A Empregada Desastrada
Talvez seja porque, finalmente, depois de tantos anos de luta interna, encontro um vislumbre de algo que posso chamar de leveza.
Conforme cumprimento velhos amigos da família e conhecidos que se fazem presentes, uma pessoa não sai da minha mente: Luna. Ela caminha pelo salão, irradiando uma beleza que quase me desarma. Seu vestido de noiva é um sonho. A renda delicada e os cristais capturam cada raio de luz, fazendo-a brilhar. Os cabelos soltos caem em ondas suaves, e o diadema que prende seu véu dá a ela uma aura de realeza. Sua simplicidade, combinada com uma elegância que ela talvez não perceba, me faz lembrar por que estou aqui. Ela não pertence a este mundo – e, ao mesmo tempo, parece s