A Babá Virgem e o Viúvo que Não Sabia Amar
Invisível, mas irremovível.
Aurora, por outro lado, florescia como uma pequena árvore em primavera. Suas risadas voltaram a preencher a casa, e ela agora gostava de passar as tardes no jardim, com os joelhos sujos de terra e as pontas dos dedos manchadas de tinta. Pedia que Isabella lhe contasse histórias enquanto desenhava: histórias sobre reinos flutuantes, navios feitos de nuvens, princesas valentes que cruzavam desertos em busca de si mesmas… e dragões. Dragões solitários, que choravam escondidos no alto de montanhas geladas, sem que ninguém soubesse.
— Esse dragão é o papai? — Aurora perguntou um dia, com a voz baixa, meio rindo, meio séria, com os olhos