FAZER LOGINMagnus e Dereck voltaram para o castelo. Um carro da realeza nos levou de volta para casa. Quando desci do carro, vi Dom parado em frente à nossa casa. Leon correu até ele quando o viu, abraçando-o:
- Doutor... Você veio me visitar?
- Pelo visto muitas pessoas se preocupavam com seu pai. – observou minha mãe enquanto se dirigia à porta da nossa casa.
- Senhora Lee... Eu soube do que aconteceu. – disse ele. – Vim dizer que lamento muito o que aconteceu. E me colocar a disposição, caso precisem de algo. – ele me olhou.
Laura Lee colocou a mão sobre o ombro dele e abriu a porta, dizendo:
- Não lamente, doutor. Venha... Entre conosco e vamos tomar um café.
Dom entrou conosco. Minha mãe foi providenciar um café e Leon ficou falando sem parar, contando a ele sobre várias coisas, até finalizar a sua história contando dos príncipes que estiveram na nossa casa.
- Leon, acho que você precisa ir para o banho. – eu disse. – Depois vou colocar você na cama.
- Mas nem é noite. – alegou ele desapontado.
- Por isso mesmo... Você nem dormiu ainda.
Ele foi tomar banho reclamando. Dom me encarou:
- Ele ficou a noite toda?
Eu não perguntei de quem ele falava, pois já sabia.
- Sim. – respondi.
- Por que você não me avisou?
- Eu não lembrei. Não consegui pensar em nada... Foi muito triste para mim.
Ele ficou em silêncio por um tempo. Depois disse:
- Eu queria ter estado com você.
Eu peguei na mão dele:
- Você está comigo, Dom... E estou feliz por estar aqui.
Minha mãe chegou com o café. Dom aceitou. Eu recebi um copo de leite quente com açúcar, aquele que só ela sabia fazer. Ela não sentou. Saiu e em pouco tempo voltou e me entregou uma pequena caixa.
- Tenho certeza de que ele ia querer que você ficasse com isso... E acho que o doutor Domênico poderá ajudá-la com o que tem aí.
Dizendo isso ela saiu. Eu olhei a caixa aveludada e com o brasão real de Noriah Sul. Abri e vi dentro dela estava o revólver prateado, pequeno, com as iniciais A.L. Com meus dedos senti o metal frio. Retirei a arma da caixa e li o que estava escrito com letras douradas:
“Para Adolfo Lee, como homenagem à sua bravura e lealdade ao rei.”
Foi impossível segurar as lágrimas. Aquela arma devia ser muito importante para ele. E foi com ela que meu pai decidiu acabar com a própria vida. De alguma forma ele estava ligado ainda ao castelo e acho que nunca superou tudo que aconteceu. Talvez tivesse se apaixonado pela rainha e nunca foi correspondido. Ou quem sabe se culpava por ter traído o amigo. Eu nunca saberia a verdade.
- O que eu vou fazer com isso? – perguntei a Dom.
- É uma bela arma. – ele disse pegando e analisando minuciosamente.
- Meu pai ganhou do rei.
- Vou ensiná-la a usar, Katrina.
Olhei para ele surpresa:
- Eu... Não quero.
- Você precisa. Vai aprender a usar uma arma.
- Dom...
- Sua mãe pelo visto entende o risco que você corre. Ou por que acha que ele daria isso na sua mão?
Fazia sentido o que Dom dizia. Minha mãe jamais me daria a arma de meu pai se não soubesse exatamente o que ela queria com aquilo. Ela entendia o que estava acontecendo. E minha mãe conhecia a rainha melhor que ninguém. Eu estava nervosa e a caixa caiu das minhas mãos, quebrando.
- Não acredito que eu fiz isso... - Falei juntando enquanto Dom tentava ver uma forma de consertar. Ele tentou encaixar e disse:
- O que é isso?
Olhamos um minúsculo pedaço de papel enrolado num fundo falso da caixa. Dom abriu cuidadosamente. Era escrito à mão:
“Deu tudo certo.
Ela está bem.
Se chama Eva.”
- Isso... Seria um segredo? – perguntei confusa a Dom.
- É um papel bem antigo... E pelo visto seu pai não queria que ninguém encontrasse.
- O que isso poderia significar? Não conheço nenhuma pessoa chamada Eva.
- Acho que vamos ter que investigar.
- Quantas Evas você acha que existem em Noriah? Ou fora dela...
- Pelo visto seu pai tem mais segredos do que você sabe...
- Sim. – eu disse percebendo que eu não sabia nada sobre Adolfo Lee.
Uma semana depois, voltei ao castelo, para meu trabalho e minha vida que já era mais lá do que em minha própria casa. O salário que eu ganhava dava para sustentar minha mãe e meu irmão de forma confortável e ter em mãos o documento da minha casa em meu nome nos dava mais alívio ainda.
Não conversei com os príncipes neste tempo, embora todos os dias recebesse a visita do motorista de Dereck para saber se estava tudo bem e eu precisava dele para alguma coisa. Dom me visitou outro dia e tentamos pesquisar sobre Eva e o bilhete, mas não conseguimos nenhum progresso. Não havia sequer uma data naquele papel, para que começássemos nossas buscas partindo de algo. Minha mãe não sabia nada sobre Eva e a relação dela com meu pai. Então achei melhor parar de perder meu tempo tentando montar um quebra-cabeça impossível. Não tivemos notícias de Kevin. Por sorte, minha mãe achou melhor eu voltar ao trabalho e me apoiou. Somente reforçou:
- Tenha cuidado com a rainha. Ela é capaz de tudo.
Ela não precisava me prevenir. Eu sabia muito bem que a rainha Anne era capaz de fazer qualquer coisa.
Quando cheguei ao escritório dos príncipes, todos já estavam lá. Recebi um abraço forte de Sofia:
- Espero que esteja bem, minha amiga.
- Obrigada, Sofia. Estou bem.
Sentei no meu lugar e comecei a mexer nos papéis que se acumularam. Em duas semanas seria a festa do príncipe Magnus. Ele faria seus 27 anos, estaria a três anos do trono e da coroa e oficialmente noivo de Vitória Grimaldo. Aquilo me entristeceu. Voltar à realidade nem sempre me fazia bem. E sempre que se tratava de Magnus era assim: realidade e sonho.
Uma batida na porta me tirou de meus pensamentos. Era um dos empregados do castelo.
- Senhorita Lee, o rei pede sua presença.
Olhei para Magnus preocupada. O que o rei queria comigo? Senti meu coração bater mais rápido.
- O que meu pai quer com a senhorita Lee? – perguntou Magnus.
- Não sei lhe dizer, Alteza.
- Vá, senhorita Lee. – disse Magnus tentando me acalmar.
Eu segui o homem até o fim do corredor e em seguida dobramos à esquerda, indo por outro corredor ainda mais longo. Dois guardas reais de prontidão anunciavam que aquele era o quarto do rei Alfred Chevalier. A porta foi aberta e eu entrei sozinha. O quarto era enorme e eu esperava encontrar o rei Alfred moribundo na cama. No entanto ele estava sentado próximo da janela, numa cadeira confortável, com almofadas por todos os lados, tomando chá numa pequena mesa de vidro. Quando ele me viu, sorriu amavelmente e disse:
- É um prazer conhecê-la, senhorita Lee.
Eu me curvei e disse:
- O prazer é todo meu, Majestade.
- Chegue mais perto, por favor... Quero vê-la melhor.
Eu me aproximei timidamente. Ele me olhou com olhos atentos e convidou:
- Sente-se. Posso lhe oferecer um chá?
Eu me sentei e aceitei o chá fumegante que me era servido pelo próprio rei de Noriah.
- Eu precisava lhe dizer pessoalmente que eu sinto muito pela sua perda.
- Obrigada, Majestade.
- Seu pai e eu fomos muito amigos. Ele arriscou a própria vida por mim...
- Eu... Soube o que aconteceu no passado entre vocês. Inclusive a parte ruim... – confessei.
- Ninguém é perfeito, menina. E você deve sempre lembrar disto. Seu pai não era perfeito, eu não sou... E nem você.
- Bonitas palavras, Majestade. Eu... Fico grata que tenha de alguma forma tentado aceitar os erros do meu pai.
- Erros? Adolfo Lee foi um dos homens mais corajosos que já conheci. Ele esteve ao meu lado em vários momentos. Alguns bons, outros nem tanto. Com o passar do tempo, eu pude chamá-lo de amigo. E tive a certeza de que seu pai era meu amigo quando ele salvou minha vida. Não há nada que pague uma pessoa arriscar a própria vida pela sua.
- Eu... Sei disto, Majestade.
Mal o rei sabia que o próprio filho havia feito isso por mim há pouco tempo atrás. Como ele reagiria se soubesse que Magnus se atirou na frente de uma bala por mim?
- Por isso eu quis conhecê-la... Você parece com ele.
Eu sorri e em seguida tomei meu chá.
- Eu agradeço pela oportunidade que me deu quando meu pai pediu ajuda na seleção para dama de companhia.
- Isso não foi nada.
- Sei também que ajudou meu pai com dinheiro...
- Poucas vezes, menina. Adolfo sempre foi muito orgulhoso.
- Sim... – eu lembrei com carinho da imagem de meu pai quando ele falou.
- Como ele morreu?
- Ele... Suicidou-se... Com um tiro. – falei me sentindo um pouco envergonhada.
- Não sinta por seu pai. – disse ele parece que lendo meus pensamentos.
- Majestade, sou muito grata por tudo que falou sobre meu pai... Ele cometeu muitos erros, mas era um pai amoroso e carinhoso. Eu escolhi perdoá-lo...
- Eu também... – ele disse gentilmente.
Olhei para o rei, apesar da doença terminal era um homem bonito e gentil. Não parecia ter qualquer tipo de dor ou incômodo. Ele se parecia mais com Dereck do que com Magnus. Era moreno e tinha cabelos escuros e olhos do mesmo tom.
- Seus filhos, os príncipes, também me ajudaram muito desde o início da minha trajetória neste castelo. Sem eles eu não teria conseguido.
- Meus garotos são exemplos de responsabilidade, gentileza e idoneidade.
Eu sorri. Ele conhecia muito bem os filhos.
- Eles já haviam me falado sobre você.
Fiquei curiosa em saber, mas não perguntei.
- Não posso dizer o mesmo da minha esposa. – ele disse parecendo saber por tudo que eu passava com a rainha.
- Eu sou uma mulher forte. – confessei. – E resistente.
- Percebi... Ou não estaria aqui ainda.
Eu olhei pela janela. Ela tinha uma linda visão do jardim. E o sol entrava por todo quarto, trazendo uma luminosidade perfeita. Eu adorava o sol e a luminosidade natural do dia.
- Não desista... – ele disse.
Eu não sabia muito bem do que ele estava falando, mas também fiquei sem jeito de perguntar com mais detalhes. Limitei-me a dizer:
- Não desistirei, Majestade. Nunca.
- Noriah precisa de pessoas como você... Que ainda acreditam.
- Sim, eu acredito... Acredito em Magnus. – falei sinceramente.
- Eu sei... E Dereck apostou tudo em você. Ele sabia que você faria Magnus enxergar além do castelo.
Eu fiquei calada. Acho que o rei Albert sabia muito sobre mim. E também sobre os planos de Dereck com o reino de Noriah.
- Anne nunca viu nada além do que ela quer ver... Ela nasceu aqui dentro e não quer saber o que se passa lá fora. Sempre temi que Magnus pudesse ter a mesma visão da mãe. Já tivemos um reino de Noriah onde a realeza se preocupava verdadeiramente com o povo.
- Eu sei...
- Eu deixei meu reino para salvar o dela. Ela precisava de mim para assumir Noriah. Ela era jovem, mas ambiciosa e sabia exatamente o que queria. Isso eu sempre admirei nela. Ela não desiste do que quer... E sempre alcança seus objetivos.
Eu tive um pouco de medo quando ele falou aquilo sobre a rainha Anne.
- Eu também não desisto dos meus objetivos, Majestade. – disse.
- Fico feliz em ouvir isso. Você é o elo de ligação entre Magnus e o mundo lá fora.
Eu não sabia que ele me via daquela forma. No que eu poderia ajudar?
- Eu... Não entendi, Majestade.
- Não acho que o fim da monarquia seja a solução dos problemas de Noriah.
- Concordo...
- Então fico pensando que Magnus pode sim ser um bom rei... Mas temo que ele não consiga assumir e derrubem a monarquia antes disso.
- Isso corre o risco de acontecer, Majestade. As pessoas estão descrentes nesta forma de centralização do poder da rainha Anne.
- Magnus sabe da responsabilidade que ele tem... No entanto ele não tem certeza se quer a coroa.
- Como assim?
- Magnus nasceu com esta responsabilidade e viveu sua vida inteira treinando para isso, pela mãe. Mas às vezes sinto que se ele pudesse, não assumiria.
- Eu... Não sabia disto.
- É difícil quando você não tem escolha... – ele disse.
- Deve ser...
- Mas tudo acontecerá no seu tempo... E vocês, jovens, tem tempo. Eu já não tenho mais...
- Eu soube da sua doença... O príncipe Dereck me contou. Sinto muito.
- Está tudo bem, querida. Mas... Eu estou um pouco cansado. Foi um prazer conhecê-la.
Eu levantei e me curvei:
- O prazer foi meu, Majestade. Obrigada por se preocupar comigo e me chamar para esta conversa, especialmente sobre meu pai.
Ele se despediu e eu voltei para o escritório. Conhecer o rei foi uma experiência magnífica e que eu não esperava. Falar sobre meu pai foi ótimo. De alguma forma, o rei Alfred pensava como eu. Meu pai havia cometido vários erros, mas ele era humano e também havia feito várias coisas boas. Então, era preferível vermos as bondades que ele havia feito sobressaírem-se sobre as maldades.
Dereck decidiu, por pressão do povo, concorrer à presidência do novo país. Ele nunca seria rei, foi rejeitado a vida toda por sua própria mãe, a rainha. Contudo, o povo sempre preferiu ele para liderar Noriah. O príncipe politicamente correto teria chances legais e iguais de concorrer junto de outros candidatos. Ele quis Dom para vice. Esta foi a parte difícil. Dom, líder rebelde e anti monarquista a vida inteira, jamais quis um cargo. Alegava ser sempre a oposição, a quem quer que estivesse no comando de Noriah. Mas depois de muita (eu digo muita mesmo) insistência por parte de todos nós, ele acabou dando uma chance a seu amigo King.Kim, por sua vez, certamente seria a primeira dama do novo país. Ele não continuou trabalhando no salão, mas passou a fazer uns vídeos sobre makes e cabelos perfeitos e logo viralizou nas redes sociais. Claro que ele ficou famoso,
Foi dado início à cerimônia de coroação do Príncipe Magnus Chevalier. Durou em torno de 30 minutos. Assim que Magnus foi coroado pelas mãos do líder do Conselho, ele me chamou antes de seu primeiro pronunciamento enquanto rei. Nos encaramos com todo amor que tínhamos em nossos corações e ele disse no meu ouvido:- Eu amo você.- Também amo você. – falei sem emitir som, mas deixando que ele entendesse o que meus lábios diziam.- Povo de Noriah... Por toda uma vida os Chevalier reinaram aqui. Eu fico imensamente grato por poder estar aqui hoje, recebendo a coroa que foi de minha mãe, de meu avô, bisavô e de outros tantos ascendentes meus que já viveram aqui. Mas não posso dizer que estou emocionado, pois seria mentira. Por isso, neste momento, enquanto rei de Noriah, eu declaro este lugar livre da monarquia para sempre. Que N
O castelo finalmente estava quase em ordem. Depois de tantos mortos e feridos, finalmente o reino de Noriah estava livre da rainha Anne Marie Chevalier. A maioria havia aprovado a invasão ao castelo. Nunca se soube quem atirou na rainha e nunca se saberia. Era um segredo muito bem guardado por mim, Magnus, Dom, Dereck e Kim. Claro que ainda haviam manifestações contrárias à coroação de Magnus, mesmo ela ainda não tendo acontecido oficialmente. Estávamos na mesa do café da manhã quando foi anunciado que Eva Lee Chevalier estava no castelo. Imediatamente pedimos que ela fosse recebida e se juntasse a nós.Fui até minha irmã e a abracei com carinho:- Venha, junte-se à nós para o café da manhã. – convidei.Ela aceitou. Todos começaram a rir e eu olhei-os confusa:- O que está havendo que eu não sei?-
- Por que não atirou em mim? – perguntei.- Existe algo melhor que ver sua cara de sofrimento e dor, Katrina Lee? Eu não quero você morta... Quero ver você sofrer tudo que eu sofri por você ter vindo ao mundo.Eu mirei no coração dela e disse, em lágrimas:- Eu não acabei... Ficou o mais importante: o tiro vingando meu bebê. – dizendo isso eu atirei no coração dela.Joguei-me sobre Dom aos prantos. Anne Marie Chevalier estava morta, mas antes de ir partiu meu coração mais uma vez. Magnus e Dereck entraram no quarto, me tirando de cima de Dom. Eu tinha sangue por todo meu corpo. Magnus me abraçou com força e Dereck foi verificar como Dom estava.- Ele... Está vivo. – disse Dereck. – Precisamos levá-lo a um hospital.Ainda se ouvia tiros pelo castelo.- Como vamos tirar ele daqui? – eu p
Assim que saímos do quarto, minha mãe disse:- Estarei rezando por vocês.- Mãe, tudo vai dar certo. Quando esta noite acabar, Magnus Chevalier será o novo rei de Noriah Sul.Laura Lee me abraçou com força e fez o mesmo em Magnus. Estávamos preste a sair quando a campainha tocou.- Está esperando alguém, mamãe? – perguntei.- Não. – ela falou confusa indo abrir a porta.Quando vimos Kevin ficamos surpresos. Eu fui até ele e lhe dei um abraço. Ele me apertou com força.- Veio... Visitar nossa mãe? – perguntei.- Na verdade não. – ele disse. – Vim participar da invasão ao castelo. Junto do grupo de vocês.- Como... Você sabe? – perguntou Magnus confuso.- Eu estou participando de um grupo... Longe do de Domênico... E de vocês. Ent&ati
As rebeliões foram aumentando conforme os dias iam passando. E a rainha ficando mais dura do que já era. A confusão no reino já estava feita e nada mais poderia mudar. As minorias que queriam que a rainha Anne ficasse no poder. A maior parte da população, mesmo preferindo o fim da monarquia, acabou se unindo aos grupos que queriam Magnus no poder e assim as alianças iam ganhando forças em todo o reino de Noriah Sul.Os encontros anti monarquia daquela semana foram marcados em zonas diferentes e em dias alternados a fim de confundir os delatores dos grupos, bem como os ataques dos grupos favoráveis à monarquia.Vesti-me com uma calça preta e uma jaqueta de couro, com botas de cano curto da mesma cor. Magnus vestiu-se de Black e partimos para o encontro na Zona B, pela primeira vez juntos. Quando o carro nos deixou no ponto de encontro, Magnus solicitou ao motorista que não ficasse ali. O







