O AMOR QUE FERE
Não com desejo, mas com afeto falso, frágil, quase infantil.
— E eu sei… eu sei que você também me ama.
Inclinei o rosto, como se buscasse compreensão. E ali, bem baixinho, como uma prece desesperada:
— Vamos recomeçar, em? Por favor, meu amor... vamos recomeçar. Não deixa ela destruir tudo o que a gente construiu. A gente pode ser feliz de novo.
Segurei o rosto dele com as duas mãos, suavemente. Um toque que escondia o meu verdadeiro desespero em manter tudo sob controle.