Share

- 3 -

Author: LuadMel
last update publish date: 2026-10-30 06:08:14

Um arrepio frio tomou conta do seu corpo quando seus olhos claros e sem vida caíram diretamente em outros tão negros quanto à escuridão da noite lá fora. As mãos estavam sobre a pia fria e permaneceram ali, sem conseguir se mexer.

Além do olhar a paralisar, havia um corpo, um corpo maior que o seu a cobrindo por inteira, a sombra dele não deixava a sua aparecer. O cabelo negro que caia ao redor de seu rosto não o escondia de verdade, mantendo sua beleza tão radiante. Ela abriu os lábios não sabendo ao certo o que dizer.

Não havia sequer um sorriso naqueles lábios grossos, só uma linha fina, mostrando seriedade. Ele entreabriu os lábios, arqueou uma sobrancelha como se fizesse uma pergunta muda, mas ela continuou ali, segurando a pia como se fosse cair, o corpo em choque, as pernas trêmulas, ela não iria se mexer.

— Hm… — Ele soltou, tirou uma de suas mãos do bolso, olhou para a porta do banheiro, para o espelho e voltou para a mulher curvada diante de si.

Não saberia explicar como suas pernas lhe trouxeram ali, mas havia tanta duvida em sua mente que não buscaria a resposta no momento, tornou a olhar para o espelho focando nos olhos verdes e encantadores daquela mulher, os lábios abertos, ela podia dizer qualquer coisa, que sua voz sairia melodiosa, suave e linda, tal como sua imagem refletida no espelho.

Também não devia descer, mas foi inevitável não abaixar os olhos para o corpo curvado ali, as pernas abertas como se estivesse prestes a recebe-lo, o cabelo ruivo, enrolado, cacheado, ele não saberia dizer, mas contornava o rosto molhado e suave da garota, cobrindo metade de suas costas, mas não a bunda empinada, nem as pernas bonitas e tão cheias de curvas.

O que uma mulher como aquela estava fazendo em um lugar tão sujo?

De repente, seus olhos viram algo que fez seu corpo tremer.

Nada de bagunça.

Nada fugia do controle.

Nada, nada mesmo tinha que está fora do lugar.

Ele deu um passo à frente fazendo a mulher finalmente se mexer, indicando que havia acordado do seu transe. Amélia sentiu o frio da pia encostar em sua pele, o decote aberto lhe dando calafrios.

Olhou outra vez para o espelho e dessa vez, o homem não olhava para seus olhos, mas sim, suas pernas. Estreitou os olhos respirando fundo. Então era isso, só por está ali, todos os homens do lugar já a achavam que podiam a tocar? Céus era isso mesmo? Não iria aceitar isso, tão pouco deixar acontecer.

— Você…

— Não é o que está pensando — Murmurou devagar, e como ele mesmo havia pensado, sua voz era suave, melodiosa, lhe dando uma sinfonia calma atravessando sua alma. Ele gostou. Ele riu e subiu o olhar ao mesmo tempo em que ela virou em sua direção.

Dessa vez ele encontrou o rosto molhado, e não conseguiu ignorar a gota que escorreu dos lábios pingando no tecido acima do seio enrijecido marcando o vestido. Outra gota caiu entre o decote deslizando pela pele clara. Ele tentou, tentou não olhar até vê-la fechar as pernas devagar juntando seus braços em frente ao corpo como se estivesse se escondendo.

— Não é o que está pensando — Ela repetiu e, finalmente, se olharam outra vez, ele deu outro passo à frente, a encurralando ali, o cheiro amadeirado de um perfume gostoso chegou as suas narinas, não era delicado, não era forte, era apenas… formidável, a fez sentir a pele abaixo do vestido arrepiar. — Não estou aqui… para lhe servir.

Tremeu nas ultimas frases.

Ele não disse nada, levou sua mão para trás do bolso trazendo de volta com um lenço azul. Amélia desceu o olhar para a mão estendida, não sabia se aceitava, se ignorava, se corria. Não, não podia correr, suas pernas estavam formigando. Tudo em seu corpo formigava.

Aceitou devagar levando ao rosto, fechou os olhos um momento para enxugar sem espalhar a maquiagem que Eliza havia demorado para fazer, e quando os abriu de novo, o homem não estava mais ali.

Contudo, sentiu quando dedos grossos chegaram aos seus pés. Ela desceu o olhar lentamente, tão devagar que não conseguia respirar.

Ele estava ali, diante de seus pés, a mão grande tocou em sua pele e ela fechou os olhos esperando a repulsa vir, o nojo como de outrora, mas tudo que sentiu foi sua pele queimar. Queimar de um jeito que não entendeu, mas aceitou. Abriu os olhos devagar o vendo buscar pela tira da sandália que havia caído e trançar assim como Eliza tinha feito.

E simplesmente, fechar a sandália dando um pequeno nó.

Ele sorriu.

Sorriu ao terminar.

Ele olhou para cima e Amélia não soube o que dizer, ele parecia ainda mais bonito, ajoelhado diante de si, aos poucos, o viu levantar, crescer em sua frente. Empinou a cabeça o olhando com curiosidade, até vê-lo sorrir novamente.

— Eu não estou pedindo para você me servir — Sua voz grossa fez Amélia recuar novamente, mas não tinha mais para onde rir — Só não gosto de ver nada fora do lugar — Terminou sua frase olhando novamente da sandália para os olhos verdes de Amélia. Ela assentiu desviando para o peitoral largo. A camisa azul clara o deixava chamativo.

Completamente chamativo.

— Não sabia que estava… fora do lugar — Sussurrou, sua voz falhando, ele assentiu voltando uma das mãos para o bolso, mas a outra, foi até o rosto de Amélia.

Novamente, ela esperou vir à onda de enjoou, mas não sentiu isso. Os dedos tocaram em sua pele, fechando em seu queixo, virou para um lado, para o outro, e então a soltou.

— Uma garota como você — Começou, mas não terminou, visto que outro homem entrou.

Amélia olhou rápido para a figura que apareceu, esse ergueu os braços pedindo desculpas por atrapalhar o casal, mas precisava usar o banheiro. A garota arregalou os olhos olhando em volta e então se tocou, que realmente estava no lugar errado.

Empurrou o homem a sua frente e simplesmente correu dali esbarrando em todas as paredes sem conseguir se equilibrar em cima dos saltos, sumindo da vista do homem que não entendeu direito.

Se olhou no espelho novamente, lavou as mãos, bagunçou os cabelos e sorriu. Desviou para a pia vendo o lenço deixado ali, o pegou devagar, não havia mancha de maquiagem, não tinha nada além da quentura que possivelmente, poderia ser dela, ou do seu próprio corpo que buscou por alívio.

Saiu dali pensando em procurar pela menina, deu de cara com seu segurança na porta e seguiu seu caminho o escutando vir mais atrás. Saiu no salão daquela boate calma, um lugar perfeito para seus negócios serem acordados sem a presença de muitas pessoas ou de câmeras que adoravam expor sua vida como se ele fosse uma celebridade.

Seu olhar varreu o local, do bar às cortinas abertas da área vip, a pista de dança… não a viu.

Estreitou os olhos devagar enquanto passava por toda a área vip cheia de cortinas dando privacidade as pessoas. Será que ela estava escondida em uma delas? Fazendo outro homem sorrir com sua beleza? Encantando com sua voz doce?

— Sr. Haeys. — Ele parou. O segurança parou ao seu lado, sempre olhando ao redor e focou em seu chefe — Está buscando algo?

— A garota do banheiro masculino. Viu quando saiu? — O homem tentou sorrir e assentiu com a cabeça — Deve está em uma dessas cortinas.

— Gostaria que eu olhasse em todas as salas? — Pensou. Pensou, pensou alto e então voltou para o chão — Mas não acredito que esteja aqui.

— O que? — Ele virou para o segurança que concordou, ainda com as mãos em frente ao corpo mantendo sua postura — Como?

— A garota correu em direção à saída. Um carro a buscaria talvez, ou chegou a outra sala que já lhe esperavam.

Ele falou com firmeza, dando um ênfase na “sala que a esperava”.

Hm, como toda garota, devia está se divertindo agora, não importava seu olhar doce e a voz suave. Ela estaria ali pelos mesmos motivos que muitas outras.

— Pode seguir, o seu sócio lhe espera para uma nova rodada de drinks — Avisou o segurança, em um tom mais forte, mais sério.

— Não.

E virou para ir embora. Seguiu para a saída ignorando qualquer chamado das mulheres ao redor. O segurança foi na frente já chamando o carro, pediu pressa.

O homem saiu na calçada fria, nenhum casaco lhe cobriu e mesmo que tivesse, não saberia explicar o motivo do seu corpo ainda queimar e conseguir suar com toda aquela ventania.

O carro lhe levou direto para o bairro mais afastado da cidade. Os portões do condomínio se abriram assim que avistaram, levando mais alguns minutos para chegar ao portão de sua residência que também foi aberto com pressa para que não deixasse o homem no banco de trás esperando.

Deu a volta no pátio junto ao chafariz que jorrava água sob as pequenas plantas e peixes nadando e parou em frente à porta da casa grande. A porta do carro foi aberta logo depois e o homem surgiu na escuridão. Subiu os pequenos degraus da casa sem precisar abrir a porta, afinal, outra empregada estava ali, pronta para receber seu chefe que não lhe dirigiu a palavra.

Simplesmente, passou pela sala luxuosa prestes a subir as escadas quando um filete de luz brilhou em seu rosto, ele parou, olhou em direção a uma das janelas avistando uma pequena fresta. Desceu um degrau, outro, e parou.

— A luz — Foi o suficiente para a mulher correr e arrumar as cortinas voltando ao seu lugar.

— Gostaria de algo para beber? — A voz veio com medo… ele dava medo nas pessoas? Mas porque aquela garota não teve todo esse medo? Subiu um canto do lábio num sorriso mínimo, porque aquela garota não lhe falou com medo?

Sua voz não soou medrosa, pelo contrario, pareceu firme e certa de suas palavras.

— Não. Eu posso me virar — Respondeu voltando a subir ás escadas direto para seu escritório do lado norte da mansão. Tudo estava em seu devido lugar, a mesa, as cortinas fechadas, sua garrafa de uísque preferido, seu corpo de cristal ao lado.

Tudo em seu devido lugar, como pediu, como ordenou, como decretou que queria.

-

-

A manhã seguinte veio fria, trazia o vento do inverno e toda sua friagem cobrindo metade da cidade com gotas de chuva molhando as ruas e algumas pessoas também.

Os olhos esverdeados da garota assistiam os pingos de chuva sentada bem ao lado das janelas de vidro do restaurante do hospital, não tinha mais para onde ir. Não conseguia chegar em casa, dormir tranquilamente sabendo que seu irmão estava deitado numa cama de hospital quase prestes a morrer.

Isso lhe embrulhava o estomago, um corte tão profundo que lhe deixava sem ar. Como? Como podia? Ele era um garoto saudável, como de repente aquilo chegou para suas vidas?

— Oi — Amélia despertou de repente vendo Eliza sentar do outro lado da mesa, arrumando o jaleco, o cabelo, agarrou seu copo de café e sorriu — Você está bem?

— Estou — Respondeu rápido se inclinado sobre a mesa — Sobre ontem não sei como ficaram as coisas, mas fiz tudo que sua mãe mandou. Pedi para outra pessoa ir ao encontro daquele homem.

— Sim, você fez o que minha mãe mandou, mas aquele velho fedorento ainda fez uma confusão, ele queria a garota ruiva de cabelos cacheados — Murmurou baixo e desatou a rir fazendo Amélia se encolher — Minha mãe disse que você tinha sido solicitada para outro lugar, quebrando assim, qualquer duvida e chamado que chegasse até você.

Amélia respirou aliviada fechando os olhos, era ótimo, ao menos uma noticia boa naquela manhã.

— Isso aqui é pra você — Amélia abriu os olhos devagar vendo um envelope deslizar sobre a mesa. Olhou para Eliza antes de pegar e abri-lo devagar — Você fez aquele velhote tomar quatro garrafas do uísque bom. Não ótimo, milionário, mas bom o suficiente para lhe dar alguns dólares.

Amélia contou quinhentos dólares rapidamente voltando à loira a sua frente.

— Tudo isso?

— Você achou muito? É apenas dez por cento do que ele realmente pagou na em cada garrafa — Amélia abaixou o envelope devagar — Relaxa! Minha mãe disse que você poderia ir em qualquer noite, gostou da sua presença, mesmo que seu rosto mostrasse outra coisa em alguns momentos, ela te observou.

— Ele tocou em mim — Falou rápido — Céus, eu odiei cada momento sentada ao lado daquele velho maluco — Eliza caiu na gargalhada.

— Então, quer ir hoje novamente?

— Não, eu vou… — Ela procurou em seus papéis e puxou uma folha — em uma entrevista, nessa rua, e garanto que vou conseguir um emprego.

— Amélia… você conseguiu quinhentos dólares em uma noite e não precisou dormir com ninguém. E prefere fazer o que… — Puxou o papel lendo o nome da empresa — Servir café em uma lanchonete com gente chata?

— A boate é a minha última opção do dia. — Levantou guardando suas coisas — Obrigada por tudo.

— De nada. Me liga se precisar… — Se calou quando ela deu as costas, ao mesmo tempo em que sentiu o celular vibrar — Oi mãe. Aconteceu algo?

— Sim, aconteceu é a oportunidade da sua vida, preciso de você aqui, agora mesmo.

— Estou trabalhando.

— Sabe quem é Alexander Haeys? — Eliza estreitou os olhos — Ele esteve aqui ontem, está buscando uma garota para uma noite. Venha aqui agora.

Continue to read this book for free
Scan code to download App

Latest chapter

  • A Ruiva que Encantou o CEO   - 5 -

    A porta fechou rapidamente escondendo o escritório do homem. Amélia engoliu a seco olhando para o currículo na mão, e depois para a madeira.Virou devagar dando um sorriso pequeno.Ergueu a cabeça atravessando aquele corredor pisando com tanto ódio que nem se conhecia. Seus olhos se encheram de lágrima enquanto chegava à rua. A chuva tinha aumentado assim como sua lista de fracasso.Outra vez parada na rua.Novamente naquele metro.Mas diferente, abriu a porta da sua casa jogando sua bolsa de um lado, chutou os sapatos para o outro e desfez os botões de seu vestido atrás o tirando rapidamente e jogando o mais longe possível.Gritou alguma coisa que seus vizinhos reclamariam depois e só então, respirou fundo finalmente podendo deixar uma lágrima cair.O mundo lá fora, aqueles que a rejeitavam não iria lhe ver chorar depois de outro dia péssimo.Percorreu todo o apartamento chegando à cozinha subindo dois degraus. A geladeira quase vazia, mais ao menos tinha uma coisa que amava, leite.

  • A Ruiva que Encantou o CEO   - 4 -

    Aquele dia frio, não amanheceu igual para todos.A mulher correu quando a porta do carro foi aberta, subiu as escadas, atravessou a sala grande subindo as escadas quase caindo. Chegou ao corredor daquele lado, arrumou os cabelos, o vestido curto e até os saltos colocando formalmente em seus pés. Respirou profundamente buscando qualquer calma em sua alma, calma, paciência, disponibilidade e acima de tudo, cuidado em suas palavras.MUITO.CUIDADO.EM SUAS PALAVRAS.Bateu duas vezes escutando a voz grossa a deixar entrar, e como das outras vezes, não se impressionou com a figura atrás da mesa de madeira encostado em sua cadeira, brincando divertidamente com sua faca preferida entre seus dedos.Ana parou diante da mesa com um sorriso tão falso que fazia até mesmo o homem mais sério do mundo rir. Ela não se preocupava nem mesmo em esconder sua insatisfação ao parar diante da mesa dele uma hora antes do seu horário principal.— Você veio rápido — Afirmou ele agarrando a faca e se ajeitou na

  • A Ruiva que Encantou o CEO   - 3 -

    Um arrepio frio tomou conta do seu corpo quando seus olhos claros e sem vida caíram diretamente em outros tão negros quanto à escuridão da noite lá fora. As mãos estavam sobre a pia fria e permaneceram ali, sem conseguir se mexer.Além do olhar a paralisar, havia um corpo, um corpo maior que o seu a cobrindo por inteira, a sombra dele não deixava a sua aparecer. O cabelo negro que caia ao redor de seu rosto não o escondia de verdade, mantendo sua beleza tão radiante. Ela abriu os lábios não sabendo ao certo o que dizer.Não havia sequer um sorriso naqueles lábios grossos, só uma linha fina, mostrando seriedade. Ele entreabriu os lábios, arqueou uma sobrancelha como se fizesse uma pergunta muda, mas ela continuou ali, segurando a pia como se fosse cair, o corpo em choque, as pernas trêmulas, ela não iria se mexer.— Hm… — Ele soltou, tirou uma de suas mãos do bolso, olhou para a porta do banheiro, para o espelho e voltou para a mulher curvada diante de si.Não saberia explicar como sua

  • A Ruiva que Encantou o CEO   - 2 -

    Amélia via claramente os lábios de Eliza se movendo enquanto ela falava sobre todas as loucuras que poderiam fazer ali. No entanto, não conseguia ouvir uma única palavra. Tudo o que chegava aos seus ouvidos era o som de seus próprios passos ecoando pelo extenso corredor.Aqueles passos a conduziam para um lugar ao qual jamais imaginara pertencer. Só estava ali por causa de uma espécie de punição imposta pelos céus, como se todas as suas escolhas a tivessem levado inevitavelmente àquele destino.Respirou fundo, mas o cheiro forte do ambiente a deixou tonta. Parou de repente e apoiou-se na parede mais próxima. Tentou puxar o ar outra vez, porém tudo ao redor parecia sujo e sufocante. Fechou os olhos, fingindo por alguns segundos que nada daquilo existia. Arrastou as mãos pela superfície da parede em busca de equilíbrio, mas nem ela parecia lhe oferecer segurança.Afastou-se bruscamente e bateu as costas na parede oposta.Eliza finalmente parou diante dela. O sorriso entusiasmado desapar

  • A Ruiva que Encantou o CEO   - 1 -

    O silêncio que pairava na sala entre as duas mulheres era tão denso que chegava a provocar arrepios em Amélia. Sentada diante da mesa, ela mal conseguia se mexer sem deixar transparecer o desconforto que sentia.Seus olhos verdes, realçados pela maquiagem, piscaram algumas vezes enquanto tentava manter a atenção na mulher do outro lado da mesa. A proprietária da lanchonete permanecia concentrada no computador. Tinha o cabelo preso em um coque baixo, algumas linhas de expressão no rosto e vestia roupas simples. Seus lábios finos estavam comprimidos em uma linha reta enquanto examinava o currículo, detendo-se em cada informação sem esboçar qualquer reação.Será que não estava gostando do que lia?Amélia sabia que não havia muito para colocar no currículo, mas estava disposta a dar tudo de si em qualquer trabalho que lhe oferecessem. Precisava apenas de uma oportunidade.A mulher tornou a alternar o olhar entre a tela do computador e os papéis espalhados pela mesa. Depois de alguns insta

More Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status