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Capítulo 78 - Um presente para Magnus

last update Fecha de publicación: 2021-06-28 06:25:15

Tudo ia bem naquela manhã no escritório real. Eu e Sofia estávamos com quase toda a organização da festa pronta. Lana Davis havia ficado com a parte de publicidade. A rainha fazia questão que a imprensa do mundo inteiro estivesse presente no castelo naquela noite. Entre uma palavra e outra, eu e Magnus flertávamos todos os dias, embora não nos tocássemos.

- Está chegando o grande dia. – disse Dereck. – Mulheres bonitas e mascaradas... Por todos os lados. As bebidas mais caras...

- E o noivado mais badalado dos últimos tempos. – observei olhando para Magnus.

Mas antes que ele pudesse responder, Vitória adentrou na sala, com sua presença forte e marcante, envolvida num vestido curtíssimo da moda.

- Bom dia a todos. – disse ela indo diretamente à mesa de Magnus, dando-lhe um longo beijo.

Eu poderia dizer que aquilo não me abalou. Mas eu seria a pior mentirosa do mundo. A dor que senti foi tão forte que quase senti meu coração parar de bater. Sofri a morte de meu pai e ver Magnus beijando aquela mulher era quase tão doloroso quanto. Nunca imaginei que ver a pessoa que se ama trocando carinho com outra poderia ser tão horrível. Eu era uma mulher forte, mas eu não estaria preparada para ver aquilo a minha vida toda. Eu não podia ser a outra, a amante do príncipe, a que ficava com o resto do que Vitória não queria. Talvez fosse o momento de eu perceber que aquilo não daria certo. Que eu jamais estaria à altura do príncipe de Noriah. Pensei em Dom. Ele não estaria disponível para sempre. Embora eu não tivesse o mesmo sentimento de Magnus por ele, sempre nos entendemos e há pouco tempo atrás eu queria até perder a minha virgindade com ele. Dom era lindo, inteligente e me excitava com um simples olhar. Eu tinha medo de esperar por Magnus e perder um homem que valesse a pena tanto quanto ele. Eu tinha que decidir logo, ou perderia os dois. E eu tinha certeza que não seria capaz de ter o mesmo sentimento que tive com eles por qualquer outro homem na minha vida.

Vitória disse:

- Fui comprar seu presente e decidi passar por aqui. Claro que quando ele chegar virei trazer, antes do grande dia. Faço questão que use na nossa festa. – ela observou.

- Não precisa se preocupar com isso, Vitória. – ele disse um pouco sem jeito.

- Quem não se preocuparia com o presente do futuro rei? – ela disse virando e nos olhando. – Não acham? Aposto que todos vocês já compraram o presente, não é mesmo?

Eu duvido que ela realmente estava preocupada com aquilo. Sabia que era especificamente para mim. Ela me desafiava para ver quem daria o melhor presente, sabendo que eu não poderia competir com ela. Mas Magnus havia deixado bem claro que não havia nada que ele queria, pois tinha tudo que precisava. Então eu nem sequer havia pensado em dar-lhe um presente pelo seu aniversário. Mas lembrei que ele me deu de presente a minha casa... E isso era a melhor coisa que eu já poderia ter ganhado em toda a minha vida. Sim, Magnus realmente precisava de um presente. Mas um presente que não havia dinheiro que pudesse pagar, afinal, ele havia salvo a minha vida. E naquele momento eu soube exatamente com o que lhe presentearia. E deixaria par dar meu mimo no mesmo dia que Vitória desse o dela, pois eu tinha certeza de que ela faria aquilo na minha frente.

- Vitória, eu não quero presentes... – Magnus voltou a dizer.

- Eu já dei meu presente. – disse Dereck sentando confortavelmente para trás e apoiando a cabeça nos braços, ironicamente. – Mas lhe dei algo que dinheiro nenhum paga e ele sabe muito bem disso.

- E onde está? – perguntou ela curiosa.

- Está aqui mesmo, nesta sala. Mas não sei se Magnus vai querer lhe mostrar. – ele disse rindo alto e balançando a cabeça.

Olhei para Dereck e ele estava me olhando divertidamente. Não entendi se ele estava tentando dizer que o presente que havia dado para o príncipe era eu.

- Eu... Vou providenciar algo. – disse Sofia temerosa e assustada.

- Sofia, não precisa. – disse Magnus. – Eu não quero nada.

- E você, Lee? Já pensou no presente? – perguntou ela desafiadoramente.

- Claro que sim, Lady Vitória. – eu disse sorrindo amavelmente, querendo voar no pescoço dela e arrancar aqueles cabelos que mais pareciam uma peruca.

Magnus balançou a cabeça.

- Já disse que não preciso de nada.

- Mas gostou do meu presente, não foi irmão? – disse Dereck animado, querendo ver a reação de Magnus.

- Eu estou curiosa, Dereck... Se era este seu objetivo, conseguiu. – disse ela. - Mas aposto que Magnus me falará sobre este presente. Mas não aqui. – ela disse levantando ele da cadeira a força. – Vamos meu amor, quero passear pelo jardim.

O que ela tanto queria passear no jardim? Eu fiquei curiosa agora. Será que tinha um lugar mais íntimo lá, que pudessem fazer coisas que ali no escritório não podiam?

- Vitória, eu tenho várias coisas para fazer... – alegou ele.

- Pra isso você paga estas garotas, Magnus. Vamos, não seja chato.

Percebia-se que ele não estava nada feliz com a presença de Vitória, mas ele nunca dizia não para ela. Então, ela alcançou seu objetivo, tirando o príncipe de perto de mim.

Quando eles saíram, Dereck perguntou:

- Falou sério sobre o presente? Vai dar alguma coisa pra ele?

- Claro, Alteza. Um presente à altura do príncipe Magnus. – respondi.

- Fiquei com medo. – ele confessou.

- Eu fiquei com medo dela. – disse Sofia. – Eu não havia pensado em nada... Mas se eu não der um presente a Magnus acho que ela pode voltar aqui e cobrar novamente.

- Eu não tenho medo dela. – eu disse.

- Eu sei. – disse Dereck. – Ou não teria feito o que fez na praia, dentro da água, não é mesmo? – ele riu.

- O que Kat fez na água? – perguntou Sofia curiosa.

- Pergunte para ela. – disse Dereck divertindo-se. – Ou para Magnus.

- Quer que eu fale sobre você também, Alteza? – eu perguntei.

- Não... Claro que não. – ele disse se sentando direito na cadeira e olhando para o computador. – Esta conversa está encerrada. – falou ele seriamente.

Dereck tinha medo de qualquer coisa que pudesse lembrar ele e Kim. E eu não me senti bem com aquilo. Não queria que Kim sofresse, mas me parecia que aquilo era inevitável. Acho que meu amigo sofreria mais do que eu. E não por não ser correspondido, pois eu tinha certeza de que Dereck tinha muito interesse nele ou até gostava sim... Mas duvido que ele teria coragem de assumir seus sentimentos em público algum dia. Kim sempre sofreu com isso, com homens que não tinham nenhuma popularidade ou nome a zelar... Como seria com Dereck, que carregava o nome da realeza nas suas costas?

Magnus não voltou mais naquele dia. E eu sofri imensamente, embora tentasse fingir que tudo estava bem.

Naquela noite eu demorei para dormir. Não sabia se sentia exatamente tristeza ou raiva. Vitória havia conseguido acabar com meu dia e minha noite. Abri as cortinas e deixei a luz da lua iluminar meu quarto. E assim, olhando para o céu, deitada na minha cama, adormeci.

Fui despertada com um barulho na porta. Senti meu coração bater fora do normal. Num impulso passei minhas pernas pela cama, tentando tatear alguma cobra que pudesse estar debaixo da coberta. Fingi que voltei a dormir, mas fiquei atenta. Dom tinha razão. Eu precisava ficar mais esperta. Se eu não morresse naquela noite, dormiria com o punhal debaixo do meu travesseiro. Eu tinha certeza de que havia trancado a porta à chave. Então, quem quer que estivesse ali, era um intruso, ou mais possivelmente, uma intrusa.

Mas quando senti uma mão alisando meus cabelos, abri meus olhos e virei abruptamente:

- Magnus? O que você está fazendo aqui?

- Fale baixo... – ele pediu tapando minha boca gentilmente. – Não quero que pensem que você está sendo atacada.

- Mas eu estou sendo atacada. – eu reagi.

- Isso não é bem um ataque. Eu só entrei sem a sua permissão. Não consegui dormir... Sem antes falar com você.

- Eu não tenho nada para falar com você. – falei me virando para o outro lado. Eu realmente queria que ele fosse embora.

- Katrina, não faça isso comigo. Precisamos conversar.

Eu levantei e olhei para ele, sentado na minha cama, vestindo somente uma camiseta branca e uma calça confortável. Desta vez a emoção não falaria mais alto. Eu precisa me livrar de tudo que me fazia sofrer. E eu amava Magnus mais que qualquer coisa na minha vida. Mas o sentimento que eu tinha por ele não me fazia bem.

- Magnus, eu não quero mais isso para mim.

- Eu sei que Vitória foi inconveniente hoje...

- Inconveniente? Você não sabe usar palavras piores para substituir inconveniente? Ela foi falsa, cruel, nojenta, estúpida, piranha...

Ele começou a rir.

- Não quero que você ache graça. Eu estou falando sério.

Ele acariciou meu rosto, descendo o dedo macio pelos meus lábios. Eu me afastei.

- Eu disse que acabou tudo isso... Que nem sei se começou. Eu não posso mais passar por isso... Você não entende o que eu sinto quando você está com ela?

- Eu entendo... Sente como se alguém estivesse apertando o seu coração até ele parar de bater. E você tenta se controlar, mas tem vontade de avançar e colocar toda sua raiva no corpo da pessoa até vê-la sangrando.

Olhei para ele confusa. Como ele podia saber exatamente o que eu sentia? A resposta veio rápida:

- Eu me senti assim desde a primeira vez que vi você com Dom... No porão... Quando você estava contra a parede com o corpo dele grudado no seu. Depois quando ele esteve dentro da minha casa, tentando tirar você da enfermaria e levar para junto dele. Quer que eu cite outros episódios e tudo que eu senti?

Eu abaixei a cabeça:

- Não precisa.

Ficamos em silêncio um tempo, só nos olhando. Eu disse:

- Eu não tenho mais nada com Dom. Ele sabe que eu gosto de você.

- Você sabe o quanto vai ser difícil para mim terminar com Vitória. E eu não falo de sentimentos, porque tenho certeza que não gosto dela. Mas enfrentar minha mãe nunca é muito bom... Eu poderia dizer que minha mãe pode ser cruel quando quer.

- Eu sei... Acredite. – falei ironicamente.

- E eu tenho medo que ela desconte a raiva dela... Em você.

Por um momento tudo parecia estar claro para mim. E Magnus poderia sim estar dizendo a verdade e não me enganando, como eu cheguei a pensar. Eu sentia que ele gostava de mim... Ou então por que estaria ali, tentando se desculpar?

- Eu sou forte. – disse. – Estou disposta a pagar o preço... Se você quiser ficar comigo.

- Claro que eu quero ficar com você, Katrina. Você ainda tem dúvida disso?

Eu me joguei sobre ele e o beijei. Cheguei a sorrir enquanto o beijava. Como eu poderia me sentir tão bem ao lado daquele homem e esquecer tudo que se passava e o perigo que corríamos?

Sentir Magnus nos meus braços era como um sonho. Afastei-o por um minuto e perguntei:

- Você... Fez amor com ela hoje... No jardim?

- Claro que não... E nunca mais farei, eu prometo. Só com você.

- Então... Que comecemos hoje. – falei tirando minha camisola e deixando somente minha minúscula calcinha como parte do meu corpo. – Eu quero você, Alteza... Para sempre.

Magnus me beijou com força, tocando meus seios rígidos de desejo com suas mãos grandes e quentes. Depois suas mãos desceram pelas minhas costas levemente, fazendo em me arrepiar. Eu estava ajoelhada na cama e ele habilidosamente me deitou sobre os travesseiros, nunca desvencilhando sua boca da minha. Sua mão apertou meu bumbum com força, fazendo com que eu sentisse um pouco de dor misturado ao desejo intenso que se apoderava de mim. Senti seu membro já duro sob minha calcinha e tudo que eu queria era que ele me possuísse. Tentei arrancar minha calcinha, mas ele me impediu com as mãos. Ele beijou meu pescoço, sempre usando a língua quente para explorar cada pedaço do meu corpo, descendo pelos seios e parando no meu ventre. Eu delirava com as sensações que ele conseguia fazer-me sentir. Eu sempre tive curiosidade sobre o sexo, mas jamais pensei sentir tanto prazer quanto o que eu sentia naquele momento. Ele desceu a língua sobre a minha calcinha, fazendo movimentos com a língua que fizeram com que eu gemesse alto de prazer. Ele colocou a mão levemente sobre a minha boca e eu fui sugando seus dedos enquanto ele contornava toda a minha calcinha com a língua. Queria tanto que ele tirasse naquele momento, mas não... Ele queria me enlouquecer. A língua tentava entrar sob a peça íntima, sem retirá-la, me fazendo ficar excitada de uma maneira que jamais pensei ficar em toda a minha vida. Segurei seus cabelos fortemente entre meus dedos, puxando com força enquanto ele arrancou com a mão minha calcinha. Então ele me lambeu vagarosamente por toda extensão do meu sexo, fazendo eu gozar pela primeira vez na minha vida sem ser penetrada. E eu não sabia que aquilo era possível até aquele momento. Ele esperou eu recuperar o fôlego e voltou sua boca na minha, procurando minha língua com ansiedade e depois sugando meus lábios inferiores como se fosse me engolir.

- Alteza, eu na aguento mais... Quero você dentro de mim... Por favor... – eu pedi puxando os cabelos dele e olhando em seus olhos.

Ele riu e eu o senti entrando em mim, devagar, carinhosamente, com cuidado. Eu esperava sentir dor, mas não senti. Tudo que eu sentia era um prazer incontrolável entrando no meu corpo.

- Tudo bem? – ele perguntou.

- Mais forte, por favor. – eu disse enquanto gemia.

- Seu pedido é uma ordem... Minha princesa.

E assim ele intensificou os movimentos, cada vez mais forte, sendo que conseguíamos ouvir nossos sexos com o atrito e a cama começava a se mexer debaixo dos nossos corpos suados e sedentos. Eu gostava dos sons do sexo... E também do som da cama não nos suportando tamanha força que ele tinha sobre meu corpo. Até que meu corpo se explodiu novamente num orgasmo, ao mesmo tempo que o dele, que deixou o corpo cair sobre o meu. Eu sentia e ouvia nossos corações bater num mesmo compasso. Ele olhou nos meus olhos e me deu um beijo rápido.

- Foi bom para você? A machuquei? – ele perguntou preocupado.

- Parece que eu não gostei? – perguntei.

- Não... – ele disse rindo.

- Agora, deixe-me retribuir todo prazer que me fez sentir, Alteza. – falei maliciosamente.

Ele levantou e eu disse sorrindo sedutoramente:

- Prepare-se para uma mulher que esperou muito tempo por este momento com você...

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