Lembro que quando peguei 'A Esposa Contratual do CEO' pela primeira vez, esperava uma daquelas histórias clichês de romance corporativo, mas me surpreendi com as camadas que a autora construiu. A trama gira em torno de uma mulher comum, muitas vezes subestimada, que aceita um contrato de casamento arranjado com um CEO frio e calculista – aquele tipo de personagem que parece ter sido esculpido em gelo. O que começa como uma transação puramente business (ela ganha estabilidade financeira, ele evita escândalos na mídia) vai descambando para uma relação cheia de tensões não confessadas. Tem aqueles momentos de 'almost kisses', jantares que viram duelos de ironia, e uma cena especialmente memorável no elevador do prédio onde ele mora, que fez meu Kindle quase cair no chão.
O que diferencia essa história é como a protagonista não se deixa intimidar. Ela tem uma lábia afiada, escondida sob um sorriso doce, e vai aos poucos rachando a armadura do protagonista. A autora joga com os tropeços do gênero – o ciúme do ex-namorado, a secretária que odeia nossa heroína, a família encrenqueira – mas dá voltas inesperadas. No terceiro ato, quando o contrato está prestes a expirar, tem uma revelação sobre o passado dele que explica toda aquela frieza, e aí a história vira um furacão emocional. Li tudo em dois dias, e ainda fiquei com aquela ressaca literária que só livro bom causa.