Lembro de uma época em que eu ficava horas olhando para o celular, esperando uma mensagem que nunca vinha. Era aquela mistura de ansiedade e esperança, sabe? Quando a pessoa aparece, o coração acelera, mas ao mesmo tempo você fica paralisado, sem coragem de falar o que sente. Passava dias analisando cada pequena interação, cada sorriso ou olhar, tentando decifrar se havia algo além de amizade. No fim, era só eu e minha imaginação criando cenários que nunca se realizariam.
Essa paixão platônica tem um gosto amargo e doce ao mesmo tempo. Você sabe que não vai dar em nada, mas ainda assim alimenta aquela chama com migalhas de atenção. Até os menores gestos ganham proporções épicas na sua cabeça. E o pior é quando você percebe que está preso nesse ciclo, mas não consegue sair porque, de alguma forma, a ilusão é mais confortável que a realidade.