تسجيل الدخولPOV: KAEROS
A respiração de Eloween desregulou de vez. Ela engoliu em seco, negando vagamente com a cabeça, o pânico e a confusão estampados em seu rosto.
— Eu não sei... — Confessou em um fio de voz, a fragilidade realçando a teimosia em seu interior. — Eu... eu não sei o que fiz exatamente naquele quarto, eu só...
Houve uma breve pausa.
— Ele estava com tanto medo, tão so
POV: ELOWEENRespirei fundo, olhando para a porta pela qual ele tinha desaparecido.O que Kaeros realmente queria comigo? Quais eram seus planos? E, principal de tudo, por que alimentava a prisioneira em vez de jogá-la em uma cela imunda, como qualquer Alfa sensato faria com o filhote de seu inimigo?Eram tantas perguntas sem resposta que minha cabeça latejava, uma dor surda martelando atrás dos olhos.— Devorador idiota. — Resmunguei, encarando a taça de vinho pela metade, lembrando daquele olhar faminto, predatório demais, o tipo que arrepiava a pele antes mesmo de a mente processar o perigo.— O que mais você pretende tomar de mim? — Sussurrei para o vazio.Suspirando, puxei taça e garrafa para perto. Se fosse mesmo morrer sob suas garras naquela noite, que ao menos fosse anestesiada pelo álcool adocicado, de barriga cheia, longe o suficiente da própria consciência para não sentir tudo.Sorri, irônica.— Um brinde à minha nova vida. — Torci o nariz, tomando um gole generoso. — E pr
POV: ELOWEENKaeros não se dignou a responder.Ele apenas me encarou com a frieza de um Lycan que já tinha decidido que eu era nada. Ódio e arrogância misturados no olhar azul-acinzentado. Sem uma palavra, sem um segundo olhar, atravessou a sala e se sentou à mesa, numa postura de rei. Ombros largos, coluna ereta, presença que ocupava o ar inteiro e deixava o resto do mundo menor.— Não vou me repetir, pequena Ômega. — A voz saiu baixa, rouca, quase preguiçosa.Ele apoiou o queixo nas mãos entrelaçadas e cravou os olhos sobre mim, como um predador atento a cada movimento da própria presa.Bufei, a mão subindo sozinha até o pescoço. A pele ainda queimava onde os dedos dele tinham apertado. Ele poderia ter esmagado. Poderia ter quebrado. Era o maldito Devorador de Lobos, o nome que fazia alcateias inteiras baixarem a cabeça antes mesmo de ver o rosto dele. Ninguém o contestaria. Ninguém viria correndo se eu gritasse. Ninguém me salvaria.E mesmo assim... ele havia me soltado.O ar ainda
POV: KAEROSA respiração de Eloween desregulou de vez. Ela engoliu em seco, negando vagamente com a cabeça, o pânico e a confusão estampados em seu rosto.— Eu não sei... — Confessou em um fio de voz, a fragilidade realçando a teimosia em seu interior. — Eu... eu não sei o que fiz exatamente naquele quarto, eu só...Houve uma breve pausa.— Ele estava com tanto medo, tão sozinho, com tanta dor... e eu... eu.— Ômega... — A repreendi, descendo o tom da voz para um grave autoritário.Deslizei o rosto, passando a ponta do nariz por sua bochecha até alcançar a pele sensível do ouvido. Eloween ergueu o pescoço em um reflexo imediato, arfando baixinho em resposta. Seus pelos se arrepiaram, seu cheiro adocicado se intensificou de forma violenta, dilatando minhas pupilas.— Quer mesmo mentir p
POV: KAEROS“Você sentiu isto?” Reigan rosnou dentro de mim, sua voz grave e fria ressoando na minha mente. “Este cheiro... poder das...”— Não. — Neguei, sutil, quase imperceptível, o maxilar travado. Ela ainda tremia sobre meu ombro, os olhos fixos nas próprias mãos como se não as reconhecesse mais. Frágil. Presa. — Ela é apenas uma Ômega fraca. Indigna.A mentira teve gosto amargo na minha própria boca.Eloween se debatia como uma tempestade mal contida, socos inúteis martelando minhas costas, chutes que batiam contra meu torso. Cada golpe uma provocação. Cada movimento, um convite que eu recusava a nomear.Meu lobo bocejou preguiçoso, deitando o focinho nas patas enormes.“Faz cócegas.” A voz dele ressoou preguiçosa dentro da minha cabeça. “Tem certeza de que ela
POV: ELOWEENFechei os olhos por um momento, apertado, respirando fundo, o ar entrava irregular, doído.Quando os abri, ergui o olhar sobre os cílios pesados, molhados de lágrimas. A visão vinha embaçada, turva, mas ainda assim consegui manter os olhos presos ao dele.— Sim. — sussurrei. Uma confissão seca, nua. — É verdade… eu sou uma assassina!As palavras saíram quebradas. Rasgadas.A médica avançou bruscamente na minha direção, o dedo apontado direto no meu rosto, tremendo de raiva.— Eu te disse! — a voz dela saiu alta, descontrolada. — Esta desgraçada ainda tem coragem de confessar assim…Ela passou as duas mãos pelos cabelos, puxando os fios com força, agitada, desesperada. Olhou para o Alfa, que não desviava os olhos de mim por um segundo sequer.— Eu que
POV: ELOWEENOlhei assustada para a criança.O corpo pequeno ainda estava ali, imóvel agora. A linha reta no monitor continuava a apitar sem parar. Depois desci o olhar para as minhas próprias mãos.Tremiam. As pontas dos dedos ainda pulsavam com resquícios de luz prateada, fraca, quase apagada, como se a energia não quisesse sair de vez. Eu as vi se fechar e abrir sozinhas, sujas de suor.Ergui os olhos cheios de lágrimas para a médica. Ela me fitava com ódio puro. O maxilar travado. As narinas dilatadas.— Eu só… só… — gaguejei, os lábios tremendo, um nó apertando a garganta com tanta força que a voz quase não saía. — Só tentei ajudar… eu…Sem aviso, a mão dela subiu.O tapa veio seco, pesado, sem qualquer contenção. O impacto estalou no lado esquerd







