A prostituta e o CEO Obcessivo
Queria que ele visse.
Quando cheguei no último degrau, foi como se o tempo parasse por dois segundos. Meus olhos encontraram direto os dele. Sentado no sofá da sala, com uma criança no colo, estava o Diabo.
Ele estava de preto dos pés à cabeça. Calça preta de alfaiataria, camisa justa preta, corrente grossa no pescoço e um boné escuro, meio abaixado, tampando metade do rosto. Só dava para ver aquele olhar — frio, fundo e atento. O tipo de olhar que me atravessava como se me lesse por inteira. A criança estava calma, deitada no peito dele, com os dedinhos agarrados na camisa.