MasukEle ergueu os ombros, pensativo e curioso. Olhou para a janela, incomodado com a luz do dia, embora as cortinas abertas parecessem deixar o ambiente ainda mais bonito. Tudo estava como ele gostava: cada coisa em seu devido lugar.Então voltou a atenção para Amélia. Ela continuava parada ali, linda e confusa, com os olhos verdes brilhando na direção dele.Céus… quantas coisas extraordinárias ele poderia fazê-la sentir entre os lençóis de uma cama?— O que deve esperar? — repetiu, refletindo por um instante antes de abrir um sorriso largo. — Que todas as suas expectativas são pequenas, inúteis, incomparáveis… diante do que vou fazer você sentir.A garota sorriu mais uma vez e jogou o cabelo para trás.Ela estava tentando seduzi-lo?Duvidava da palavra dele?Ou apenas fingia não se importar com tudo o que ele prometia?— Digo o mesmo.— O… quê?A porta se fechou antes que Alexandre conseguisse ouvir a resposta.E ele ficou para trás.Estático.Surpreso.Paralisado.Derrotado por uma garo
Ela riu de canto… — Eu sou virgem.— Você pode ser virgem hoje sim, por mim tudo bem, eu posso devorar você lentamente — Ele chegou até ela, suas mãos agarraram sua cintura a trazendo para mais perto, colocando seus corpos.De repente, as mãos dela caíram em seus ombros, o arrepio chegou a lhe dar um gemido fraco. Ele estava gemendo diante de uma mulher sem ao menos tê-la beijado.— Eu estou dizendo que sou virgem — Alexandre lhe encarou, estreitou seus olhos. As mãos pequenas de Amélia deslizaram por seus braços o empurrando para trás, um pequeno espaço se abriu, não o suficiente para não sentir a respiração dele — Eu sou virgem, e vim justamente por isso.— Como é que é?— Sei que homens como você, pagam por mulheres virgem, e eu quero… — Suspirou o afastando e vez — Eu preciso do dinheiro.Alexandre sorriu, aquilo era alguma piada?Sim, uma piada né?Cruzou os braços de novo, riu mais, passou por ela indo até seu bar, se serviu de um copo de uísque, tomou tudo de uma vez, voltou a
Ele realmente estava esperando por ela?Procurando por ela?Precisando dela?Amélia engoliu a seco dando um passo para trás. Sentiu o corpo esquentar como naquela noite, mas não era pelo choque, era pelo medo de ter chegado até ali.O que faria agora?O que aquele homem iria fazer consegue quando estivesse diante dele?Deu outro passo para trás olhando para a porta, ainda dava tempo de fugir, ainda dava tempo de voltar a si. Segurou a alça da bolsa e até pensou em dar os primeiros passos, mas parou novamente, lembrando que não tinha como voltar sem ajudar Bento. Na manhã seguinte seu irmão seria descartado em um hospital qualquer, um lugar onde eles não teriam tanta paciência, consideração para lhe ajudar o mantendo vivo.Suas pernas travaram, voltando a tremer como antes. Ela tinha que seguir para seu destino, tinha que virar e enfrentar aquilo que estava lhe deixando nervosa. Nunca foi mulher de fugir de um desafio, era por isso que não caiu quando seus pais se foram em um acidente
Ela ainda estava estática.Seus olhos esverdeados estudavam toda a cafeteria do hospital como se esperasse aquele homem aparecer dentre as pessoas presentes. Engoliu a seco. Desesperada. O sangue fervendo dentro do corpo. Podia dizer que estava passando mal? Não… morrendo, isso, estava morrendo de ansiedade, quase lhe enlouquecendo.Pescou o copo de café em cima da mesa, olhou para os vidros molhados pela chuva, para a entrada, voltou para a mesa, à bolsa aberta, sua pasta com currículos, os boletos de Bento e no fim, seu celular aberto em uma foto de Alexandre Haeys, de certo, o homem mais bonito que já viu.Não havia muito na internet sobre aquele moreno, tudo se limitava a dizer que, era o herdeiro de Arthur Haeys, outro magnata casado e agora tinha mais dois herdeiros, mas esses estavam longe dos negócios, demoraria anos para quererem alguma coisa.Era um cara de poucas palavras, não aparecia em eventos, caridades, almoços, jantares, fotos em família. Não tinha nada além de uma fo
Respirou fundo antes de realmente entrar na boate.Não era sua intenção aparecer de novo ali, afinal, quando saiu na noite passada, avisou a todas as paredes e espelhos que aquilo não era lugar para si. Mas onde mais poderia trabalhar já que todo mundo a rejeitou, e por quê? Porque ela bonita? pior… pelo menos ali, sua beleza seria usada para alguma coisa, no entanto, uma coisa havia brotando em sua mente.Eliza tinha razão quando disse que ela era um tesouro. Se corria risco de perder a virgindade com um velho nojento, que ao menos fosse bem pago para isso.Travou no corredor.Porque estava pensando assim? Isso não era da sua natureza.Deu a volta para ir embora.Parou.Ela não tinha que dormir com ninguém naquela noite, então…— Amélia? — A mulher travou, montou um sorriso no rosto e virou encontrando a mãe de Eliza que desfilava pelo corredor com uma taça de champanhe — Não sabia que vinha hoje, Eliza não me disse nada.— Na verdade vim procurar por ela. Ela está no salão? — A mulh
A porta fechou rapidamente escondendo o escritório do homem. Amélia engoliu a seco olhando para o currículo na mão, e depois para a madeira.Virou devagar dando um sorriso pequeno.Ergueu a cabeça atravessando aquele corredor pisando com tanto ódio que nem se conhecia. Seus olhos se encheram de lágrima enquanto chegava à rua. A chuva tinha aumentado assim como sua lista de fracasso.Outra vez parada na rua.Novamente naquele metro.Mas diferente, abriu a porta da sua casa jogando sua bolsa de um lado, chutou os sapatos para o outro e desfez os botões de seu vestido atrás o tirando rapidamente e jogando o mais longe possível.Gritou alguma coisa que seus vizinhos reclamariam depois e só então, respirou fundo finalmente podendo deixar uma lágrima cair.O mundo lá fora, aqueles que a rejeitavam não iria lhe ver chorar depois de outro dia péssimo.Percorreu todo o apartamento chegando à cozinha subindo dois degraus. A geladeira quase vazia, mais ao menos tinha uma coisa que amava, leite.







