Sangue Eterno
A mão esquerda dele continuava enfaixada com os trapos pretos que escondiam as queimaduras da noite anterior, mas a direita segurava uma última lâmina rúnica, curta e de um metal que parecia absorver a pouca luz dos relâmpagos distantes.
— Você veio reivindicar as cinzas, doce Ayla? — perguntou Aldric, virando-se lentamente, a voz desprovida de qualquer afetação aristocrática, restando apenas o eco seco de um homem que sabia que sua arquitetura havia ruído. — A fundação foi quebrada, mas você e eu sabemos que o solo desta cidade nunca vai esquecer o gosto do sangue que foi derramado aqui.