A Posse do Mafioso
O silêncio era absoluto, quebrado apenas pelo tique-taque pesado de um relógio de parede.
Foi quando meu olhar caiu sobre a mesa dele. Entre pilhas de documentos, uma arma polida e um laptop fechado, havia algo que destoava completamente. Um diário pequeno, com capa de couro desgastada num rosa pálido, delicado e feminino. Alguém colocara um cadeadozinho frágil, que estava quebrado. Na capa, escrito à mão com uma letra cursiva bonita e antiga, lia-se: Diário de Sofia.