Justa
Para não ser acusada de favoritismo, minha mãe me obrigou a participar da campanha coletiva de doação de sangue da universidade, apesar da minha anemia grave.
Depois que retiraram apenas 100 mililitros, minha visão começou a escurecer.
Estendi a mão para a agulha, tentando interromper o procedimento, mas a jovem enfermeira agarrou meu pulso na mesma hora e o imobilizou.
— Só doou 100 mililitros e já quer desistir? Todos os outros alunos doaram 400.
Ela lançou um olhar para meu rosto pálido, os olhos cheios de repulsa, antes de continuar:
— Doar sangue é um ato nobre. Gente egoísta como você, que finge estar doente só para escapar, merece que tirem o dobro como castigo!
Ali perto, minha mãe observava tudo com frieza, e a decepção estava estampada em seu rosto.
— Briana Hayes, foi assim que eu criei você? Todo mundo doou sangue, então não pense que você é especial. Você vai completar os 400 mililitros hoje, nem que isso mate você!
Eu arfava em busca de ar, enquanto meu coração batia com tanta violência que parecia prestes a explodir dentro do peito.
Quando começaram a coletar a terceira bolsa, minha visão já estava completamente turva, e meu corpo despencou pesadamente no chão.
Enquanto minha alma se desprendia do corpo e subia lentamente, olhei para minha mãe com os olhos carregados de culpa.
"Desculpe, mãe. Eu realmente não estava mentindo. Desta vez eu não consegui aguentar mais."