamente. As cenas de abuso infantil e necrofilia são de um mau gosto inacreditável, quase como se o diretor quisesse testar até onde o público aguenta. Não recomendo a menos que você tenha estômago de aço.
Lembro de assistir 'Hereditary' e ficar completamente perturbado com aquela cena da cabeça decapitada na estrada. O filme constrói uma tensão psicológica absurda, mas quando chega nesse momento, é como se o chão sumisse debaixo dos pés. A maneira como a cena é filmada, quase sem cortes, com aquele silêncio ensurdecedor antes do grito da mãe... Meu Deus, foi de arrepiar. A Toni Collette merecia um Oscar só pela atuação naquela sequência.
E o pior é que o filme não para por aí. Cada cena depois disso parece escavar mais fundo no seu psicológico. Aquele final com a árvore e a cabana? Bizarro demais. 'Hereditary' não é só sustos baratos, é um filme que fica martelando na sua mente dias depois.
Eu lembro que quando assisti 'It: A Coisa', fiquei impressionado com como o palhaço Pennywise consegue ser assustador em cenas específicas. A sequência do projetor no primeiro filme é uma das mais perturbadoras, misturando imagens surrealistas com aquele sorriso grotesco. Tim Curry nos anos 90 já tinha feito um trabalho incrível, mas Bill Skarsgård trouxe uma camada extra de inquietação, especialmente naquela cena em que ele emerge do ralo.
Outra obra que me deixou desconfortável foi 'Terrifier', com o Art the Clown. A cena da serra elétrica no banheiro é brutal demais, quase difícil de assistir. Não é só o jumpscare, mas a violência gráfica combinada com aquele humor mórbido que ele tem. Dá um calafrio só de pensar.