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Capítulo 5

Author: Quinn
Matteo cambaleou para trás, a coluna batendo contra a parede fria. O arrependimento esmagava seu peito, roubando-lhe o ar.

Ele invadiu o escritório como um homem possuído e chutou a mesa.

Papéis, laptops, vidro tudo caiu no chão.

Molduras se estilhaçaram, e seu reflexo distorcido se fragmentou nos cacos.

— Encontrem ela! Fechem toda San Calvino! — ele gritou, as veias do pescoço saltando. — Virem essa maldita cidade do avesso. Eu quero ela de volta!

Seus homens nunca o tinham visto daquele
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    Eu puxei Ian, pronta para ir embora, quando Matteo avançou e agarrou meu pulso.Eu me soltei com força. Ele tropeçou e bateu contra um poste de luz, fazendo uma careta de dor.— Arianna... — A voz dele falhou, os olhos vermelhos ardendo. — Eu estava errado. Eu... eu realmente estava errado...Soltei uma risada curta e fria.— Senhor, você feriu a pessoa que dizia amar. Depois que isso acontece, acabou. Eu não sei quem é essa "Arianna" de quem você está falando, mas ela nunca mais iria querer ver você.Ele caiu de joelhos, agarrando a barra da minha calça.— Arianna, eu faço qualquer coisa. Só não me abandone!Ian deu um passo à frente, mas levantei a mão para impedi-lo.— Não finja que não me conhece. Não me ignore...Respirei fundo devagar.Fugir para sempre não resolveria isso.— Está bem. Eu sou Arianna. Mas você realmente acha que um pedido de desculpas apaga tudo?O pomo de Adão dele se moveu. Nenhuma palavra saiu.— Quando seus homens me espancaram até eu perder noss

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    Um mês depois, eu estava no corredor do Centro Médico Calidora. O cheiro de desinfetante já não me sufocava mais.Yvette tinha razão — o céu ali era de um azul limpo e infinito. A luz do sol aquecia meu jaleco.— Dra. Accardi, emergência na Sala 3!Uma enfermeira passou correndo, quase derrubando o prontuário das minhas mãos.Corri para a sala de parto.Hemorragia.Sangue por toda parte. Os lençóis estavam encharcados de vermelho.Minhas mãos se moveram por memória muscular.Minha voz não.— Preparem uma transfusão. Chamem o banco de sangue. Avisem o centro cirúrgico.— Dra. Accardi?Uma voz calma veio de trás.Virei-me e vi Ian em scrubs verde-escuros. Óculos de aro dourado. Olhos firmes.— Eu lidero. Você auxilia.A luz cirúrgica se acendeu e uma lembrança me atingiu como um golpe — eu no chão, o sangue se espalhando, meu bebê escapando de mim.Minha mão vacilou.Ian cobriu minha mão com a dele. Firme. Tranquilizador.— Não tenha medo. Eu estou aqui.Três horas depo

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    Matteo cambaleou para trás, a coluna batendo contra a parede fria. O arrependimento esmagava seu peito, roubando-lhe o ar.Ele invadiu o escritório como um homem possuído e chutou a mesa.Papéis, laptops, vidro tudo caiu no chão.Molduras se estilhaçaram, e seu reflexo distorcido se fragmentou nos cacos.— Encontrem ela! Fechem toda San Calvino! — ele gritou, as veias do pescoço saltando. — Virem essa maldita cidade do avesso. Eu quero ela de volta!Seus homens nunca o tinham visto daquele jeito. Cabeças baixas, se moveram rapidamente.Matteo socou a parede. O sangue manchou seus nós dos dedos.Três dias e três noites.Todos os aeroportos, portos e estações foram vasculhados.Nada.Arianna tinha desaparecido.Matteo estava diante da janela, observando o trânsito passar lentamente, quando seu celular vibrou.Lucia.— Matteo... minha barriga está doendo... — A voz dela tremia, cheia de lágrimas falsas.Ele franziu a testa, pronto para desligar — então lembrou do bebê. Acabo

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    Lucia pousou a mão sobre o estômago.— Como estão os resultados? O bebê está bem?— Ah… certo. — Ela olhou ao redor. — O hospital disse que um especialista de ponta cuidaria do meu parto. Onde ela está?— É ela. Dra. Acca—Eu interrompi:— Os formulários do exame precisam da assinatura de um familiar.— Meu marido está em uma reunião. — Lucia girou o celular entre os dedos. — Ele vai ligar em breve. Se houver algo que precise dizer a ele, você pode—O telefone dela tocou. Ela colocou no viva-voz, lenta e deliberadamente.A voz grave de Matteo ecoou pelo aparelho.— Lucia, como foi o check-up?Minhas unhas cravaram na palma da mão. Era a mesma voz que antes me confortava quando eu estava com febre. Agora era dela.— Está tudo perfeito — disse Lucia. — Mas a médica disse que eu preciso ficar feliz. Pelo bebê.Matteo riu baixo.— Tudo bem, minha princesa. Comprei aquela propriedade de rosas que você gosta. Feliz agora?— Muito feliz. Obrigada, querido. — Ela soprou um beijo.

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