LOGIN
— Mãe, eles ainda vão demorar muito? — perguntei, com a voz carregada de impaciência enquanto percorria com o dedo a borda dourada do meu copo de água.
— Ele disse que já estão a caminho. Está apenas à espera do filho — respondeu a mãe, e consegui ouvir a alegria na sua voz antes mesmo de erguer o olhar. Os seus olhos brilhavam enquanto ajeitava uma mecha de cabelo encaracolado atrás da orelha, um hábito nervoso que ela tinha desde que eu era pequena. Estávamos agora num restaurante requintado e ambas estávamos vestidas com elegância. Era a noite em que ela finalmente me apresentaria ao homem com quem queria casar e ao filho dele. Fui criada apenas pela minha mãe desde que o pai faleceu quando eu tinha oito anos. Ela era uma mulher bonita e atraente e teve-me com apenas dezanove anos, por isso a nossa diferença de idades não era tão grande. Às vezes, as pessoas até nos confundiam com irmãs. Os meus pais também tinham uma grande diferença de idades. A mãe tinha apenas dezoito anos quando se casou com o pai e ele tinha quarenta e seis anos na altura. Era um homem de negócios mais velho que a conquistou com rosas e promessas de uma vida perfeita. Partilharam oito anos desse sonho antes de um ataque cardíaco súbito o levar. Desde que se casou jovem e ficou viúva cedo, a mãe teve vários relacionamentos após a morte do pai. Quase todos foram curtos, por isso fiquei surpreendida quando me disse no mês passado que planeava casar com o namorado atual. Ainda não o tinha conhecido pessoalmente porque ele estava sempre no estrangeiro por trabalho e era a mãe que muitas vezes viajava para o ver. Ela conhecia-o há muito tempo, disse ela. Foi o seu primeiro amor, o namorado do tempo da escola. Aquele que amou antes de conhecer o pai. Eu sabia que este era o relacionamento mais sério e duradouro que ela tivera desde a morte do pai. Além de ser bondoso e paciente, era também rico e amava-a profundamente. Talvez a mãe estivesse a exagerar em algumas partes, eu sabia como ela se deixava levar facilmente por grandes gestos, mas estava feliz por ela de qualquer forma. — Mãe, tens a certeza disto? — não pude deixar de perguntar. — Claro que tenho, o que estás a dizer? — Estendeu a mão por cima da mesa e segurou a minha. Os seus dedos eram frescos e reparei num anel com um pequeno diamante na sua mão esquerda que ainda não tinha visto. — Eu amo-o e ele também me ama. E isto é para ti, minha querida. Quero que tenhas uma família completa e maravilhosa — disse ela. Revirei os olhos às palavras da minha mãe. Já não era uma criança para que isso fosse algo tão importante para mim. — Sabes que já não sou uma criança, mãe. Tenho dezasseis anos e não desejo uma família perfeita e completa. Estou bem apenas sendo eu e tu, como antes — respondi. — Pois eu não estou bem com isso. Quero dar-te uma família perfeita e completa de que possas orgulhar-te. Quero compensar tudo o que fiz de errado — disse a mãe com emoção. — Se essa é a única razão pela qual queres casar com aquele homem, então não o faças, mãe — insisti. — Eu amo-o, tola. Essa é apenas uma das razões pelas quais me quero casar com ele. Vais ver que ele vai ser bom para nós — respondeu a mãe, o que me deixou mais tranquila. Bem, para ser honesta, a mãe cometeu muitos erros quando se tratou de mim e de nós. O pai deixou dinheiro e propriedades suficientes após a sua morte para que vivêssemos bem e nunca tivéssemos de nos preocupar com as despesas. Mas a mãe ainda era jovem na altura, habituada a que ele tratasse de todas as contas e decisões, e não sabia como gerir tudo. Era uma pessoa que gastava sem pensar, sem noção de orçamento, e investiu o nosso dinheiro em negócios que não compreendia até que um esquema nos deixou sem nada. Depois disso, a vida tornou-se difícil rapidamente. A mãe aprendeu a trabalhar pela primeira vez e conseguiu um emprego num salão de beleza local. Eu fiz o mesmo e comecei a trabalhar a tempo parcial desde cedo para ajudar nos meus estudos e nas despesas, tomando conta de crianças na vizinhança e a trabalhar numa lanchonete perto de casa. Admito que ela era por vezes irresponsável e até infantil, fazendo com que eu me sentisse a pessoa mais madura em mais do que uma ocasião. Mas nunca, em momento algum, me negligenciou. O seu amor era firme e constante e eu estava-lhe grata por isso com todo o meu ser. Agora ela ia casar e parecia mais feliz do que a tinha visto em anos. Quem era eu para me interpor no caminho da sua felicidade? — Aí vêm eles! Os meus pensamentos foram interrompidos quando a mãe se levantou de um salto e o seu rosto se iluminou. Segui o seu olhar para o outro lado do restaurante, onde dois homens caminhavam em direção à nossa mesa. Um era alto, com cabelo com fios brancos e um sorriso que combinava com o da mãe, e o outro era um rapaz que parecia ter alguns anos a mais do que eu. O homem de meia-idade, com a idade aproximada da minha mãe, aproximou-se primeiro, vestido com um fato de jantar azul-marinho impecável. Com ele vinha um rapaz alto e moreno que deduzi ser o filho dele. Ainda estavam um pouco longe para ver os seus rostos com clareza, mas endireitei-me automaticamente, alisando a saia do meu vestido com as mãos. — Estiveram muito tempo à espera? — perguntou o homem, com uma voz calorosa enquanto se inclinava para beijar a mãe suavemente nos lábios. De perto, vi que tinha traços europeus marcados, um porte atlético e era surpreendentemente bonito. — Nem por isso — respondeu a mãe, com os olhos a brilhar. — Quero que conheças a minha filha, Elyssa. Elyssa, este é o Greg — a mãe fez as apresentações e Greg estendeu a mão. Eu apertei-lhe a mão; o seu aperto era firme e amigável. — Podes chamar-me Tio Greg a partir de agora — disse ele com um sorriso. — Afinal, em breve seremos família. E este é o meu filho, Theo. Quando os meus olhos pousaram no rosto de Theo, prendeu-se-me um grito na garganta. O reconhecimento atingiu-me como um soco no estômago. — Tu! — A palavra saiu de mim em voz alta, o suficiente para fazer uma mesa vizinha olhar para nós. Vi que também passou algo pelo rosto dele. Depois, arqueou uma sobrancelha e a sua expressão transformou-se naquele sorriso de desprezo que eu conhecia bem. Tinha a certeza de que ele também me reconhecera. Ele conhecia-me, sem dúvida. — Vocês os dois conhecem-se? — perguntou a mãe, com a testa franzida de confusão. — Claro que sim! Este é o cliente mal-educado do café onde trabalho, aquele que me incomodou e me insultou, mãe! — A minha voz tremeu, perdendo toda a compostura. Senti o sangue a ferver nas veias e a latejar nos ouvidos ao vê-lo. — O quê? Agora sou eu o mal-educado? — respondeu Theo, cerrando o maxilar. — Tu é que foste a empregada desrespeitosa que me derramou café quente em cima! — Foste tu que me incomodaste e me insultaste primeiro, por isso mereceste o que te fiz! — Olha a boca desta menina... — Chega, Theo! — cortou Greg, com a voz firme e autoritária. Despediu-se da mãe, puxou o filho para o lado e afastaram-se para falar em voz baixa e urgente. A mãe puxou-me de volta para a mesa, com o rosto desolado. — Elyssa, o que foi isto? — perguntou ela, e ouvi a decepção na sua voz. — É aquele de que te falei! — expliquei, ainda com raiva. — O idiota do café, aquele que me disse coisas horríveis, por isso lhe deitei café em cima. Não te lembras? — expliquei à minha mãe. — Por favor, acalma-te — disse a mãe com voz suave, desesperada. — Compreendo que estejas chateada, mas não podes simplesmente pedir desculpa? Resolve as coisas com o filho do Greg para que consigamos passar esta noite sem problemas. — Não, mãe! Não vou ser simpática para aquele idiota! Ele tem uma atitude horrível! Se soubesses o que me disse! — disse eu com raiva. — Compreendo que não tenhamos dado certo na altura, mas não podes simplesmente deixar isso para trás e dar-vos bem? Por favor, deixa as vossas diferenças de lado por agora, resolve isto e façam as pazes. Em breve seremos uma só família e serão irmãos de criação antes de muito tempo. Por favor, minha filha, tem paciência por mim — suplicou a mãe, parecendo prestes a chorar. A culpa invadiu-me e a minha raiva arrefeceu por instantes. Respirei fundo, deixando cair os ombros. Admito que agi por impulso. Nunca imaginara que, de todas as pessoas, aquele rapaz fosse o filho do homem com quem a minha mãe ia casar. Ele falou como se fosse a vítima, mesmo à frente dos nossos pais. — Desculpa, mãe — sussurrei. — Desculpa ter arruinado este momento para ti. Está bem, estou disposta a fazer as pazes e a esquecer tudo. Faço isto por ti, porque te amo. Só espero que ele não me provoque de novo — disse por fim. — Obrigada — disse ela, abraçando-me com força. Quando nos voltámos para eles, Greg já tinha acabado de falar com Theo. Parecia que também o tinha convencido a fazer o mesmo. Encontrámo-nos no meio da sala, apertámo-nos as mãos e murmurámos um pedido de desculpas. Tudo pareceu tão forçado e insincero que quase me deu arrepios. Pouco depois sentámo-nos para jantar e a conversa passou para os planos do casamento da mãe e do Greg. Lancei um olhar de relance a Theo. Fiquei surpreendida ao ver que ele me estava a observar, com os olhos atentos e indecifráveis. O meu sangue voltou a ferver. Claro que o pedido de desculpas dele era falso. Revirei os olhos, respirei fundo mais uma vez e forcei-me a desviar o olhar. Sempre que me lembrava dos insultos dele e de como me fizera sentir, a minha raiva regressava de imediato.POV do Theo:Já passaram vários meses desde que regressámos ao país, e tudo correu bem. Os nossos pais realmente fizeram o seu melhor para compensar tudo o que aconteceu no passado. Voltei a assumir a empresa, e o Pai ficou grato quando consegui resolver os problemas do negócio quase de imediato.Honestamente, não acho que pudesse pedir mais nada. A minha vida torna-se mais feliz a cada dia que passa com a minha esposa e o filho. Os nossos pais aceitaram-nos plenamente, e agora estamos unidos aos olhos do homem e de Deus.Quem diria que me apaixonaria tão profundamente pela minha meio-irmã, mais do que gosto da minha própria vida? Nunca planeei isto. De facto, lutei contra os sentimentos porque sabia que só trariam complicações.No início, até a odiava, convencido de que ela e a mãe só andavam atrás do dinheiro e do estatuto do Pai. Mas o coração escolhe de quem gosta, independentemente da razão. Apaixonar-me por ela foi a melhor coisa qu
Ele moveu a mão ainda mais depressa, a acompanhar perfeitamente o ritmo furioso dos empurrões. A velocidade era vertiginosa, a deixar-me selvagem e desesperada por mais. O pau dele era enorme e grosso, a esticar-me e encher-me da forma mais deliciosa possível. Conseguia ouvir os sons altos, molhados e chapinhantes dos nossos corpos a colidir, misturados com a respiração irregular e as palavras sujas e sem fôlego que ofegávamos entre gemidos.Mais forte e mais fundo ele empurrava dentro de mim até eu sentir aquela espiral familiar e apertada de prazer a enrolar-se fundo no ventre, a construir-se mais depressa e mais quente a cada movimento até eu estar mesmo no limite de explodir.«Oh merda! Theo, estou tão perto! Vou gozar tão forte! Por favor fode-me mais fundo! Oh sim, assim mesmo! Ahhh…» gritei, a chorar de puro êxtase cegante.Ele empurrou ainda mais impiedosamente, a aumentar a velocidade e a força até o meu corpo inteiro tremer violentamente,
Depois de devorar os meus peitos até eu tremer e ficar desesperada, ele puxou-se de repente para trás e desceu mais baixo, a mergulhar a cabeça completamente sob a superfície escura e ondulante. Eu sabia exatamente para onde ele ia, e não hesitei — deitei a cabeça para trás e abri as pernas bem abertas, a oferecer-me a ele por completo.Observei, sem fôlego e a arder de excitação perversa, enquanto ele pressionava um beijo escaldante e de boca aberta logo contra o meu núcleo trémulo e exposto. No segundo em que os lábios quentes e molhados tocaram a carne sensível, arqueei as costas tão fortemente que quase doeu e soltei um grito fundo e gutural que ecoou pela água. Ele não se continha — chupava com força, lambia com movimentos selvagens e implacáveis, beliscava e provocava as minhas partes mais tenras, a mergulhar fundo sob a superfície para saborear cada centímetro de mim como se eu fosse a coisa mais doce e viciante que alguma vez tinha conhecido. Era cegamen
No instante em que a ideia surgiu, tanto o Theo como eu concordámos de imediato. Não visitávamos o sítio há mais de dois anos. Tinha acontecido tanto desde a nossa última estadia lá. E no entanto, apesar de tudo, a casa do lago permanecia um dos nossos sítios favoritos. Guardava inúmeras memórias. Muitos momentos bonitos, excitantes e inesquecíveis.Admito-o, desde que nos tornámos pais, ambos amadurecemos tanto, pesados pelas responsabilidades bonitas mas pesadas que vêm com criar uma criança. E no entanto, no instante em que soube que íamos de volta à casa do lago durante sete dias inteiros sem interrupções, algo selvagem e faminto inflamou-se fundo dentro de mim: uma confusão emaranhada de saudade dolorosa, excitação sem fôlego e um zumbido emocionante e proibido.Aquela parte travessa e sem vergonha da minha mente inundou-se de imediato de memórias vívidas de todas as coisas sujas, apaixonadas e imprudentes que tínhamos feito aqui antes e apercebi-me
O Theo e eu eventualmente concordámos em regressar ao nosso país de origem com a Mãe e o Pai Greg.Sim, agora chamo-lhe Pai. Ele insistiu nisso, dizendo que, como eu já era casada com o filho dele, já não era simplesmente a enteada, mas oficialmente a filha. A mesma coisa aconteceu com o Theo. Ele já não chamava à minha mãe «Tia Allie». Agora, simplesmente a chamava de Mãe.Sei que provavelmente soa confuso a qualquer outra pessoa, mas de alguma forma funcionava para nós. Depois de tudo o que tínhamos passado juntos, os rótulos já não importavam tanto quanto o amor e a aceitação por detrás deles.Antes de tomarmos a decisão, o Theo e eu passámos várias noites a discuti-la cuidadosamente. Regressar não foi uma escolha fácil. A Tailândia tinha-se tornado o nosso santuário. Era onde reconstruímos as vidas, onde encontramos paz, onde acolhemos o nosso filho no mundo e onde aprendemos a ser uma família sem medo ou interferência de mais ninguém.U
Nunca deixámos de ter esperança. Mesmo depois de tudo o que tinha acontecido, uma parte de nós ainda anseava pela reconciliação. Felizmente, desde o nosso casamento, nem a minha mãe nem o Tio Greg tinham feito nada para interferir nas nossas vidas. Só por isso, estávamos gratos. O único desenvolvimento recente tinham sido as mensagens enviadas através do assistente do Tio Greg.Apesar disso, nem o Theo nem eu conseguíamos trazer-nos a confiar completamente na situação. Sim, a esperança existia, mas também o medo. As feridas deixadas pelo passado não tinham cicatrizado o suficiente para simplesmente esquecermos tudo, por isso recusámos o convite e escolhemos deixar o assunto de lado.Os dias passaram. A vida continuou pacificamente. Até que uma tarde quieta mudou tudo.O Theo e eu estávamos a relaxar na rede fora de ca







