FAZER LOGIN-Daily, acorde!
Ela abriu os olhos com dificuldade devido à claridade e viu Erone e Burt debruçados próximos a ela.
- O que houve? – perguntou ela confusa, colocando a mão na cabeça que estava dolorida.
- Pensei que você tinha morrido. – falou Erone.
- Isso já aconteceu outra vez... – falou ela. – Não se preocupem.
- Você está bem? – perguntou Burt preocupado.
- Estou bem...
- Por que Ahua fez isto? – Questionou ele.
- Eu... Não fui respeitosa. – disse ela.
- Daily, ele não poderia ter feito isso... Na frente de todos. Você deve procurar Ahau e dizer o que houve. Ele precisa tomar providências. – disse Burt.
- Eu nunca falei com Ahau. – disse Daily confusa.
- Ahau é um homem do bem. – disse Erone. Ele olhou para os lados e disse em tom baixo: - Se Ahua não estiver por perto talvez tudo saia bem e ele lhe ouça.
Ela foi levantando devagar, ainda se sentindo um pouco tonta.
- Quando eu estiver melhor prometo pensar nisso. – disse ela para acalmá-los.
Ela ficou de pé e continuou seu trabalho. Seu corpo ainda pesava e sentia a sensação de febre. Mas sabia que não havia outra coisa a fazer a não ser cumprir com o trabalho que lhe era destinado. Seguiu ajudando na colocação das pedras nos lugares e acabou observando que finalmente o serviço estava saindo do lugar... O muro estava criando forma, como era previsto. Daily teve medo que em pouco tempo estivessem isolados para sempre ela nunca mais pudesse ver Mark... Ou Moa. E era o que aconteceria. Assim que a noite caiu eles foram liberados para retornarem para suas casas. Burt e Erone acompanharam Daily preocupados. Quando chegou ela se alimentou um pouco e foi deitar. Realmente estava muito cansada. Erone foi até a cabana de Ahau anunciar o casamento de Burt e Daily para a próxima lua. Ela não gostava das noites, onde via a lua solitária da janela de seu quarto. Naqueles momentos só conseguia pensar em Mark. Seu coração doía de saudade e vontade de vê-lo novamente. Mas não seria naquela noite, pois ela não tinha condições de levantar da cama de forma alguma.
Quando Daily abriu os olhos, percebeu Erone parado observando-a. ela sorriu feliz por vê-lo ali.
- Filha, Ahau aceitou o casamento entre você e Burt. Já foi anunciado aos Kasenkinos. E na próxima lua, poderá livrar-se deste véu. Então poderei ver se você se parece com sua linda mãe.
Daily sorriu sob o véu, demonstrando felicidade com a comparação com a mãe.
- Hoje você se sente melhor, Daily? – perguntou ele.
- Sim... Estou bem melhor.
- Então lamento lhe informar, mas precisamos nos preparar para o trabalho.
Daily estava bem disposta naquela manhã, livre do mal estar e da febre do dia anterior. Foi até o rio e banhou-se calmamente, sentindo a água gelada lavar seu corpo e seu cabelo sujo. Preparou algo para comerem antes de saírem.
- Papai, temos pouca comida. – observou ela.
- Realmente está difícil para caçar, Daily, pois tenho pouco tempo. Até mesmo a horta está morrendo, pois as mulheres estão tendo que trabalhar no muro para adiantar a obra... Não sei como vamos nos virar enquanto esta muralha não estiver pronta.
- E em minha opinião esta muralha é uma loucura, meu pai. Uma construção inútil.
- Ahau acha que estaremos seguros e não seremos mais atacados.
- E o que faremos trancados neste lugar se até nossa comida está acabando?
- Os comerciantes trouxeram mudos de café que vingou em nossas terras. Foram compradas dos Naiguãs. Ouvi dizer que alguns Kasenkinos ficarão responsáveis somente por este plantio, sendo liberados da construção. Não sei em quantas estações terminaremos isso... Mas esperam que seja logo.
- Isso é impossível... Logo chegará o inverno e ficará mais difícil. Não sei como será tudo isso... Sem contar que não teremos mais nada além do que produzirmos... E bem sabemos que não produzimos quase nada a não ser alguns legumes na horta, papai. E como nos vestiremos? Usamos tudo que os Naiguãs nos trazem...
- Bem, eu sei algo sobre isso... Mas preciso que você guarde segredo.
- O que o senhor sabe, meu pai?
- Ahau e Ahua estão planejando atacar os Naiguãs e roubar o que precisamos para sobreviver...
- Como assim? Isso é loucura.
- Precisamos de sementes, matéria prima para roupas, pedras e outras coisas que só eles tem.
- Isso seria uma nova guerra com outro povo...
- Provavelmente acontecerá somente quando o muro estiver quase pronto. Haverá menos riscos de sermos atacados. Os Naiguã são um povo muito forte... Talvez mais que o reino de Machia.
- Meu pai, o senhor concorda com isso?
- Não concordo, mas também sei que não temos como sobreviver aqui para sempre fechados sem termos algumas coisas que somente o povo Naiguã tem.
- Mas roubar não é a melhor alternativa. Iniciar uma guerra por coisas que devemos comprar deles...
- Jamais teríamos como pagar por tudo que precisamos. Mas não importa se eu concordo ou não, Daily. Sabe que não temos direito de intervir ou questionar as decisões de Ahau. Ele é nosso líder absoluto.
- Sei que não podemos intervir, mas podemos sim nos questionar e falarmos sobre isso... É nosso destino que está em jogo... E nossas vidas.
- Agora temos que nos preocupar em terminar logo a construção desta muralha para podermos viver um pouco mais tranquilos depois.
- Não sei o que se passou na cabeça deles quando tomaram esta decisão de nos isolarem do mundo, meu pai... É um trabalho muito árduo... Demoraremos muito tempo para acabar. E a sensação que tenho é de que não terminaremos nunca.
- Precisamos trabalhar agora... Ou realmente nunca terminaremos. – observou ele.
Daily trabalhou bastante naquele dia. Sabia que não adiantava ficar se esquivando do trabalho pesado. Erone tinha razão quando dissera que quanto mais rápido acabassem, mais rapidamente também poderiam descansar. Eles precisavam muito de descanso. No entanto quando aquele muro estivesse acabado, não teriam mais nenhum contato com o mundo fora dali. Não conheceriam outros povos e ela jamais veria Mark novamente.
Os dias de trabalho eram intensos e cansativos, mas iam passando e ela tentava esquecer sua dor e saudade com relação ao príncipe de Machia.
Enquanto retornavam para casa, Daily perguntou ao pai:
- Quem foi escolhida para esposa de Ahau?
- Ademoore, filha de Jubilo.
- Ademoore? Eu nunca ouvi falar sobre ela...
- É uma jovem bela.
- Eu sinto pena dela.
- Não deveria, Daily. Ela e sua família nunca mais precisarão trabalhar. A vida dela mudará para sempre e será para melhor.
- Eu não gosto nem de pensar que você pensou na possibilidade de querer me oferecer como esposa dele, meu pai.
- Talvez tivesse sido melhor assim, Daily. Não estaríamos tão acabados com este trabalho como estamos agora.
- Prefiro ficar trabalhando para o resto da minha vida do que ficar ao lado de Ahau. – disse ela.
- Já pensou em conversar com ele sobre a agressão de Ahua?
- Talvez eu vá falar com ele hoje, já que o senhor e Burt insistem nisso.
- Precisa se dedicar agora ao seu casamento, Daily. Em breve chegará o dia e você precisa estar com tudo preparado.
Daily organizou algumas coisas em sua casa e decidiu que realmente precisava falar com o líder Kasenkino sobre a agressão que havia sofrido enquanto trabalhava. Logo chegaria o dia de seu casamento com Burt e ela estava imensamente triste com isso. Sentia-se traindo o amigo, pois já havia mostrado seu rosto a outro homem e também havia se apaixonado por ele. Enganava Burt de todas as maneiras e sentia que ele estava realmente atraído por ela, mas não sabia o que fazer para evitar aquilo. Na verdade não havia mesmo nada a fazer. Teria que seguir o casamento e esperar o tempo passar e o destino se cumprir.
Ela entrava na cabana de Ahau pela primeira vez. Era enorme, com teto úmido e baixo, mas muito bem feito. Ela foi convidada por uma criada a sentar-se no chão, em um tapete peludo e com cheiro bom, que ela não conseguia identificar do que era. Uma mesa enorme e bem feita, cheia de comidas, estava posta um pouco adiante. As divisórias eram de tecidos muito grossos e coloridos. Não chegava a ser bonito, mas também não era feio. Era bem diferente de uma casa normal dos Kasenkinos. Certamente os espíritos antigos se sentiam bem naquele lugar, pois ela não se sentia mal.
Uma jovem bastante magra, com cabelos escuros e lisos brilhantes, olhos escuros e profundos parou diante dela. Usava um longo e elegante vestido verde, com a pintura dos olhos da mesma cor e grandes pedras brancas na cabeça. Usava bonitos colares e braceletes e não usava véu.
- Deseja falar com Ahau? – perguntou ela.
- Eu gostaria, se possível. – confirmou Daily.
- Já foram chamá-lo para você? – questionou ela.
- Sim, obrigada.
Ela estava saindo quando Daily perguntou:
- Você é Ademoore?
- Sim... – confirmou ela. – Por que a pergunta?
- Será que poderíamos... Conversar algum dia... Só nos duas?
- Creio que não. – disse ela gentilmente. – Vou ver se Ahau está vindo.
Ela entendeu que Ademoore não queria falar com ela, mas a garota foi gentil ao dizer isso. Não demonstrava tristeza nem felicidade de estar ali, casada com o velho líder Kasenkino. Talvez se sentisse privilegiada, como o próprio Erone achava. Daily não achava que ser esposa de Ahau era um privilégio, pelo contrário. Se aquilo estivesse ocorrido com ela, certamente fugiria.
Ahau apareceu logo em seguida. Sentou-se em sua grande cadeira, na frente dela. Usava uma túnica branca longa por cima de sua calça branca larga de linho. Os pés estavam descalços sobre os tapetes que cobriam todo o chão. Ele era mais velho do que ela via de longe. Daily sentia-se um pouco insegura, pois era a primeira vez que falaria com o líder Kasenkino.
Daily estava sentada no chão. Levantou-se, curvou-se diante do líder e depois sentou-se novamente, cumprindo um ritual.
- Filha de Erone. – observou ele.
- Sim, Daily, filha de Erone. – confirmou ela.
- O que houve, Daily?
- Senhor, eu vim reclamar um ocorrido comigo.
- Pode falar, Daily, filha de Erone.
- Eu gostaria de reclamar uma agressão que sofri em frente a todos por Ahua.
- Ahua? – ele riu, mostrando os pequenos dentes brancos. – Ahua não costuma fazer coisas erradas. Afinal, ele criou as regras que devemos cumprir, não vejo sentido em vê-lo fazendo o contrário.
- Ele me deu uma bofetada ontem durante o trabalho de construção da muralha. Estavam todos vendo...
Daily observou Ademoore parada próximo deles, ouvindo a conversa.
- Ouviu isso, Ademoore? – perguntou ele olhando para o esposa.
- Ouvi, senhor.
- E o que acha disso?
- Se deseja saber minha opinião, meu marido, acho que Ahua não faria isso se não tivesse motivos.
Ahau olhou para Daily. Daily, por sua vez, olhou para Ademoore, incrédulo pelo que acabara de ouvir dela. Não havia dúvidas de que ela estava do lado de Ahua.
- O que você fez a Ahua, Daily? – perguntou Ahau.
- Apenas respondi as coisas que ele me perguntou. – disse ela.
- E quais foram as perguntas?
- Muitas perguntas, senhor... Respondia sem intenção de ofendê-lo, caso o tenha feito.
- Poderia ser mais objetiva, Daily?
Daily olhou para o líder Kasenkino. Não sabia o motivo, mas Ahau lhe dava segurança de alguma forma, como se não conseguisse mentir para ele. Uma sensação estranha se passava dentro dela.
- Eu realmente respondi de forma agressiva e ofensiva. – disse ela.
- Então sabemos que há uma explicação para Ahua ter feito o que fez. – disse ele.
- Entendo que não agi corretamente, senhor. Mas já aconteceu outras vezes de ele me procurar enquanto trabalho tentando desviar minha atenção e iniciando conversas sem ser de meu interesse. Ele também já me ofendeu com suas palavras.
- Alguma outra vez ele lhe agrediu como da última?
- Não. – confessou ela.
- Daily, tenho muita estima e consideração por seu pai. Mas infelizmente não posso fazer nada por você. Não acho que Ahua agiu de forma incorreta.
- Senhor, isso não está certo. Ahua tenta me forçar com conversas inconvenientes e irônicas... Provoca-me para que eu responda como respondi da última vez. Não é justo ser agredida como fui, na frente de todo meu povo...
- Terá um marido em breve e ele lhe defenderá de tudo que acontecer... Eu tenho certeza disso.
Daily percebeu que ele havia dado o assunto por encerrado e não havia dado a mínima importância para o que ela estava falando. Ela curvou-se aos pés dele e se retirou. As mulheres Kasenkinas não podiam ser humilhadas da forma como Daily foi, no entanto Ahau não fez nada porque quem fez isso foi seu feiticeiro e mentor Ahua. Ademoore estava visivelmente gostando da vida que levava como esposa do líder Kasenkino e certamente estava do lado de Ahua. Daily sentiu-se envergonhada de ter ido até lá e fazer o que fez. Ahua certamente saberia o que ela havia feito e a situação ficaria ainda pior.
Daily conseguia sentir as mãos de Erone junto das dela. Não sabia o que sentia naquele momento com relação a ele. Uma vida inteira de mentiras... Sentimentos que ela não sabia mais identificar. Sentia afeto por ele. Fora bom com ela tantas vezes... Mas ainda assim a oferecera em casamento ao próprio pai. Quem conseguia fazer isso e depois viver normalmente? Ele, o homem que trouxera a cabeça do rei Pollo para ser queimada entre os Kasenkinos. O homem que matou mais pessoas que todos os Kasenkinos juntos. Como Darla pudera amar aquele homem? Quem era Darla na verdade? Nem sequer Moa sabia daquele segredo que os dois esconderam. Sentimentos bons e ruins se misturavam a dor horrível que ela sentia. Um líquido quente escorreu por suas pernas e ela sabia que o bebê iria nasce
- Mas... Por que fizeram isto, Burt?- Ahau lhes prometeu ouro, muito ouro, se eles ajudassem na construção da muralha. E assim eles fizeram...- E de onde Ahau tiraria ouro para lhes dar?- Não havia ouro algum... Ahua mentiu para eles. E agora eles vão matar todos. Será o fim dos Kasenkinos. – disse ele rindo nervosamente, com os olhos não parando de mexer nunca.Percebia-se que ele estava visivelmente abalado com tudo e não parecia estar pensando bem. Falava rápido, olhava para todos os lados, com muito medo.- Burt... Você tem certeza de que eram os Naiguãs?- Sim... Muitos deles... Nunca vi tantos... Todos montados nos cavalos, seres místicos dos deuses.- E Ahua?- Mataram Ademoore... E muita gente.Daily o abraçou. Ela tinha tanto medo, mas Burt parecia estar mais amedrontado do que ela.- Burt, meu amigo, o que fizeram
Daily percebeu que Ika estava falando devagar, parecendo ter dificuldade em pronunciar as palavras.- Ika, você está bem? – perguntou ela preocupada.- Não me sinto muito bem...Daily podia ver o suor escorrendo pelo rosto dela e parecia estar sem ar. Daily gritou em desespero por socorro. Logo os empregados vieram em seu auxílio. O nervosismo tomava conta de Daily. Percebeu em sua boca uma espuma esbranquiçada. Quando o doutor chegou, ela ainda segurava na mão de Ika.Não demorou até que fosse dado o motivo da morte:- Envenenamento. – disse o doutor.- Como? – perguntou Daily chocada.- Um veneno forte, com certeza. Mas nada mais pode ser feito por ela, infelizmente. Era uma boa mulher. Fiel criada do rei Pollo e depois do rei Mark.Daily olhou para a xícara de chá próxima da cama e gritou em lágrimas:- Não pode
Mark entrou no quarto rapidamente, muito preocupado.- Daily, o que houve? Eu soube que o médico veio vê-la. Você está doente? Passou mal?- Está tudo bem, Mark. – disse ela deitada confortavelmente na cama.- Eu sabia que Sherylin não a deixaria em paz... Foi por isso que eu a proibi de entrar no castelo.- Ela não teve culpa... Inclusive me pediu desculpas. Disse que irá embora de Machia.- Sherylin lhe pediu desculpas? Sinceramente eu não acredito nas desculpas sinceras dela.- Ela pode ter percebido que nosso amor é real, Mark. Talvez tenha decidido não mais acabar com nossa felicidade. Que de nada adiantaria nos fazer mal...- Daily, não se iluda com Sherylin. Se tem uma coisa que ela sabe muito bem é como manipular as pessoas.- Eu não me importo com Sherylin, Mark. Tenho coisas mais importantes a tratar com você.
Daily despertou com os raios de sol batendo em seu rosto. Ika estava abrindo a janela para o sol entrar no quarto. Ela olhou para o lado e percebeu que Mark não estava mais ali. Ela levantou a cabeça e sentiu-se muito bem. Nem parecia que havia estado péssima nos últimos dias.- Parece bem melhor, senhora. – disse Ika sorrindo.- Realmente Ika, pareço uma nova pessoa.- Gostaria de banhar-se?- Eu adoraria.- Então me acompanhe, por favor.Ika levou Daily até um enorme quarto de banho. Jamais ela imaginou tomar um banho com água quente e perfumada. Os Kasenkinos não acreditariam que aquilo era possível. Mais uma vez ela fez comparativos e ficou chocada de quantos costumes diferentes entre os dois povos que viviam tão próximos.- Você vai ficar me olhando? – perguntou Daily para Ika.- Sim... Caso a senhora queira que eu a esfre
Daily estranhava um pouco ter Ika o tempo inteiro com ela, perguntando se queria algo, anunciando quem chegava, o que acontecia. Servia-lhe o tempo todo. Talvez com o tempo acostumasse com aquilo, mas por enquanto sentia-se um pouco presa. Talvez sentisse falta de sua liberdade, seus vestidos folgados, seus cabelos soltos e seus pés descalços pela floresta. Era acostumada a fazer as coisas pelos outros e não o contrário. As mulheres Kasenkinas nasciam para servir e não pra serem servidas. Primeiro serviam os pais e as mães até se casarem e servirem ao marido e aos filhos.Ela olhou para o enorme travesseiro ao lado do seu. Passou a mão com carinho depois sentiu o cheiro de Mark. Nem acreditava que ele havia passado a noite com ela, lhe dando tanto carinho que ela jamais imaginou receber. Tudo parecia um sonho. E naquele momento ela teve certeza que entre a liberdade, os pés descalços e a floresta, ela escol







