로그인IRINA TURNERQuando entrei naquele quarto e vi Brent caído na cama, fiquei desesperada. Por um instante, um segundo, acreditei que ele havia desmaiado. Não responder aos meus chamados também foi algo que me preocupou e reforçou a minha suspeita de desmaio.Mas Turner não estava desacordado.Ele me ouvia, me sentia e estava furioso comigo.Descobrir a razão para tanta raiva me chocou.Enganá-lo? Eu?Isso era um absurdo sem tamanho! A acusação era inaceitável!— Que acusações são essas? — A minha voz saiu falha, enfraquecida. — De onde você tirou tanta bobagem?Ele me encarava com um olhar vazio e cortante, desprovido de qualquer calor. Um olhar extremamente frio e amedrontador.— Por que você ficou assim de repente? — Indaguei, confusa. — Estávamos bem até uma hora atrás.O peito de Brent subia e descia profundamente, os jatos fortes da sua respiração colidiam com o meu rosto e os seus dedos longos apertavam o meu pulso. Ele pairava sobre mim, dominando-me.— Responda — ordenou, a voz
O meu cenho franzido expressava toda a minha confusão com aquela situação. Beatrice Collins? Quem é? Por que está me ligando? Como conseguiu o meu número?— Collins... — Refleti. — Suponho que seja alguém da família de Irina.— Irmã — a sua voz saiu mais alta. — Infelizmente.Senti-me três vezes mais confuso.E odeio isso.— Pois bem... — Respirei fundo, reunindo toda a minha paciência. — Por que estamos nos falando, senhorita Collins?— Porque eu tenho que contar algo que Irina esconde de você — disparou, a voz carregada de raiva. — Algo sério.— Então sugiro que fale logo — apressei-a. — Não tenho tempo sobrando para lidar com assuntos familiares que não são meus.— Bom... — Ela pigarreou. — O que você pensaria se eu te dissesse que Irina é uma noiva substituta?Estreitei os olhos, encarando a parede à minha frente.— Olha... — Liberei um suspiro pesado. — Se você não for direto ao ponto, eu vou desli...— Eu sou Beatrice Collins, a sua noiva! A sua verdadeira noiva! A escolhida para
BRENT TURNERA minha relação com Irina está seguindo um caminho cada vez mais perigoso e preocupante. Perceber isso me desespera. Sinto-me traído por mim mesmo na maior parte do tempo.Eu simplesmente não consigo ignorá-la.Eu não me controlo quando estamos perto um do outro.A verdade é que nunca precisei me controlar. Sempre fiz o que quis, jamais tive receio de qualquer coisa porque tudo estava em seu devido lugar. Nada me colocava em risco, nada me confundia, nada ameaçava a minha certeza de que não fui feito para relacionamentos... Até ela chegar.Irina Collins mexe profundamente comigo a ponto de bagunçar os meus pensamentos e os meus sentimentos.— Morgana vai começar a reorganizar a sua agenda — Irina retornou para o quarto. — Ela disse que tudo estará feito até o horário do almoço.Confirmei ao balançar a cabeça devagar.— A sua assistente é muito eficiente.Encarei-a.Às vezes me pego pensando no que poderia acontecer se Irina soubesse do meu caso com Morgana. Será que se imp
— Valerie... — Falei baixinho, surpresa com a sua presença. — Oi.Ela é pequenina, tem os cabelos ondulados e castanhos como os de Brent, os olhos grandes e vívidos e uma postura tímida.O silêncio se instaurou entre nós três.O clima era um pouco constrangedor.Brent abaixou a cabeça e levou a mão para os cabelos compridos da menina, atraindo a sua atenção.— Vá para a cozinha — ele ordenou, mas a sua voz estava livre de qualquer arrogância. Pelo contrário, carregava um tom suave. — Helga fez um lanche para você.A garota concordou e se foi, afastando-se sem olhar para os lados.— Eu preciso ter uma conversa com a Valerie — Turner disse assim que ficamos sozinhos. — Ela veio para isso.Assenti.— Você vai ficar no quarto — determinou. Dessa vez, porém, com o seu típico tom autoritário. — Não saia de lá até que a minha irmã tenha ido embora.— Como é?A revolta transbordava dos meus olhos.— Por que não posso andar pela casa enquanto a sua irmã está aqui?Brent bufou.Não me respondeu.
Sentada sobre o colchão, ocupando o lado direito, esfreguei as mãos suadas na camisola de seda. Já fizemos isso antes, mas eu estava nervosa como da primeira vez. Os meus pés chacoalhavam, suspensos por causa da cama alta.Brent, ainda de pé, permanecia parado diante da mesa de cabeceira. Após colocar algo dentro da boca, segurou o copo de água deixado no móvel e bebeu dois goles do líquido.— Remédio para a sua dor nas costas? — Questionei, instigada pela minha curiosidade inconveniente.Turner me olhou com a sobrancelha erguida.Entortei a boca.— Sim.A sua expressão e a sua resposta breve sinalizaram que eu atingi o limite de intromissão para hoje.Calei-me e acompanhei a sua movimentação.Depois de desligar o abajur do seu lado da cama, Brent se deitou e cobriu o corpo com um cobertor individual. O seu suspiro de satisfação antecipou um som baixo de prazer por finalmente estar em um espaço adequado.— Onde conseguiu uma cama tão grande? — A pergunta brotou na minha mente e eu, lin
— Era você que estava me ligando esse tempo todo? — Aumentei o volume da voz, irritadíssima.— Sim.— Quem te passou o meu número? — Arregalei os olhos ao perceber a gravidade da situação.— O seu pai.— O quê? — Gritei, surpresa. — E por que ele fez isso?— Victor torce por nós dois... — Disse baixo. — Quer que a gente se acerte.Senti-me profundamente traída.O meu pai não tinha o direito de fazer isso, não tinha o direito de jogar contra mim, não tinha o direito de trazer esse canalha de volta para a minha vida.Como sempre, a sua prioridade é Beatrice.Victor Collins quer que eu volte com Vittorio e deixe Brent “livre” para a sua filha preferida. Mal sabe ele que Brent Turner não quer ter um relacionamento com ninguém.— Seu desgraçado! Por que procurou o meu pai? — Levantei-me, inquieta. — O que você quer? Nós não temos mais nada para tratar!— Irina, por favor, me perdoa! — A sua voz soou chorosa e enfraquecida. — Eu estou enlouquecendo sem você! A minha vida não é a mesma desde







