로그인Depois da conversa entre César e Guilherme, ligou para o cara responsável por confeccionar o anel de noivado de Rosa.Marcaram de se encontrar no bar do hotel, e o homem não demorou a chegar.O anel havia ficado exatamente como Guilherme queria: delicado, assim como sua amada. Apesar da aparência discreta, a joia carregava um diamante raríssimo, o que a tornava ainda mais valiosa.Guilherme pagou uma pequena fortuna pela peça, mas não reclamou nem por um segundo. Estava satisfeito com o resultado. Rosa merecia o melhor, e ele não economizaria para vê-la feliz.Quando já estava se dirigindo ao quarto, seu telefone tocou.Imaginou que fosse César novamente, mas o número que apareceu na tela era desconhecido.Atendeu.— Quem é?— Guilherme, sou eu, Cibele.Era sua prima, inclusive uma das pessoas de quem mais gostava na família.— Bele, diga.— Guilherme, sua noiva... De onde ela é?Guilherme percebeu imediatamente que Marco, marido de Cibele, estava por trás daquela pergunta. Conhecia
Carla chorava muito.E César estava atordoado, tinha a sensação que não estava respirando.__ Me fale, Lua é minha filha? ela é minha filha Carla? por favor me fale.Mas ela não teve coragem, apenas balançou a cabeça em sinal positivo.__ Uma filha, eu tenho uma filha, uma menina, uma menininha, sou pai de uma menina.Ele falava pra ele Mesmo, na tentativa de acreditar que era pai.De repente o medo bateu forte nele.__ Eu machuquei você? te machuquei Carla.Ela sabia, que não poderia deixar ele nessa culpa.__ Não, não, você não me machucou.__ Então me conta, me conta tudo, Tudo que aconteceu, como você foi parar na minha cama, eu quero saber, eu preciso saber, a ideia que te machuquei me sufoca.__ Não César, isso não, eu não vou contar, eu não vou conseguir, por favor não me obrigue a isso.César passou as mãos pelos cabelos que a essa altura já estavam bagunçados e também pelo rosto.César era um homem bonito, alto, forte e mais velho, que Carla.Sua pele clara no momento estava
Carla passou o restante do dia fugindo de César.Quando a noite caiu, ele ligou para Guilherme. Precisava saber se ele tinha alguma informação referente ao pai da filha de Carla. A marca de nascença da menina não saía de sua cabeça.Ele sequer ligou para falar sobre Vitinho, até porque o menino estava bem.Mas Guilherme parecia estar tão no escuro quanto ele em relação à vida de Carla.César não conseguia dormir. Já era madrugada quando foi até a cozinha tomar um copo de água e viu Carla na varanda. Ela vestia uma camisola preta e estava esplendidamente linda, com os cabelos negros soltos, esvoaçando ao vento.Mas, assim que percebeu a presença dele, fugiu dali.Na manhã seguinte, ainda era muito cedo, mas Carla já preparava o café.— Bom dia, Carla!— Bom dia, César. O café está quase pronto.Ele se sentou à mesa. Ela também parecia não ter dormido bem.— Carla, você se importa de ficar aqui na mansão sozinha, só um pouco, com Vitinho? Preciso mesmo ir até a cidade assinar alguns doc
César passou no apartamento dele para pegar algumas coisas antes de seguirem para a Mansão Moreau. Vitinho e Carla ficaram dentro do carro.Ela se recusou mais uma vez, veementemente, a entrar no apartamento dele. Depois, passaram na casa de Meg, que havia preparado uma mochila para a filha com alguns utensílios, roupas e objetos pessoais. A bolsa estava na varanda.O dia já amanhecia quando chegaram à Mansão Moreau.César colocou Vitinho para dormir. A marca que a filha de Carla carregava deixava César cada vez mais intrigado, então decidiu perguntar.Procurou Carla pela casa e a encontrou na varanda. Ainda chovia.— Fiz café — ela disse.— Está me oferecendo café, menina?— Pode não me chamar de menina. Já sou mãe. E não, César, estou dizendo que fiz café. Se você quiser beber, beba, mas não estou oferecendo.Ele sorriu, mas aceitou o café. Observou-a por alguns instantes. Ela era muito bonita e lhe parecia que, irritada, ficava ainda mais.— Você sumiu.— Não sei se percebeu, mas n
A tarde foi agradável, embora os olhares insistentes de Cibele e Marco começassem a incomodar Guilherme. Ele havia percebido que o casal os observava mais do que o habitual, mas Rosa não notou. Estava entretida, conversando com as tias dele e se divertindo com as crianças.Guilherme preferiu não dar importância. Não permitiria que a curiosidade alheia estragasse aquele dia.Quando retornaram ao hotel, já era noite. Não viram mais Gustavo e Katrina, e Guilherme não fez questão de perguntar por eles.Assim que entraram na suíte, ele se aproximou de Rosa, envolvendo sua cintura.__ Está muito cansada, minha Rosa?__ Não, amor. Por quê?__ Porque quero levar você a um lugar.Ela sorriu, curiosa.__ Vamos viajar amanhã?__ Ainda não. Antes, vou levar você para comprar algumas coisas.Rosa se lembrou da promessa que ele havia feito e percebeu que ele não tinha esquecido.Seus olhos brilharam.Ela se inclinou e deu um beijo nele.__ Obrigada.Guilherme franziu a testa, divertido.__ Pelo quê
Na saída, Gustavo perguntou a Guilherme se poderia dar uma carona a ele e Katrina.Achou que o irmão ficaria constrangido e acabaria cedendo.Mas Guilherme descobrira, com o tempo, que quem deveria sentir vergonha de alguma coisa eram Gustavo e Katrina, não ele. Como os dois pareciam desconhecer o significado da palavra e seguiam a vida normalmente, destilando veneno por onde passavam, ele não iria parar a própria vida por causa deles.Katrina, mais uma vez, observou o cuidado de Guilherme com Rosa. Ele a ajudou a entrar no carro, colocou o cinto de segurança nela e, antes de fechar a porta, beijou sua testa.Aquela demonstração de carinho a incomodou profundamente.Guilherme nunca havia cedido aos caprichos de Katrina. Como, por exemplo, quando ela quis um par de brincos que custava meio milhão de dólares e uma bolsa de grife pelo mesmo valor. Ainda assim, ele havia sido um bom marido. Não era particularmente carinhoso porque acreditava não saber ser assim, mas descobriu que o carinh







