MEU MARIDO, MEU INIMIGO
O toque dele era quente, firme, ancorando-me.
— Você está livre, Isabela. E está mais do que linda. Você está radiante.
Nosso casamento não seria o evento de gala que o meu pai planejara anos atrás, onde a lista de convidados era apenas uma extensão da influência política e os votos eram juras vazias feitas por estranhos que mal se conheciam. Aquele casamento, o meu casamento, seria realizado em uma pequena capela de pedra, num recanto escondido, cercado por uma neblina que parecia proteger o nosso segredo. Não haveria fotógrafos da imprensa. Apenas o juiz de paz, o dono da pousada e dois amigos íntimos que nos ajudaram no auge da sabotagem corporativa.