Compartilhar

Capítulo 25

last update Data de publicação: 2021-09-08 03:13:23

Ela ficou calada, confusa com as palavras dele:

- Agora somos casados. –disse ele.

- Eu não sou sua esposa, Burt. Já estou casada com outro homem. Este casamento não valeu nada perante os deuses, entendeu?

- Você será minha... Quer queira ou não.

- Não se atreva a encostar em mim. – falou ela em voz alta enquanto ele se aproximava.

- Daily, meu amor... Não entende que eu preciso de você?

Ela foi se afastando e ele indo em sua direção. Ela sentiu muito medo. Não reconhecia seu amigo Burt naquele homem cego de desejo... E talvez amor.

- Usarei de meus direitos para torná-la minha esposa. – disse ele.

Daily não segurou as lágrimas. Estava com muito medo. Nada estava saindo como o planejado. Jamais esperou aquela atitude de Burt.

- Vou reclamar meus direitos com seu pai... Ele me deu uma esposa que não é pura... Fui enganado por vocês. Seu pai será sacrificado, juntamente com você.

Ela se aproximou dele, em prantos e disse:

- Por favor, Burt... Não faça nada. Acalme-se.

- Você não tinha o direito de me enganar desta forma, Daily.

Ela viu lágrimas nos olhos dele. Burt também sofria. Será que ela havia sido realmente tão cruel com ele?

-Burt, por favor... Acalme-se. Nós precisamos conversar sobre isso tudo.

Daily não tinha muito o que pensar... Burt estava transtornado e fora de si. E ela não poderia deixar ele tocá-la, o que era claramente sua intenção.

Ele parou e pareceu pensar um pouco e ficar mais calmo. Depois ele disse:

- Você tem até a próxima lua para se entregar a mim e ser minha mulher de fato, como é meu direito enquanto Kasenkino. Se isso não acontecer, contarei tudo a Ahau e...

- E você morrerá, junto de mim e meu pai. – completou ela, sabendo que era isso que aconteceria.

- Não me importo. Morrerá junto e não será deste homem que a roubou de mim.

Burt saiu para outro cômodo e Daily ficou ali, na casa pouco conhecida e nada acolhedora. Ela foi até a janela aberta e olhou para o céu estrelado. Por que tanto sofrimento? O que os deuses haviam reservado para ela? Ela olhou o anel brilhante em seu dedo e o alisou com carinho, para depois apertá-lo contra seu peito. Como precisava de Mark junto dela naquele momento... Ela deixou que as lágrimas rolassem grossas e quentes por seu rosto por muito tempo... Até que conseguisse se sentir um pouco mais calma. Imaginava que Burt havia dormido, pois não havia nenhum som vindo da casa e muito tempo já havia se passado. Ela saiu da casa e se dirigiu à floresta, para o lugar onde encontraria seu verdadeiro marido.

Quando Daily avistou Mark saiu correndo em sua direção e se jogou em seus braços.

- Como você demorou. – disse ele apertando-a contra si, com força.

- Foi difícil sair da casa de Burt. – falou ela.

- Ele tocou em você? – perguntou Mark afastando-a e olhando em seus olhos.

- Não... Ele cumpriu com o que prometeu.

Ela decidiu que não contaria a ele tudo que havia acontecido, pois não queria preocupá-lo ainda mais. Sabia que conseguiria resolver sozinha aquela situação com seu falso marido.

- Daily, não trago boas notícias. – disse ele.

- O que houve, Mark?

- Vou precisar me ausentar por um tempo... – falou ele.

- Por quê?

- Nosso reino foi atacado pelos Naiguãs. Estamos produzindo tudo que precisamos em Machia e eles não aceitam muito bem o fato de não serem os únicos comerciantes nos reinos próximos. Saquearam várias casas e tentaram entrar no castelo. Por sorte não conseguiram, apesar da baixa guarda. Mas como você bem sabe, eles são um povo muito forte e podem ser cruéis quando querem. Não posso arriscar meu reino. Vou em busca de aliados nos reinos que eu encontrar. Preciso estar preparado para uma batalha, caso ocorra. Estou praticamente sozinho, sem guerreiros... Também perdi Terry, a Guerreira do Sol, que muito nos ajudava. Só o fato de ela estar na batalha já deixava muitos homens com medo. Preciso reerguer meu exército.

- Posso fazer algo para ajudar?

- Sim... Espere por mim. Voltarei o mais rápido que puder.

- Sempre estarei esperando por você, meu amor. Só não sei se suportarei a saudade que vou sentir.

- Sei que a saudade será minha maior fraqueza nesta viagem. No entanto, decidi que quando retornar, vou buscar você para morar no meu castelo, em Machia.

- Estarei esperando por você, Mark.

- Não se importaria se eu fosse até o povoado Kasenkino tomar você para mim?

- Não... – falou ela. – Faça o que quiser... Apenas me leve junto com você.  Sei que não poderemos viver escondidos para sempre.

- Trarei o maior número de guerreiros que eu conseguir... E vou até o povoado Kasenkino para buscá-la.  Eu prometo.

- Mark, posso lhe fazer um pedido?

- Claro, Daily... Pode me pedir qualquer coisa.

- Aconteça o que acontecer... Não mate meu pai, por favor.

- Eu prometo que não farei isso, mesmo que seja minha vontade. Mas não o matarei porque amo você. Não quero que sofra a morte dele como eu sofri a de meu amado pai.

- Mark, como você pode ser tão nobre e bondoso? Tenho medo que você me esqueça ou deixe de me amar algum dia.

- Daily, eu escolhi você para minha esposa. Amo você acima de qualquer coisa e jamais isso irá mudar.

- Como vou saber que está próximo de seu retorno?

Ele colocou a mão sobre seu seio, apertando levemente até seu coração.

- Ele lhe dirá... Eu tenho certeza.

Ela o abraçou.

- Senti seu sofrimento. – disse ele de repente.

- Como?

- Meu coração me disse... Toda sua angústia e dor estiveram comigo nesta noite.

- Mark...

- Quando você sofre, eu sinto isso... Meu coração me diz.

- Como sobreviverei longe de você nestes dias? Não sei se conseguirei.

- Não diga isso... Você é uma mulher forte.

- Como suportar o dia sabendo que você não estará aqui durante a noite?

Daily o abraçou como se fosse a última vez. Realmente não sabia se conseguiria suportar a dor e a saudade de não vê-lo durante as noites. O amor que sentia por ele era tão intenso que não se via sem aquele homem em sua vida. Ele era lindo, doce, gentil, nobre e tinha um coração enorme, que se preocupava com tudo e todos. Mark tinha certeza de que aquele encontro entre os dois havia sido planejado pelos deuses.

Eles se amaram intensamente sob a luz da lua e das estrelas, pois não sabiam quanto tempo demoraria para seus corpos se encontrarem novamente. Mas sabiam que suas almas estavam ligadas para sempre, talvez por toda a vida, antes mesmo de se conhecerem.

O tempo quando estavam juntos parecia que passava mais rápido que o normal. E já estava em hora de despedirem-se novamente:

- Mark... Quanto tempo terei que esperar por você?

- Não tenho como dizer ao certo, meu amor.

Ela sentiu uma imensa tristeza invadir seu coração.

- Como viver sem você? – disse ela sentindo as lágrimas rolarem por seu rosto.

- Daily, mantenha-se viva... Por mim. Eu voltarei... Por você.

- Prometa que voltará... Prometa que ficará bem...

- Eu prometo... Não fique assim, tudo correrá bem.

- Então por que sinto que esta é a última vez que o verei?

Ele levantou a cabeça dela e a fez olhar em seus olhos:

- Não diga isso... Sim, esta será a última vez que nos vemos às escondidas. Quando eu lhe encontrar novamente, todos saberão do nosso amor... Os Kasenkino e Machia. E terão que aceitar isso.

- Eu preciso ir... – disse ela.

- Lembre que te amo e farei tudo por você. – disse ele.

- Mark, como o amo...

Ela não conseguia partir. Por algum motivo não conseguia deixar Mark naquela noite.

- Vá, Daily, antes que eu não a deixe partir nunca mais.

Ela se foi, correndo sem olhar para trás. Seus olhos estavam marejados e ela sentia o gosto salgado das lágrimas na boca. Ainda assim corria sem parar pelo caminho cheio de árvores e mato machucando suas pernas. Parecia que a partir daquele momento, nada mais tinha sentido em sua vida.

Os próximos dias que se passaram eram iguais para ela. Sem sentido, tristes e sombrios. Ela trabalhava durante o dia na construção da muralha, fazia o jantar para o falso marido durante a noite e não trocavam nenhuma palavra. Isso acontecia desde o casamento. Burt não a evitava, mas também não falava com ela. Erone também evitava sequer olhá-la. Todas as noites ela olhava para o céu e procurava na lua respostas sobre como Mark estava. Mas tanto a lua quanto seu coração lhe negavam qualquer resposta. Ela pensou em procurar Moa, mas sabia que Burt a vigiava dia e noite, o que impedia que ela saísse de forma segura.

Aquela tarde estava quente e Daily suava bastante enquanto trabalhava carregando as gigantescas pedras para a muralha. Ahua chegou até ela ofegante, e disse:

- Venha comigo.

Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, ele a pegou forte pelo braço e a levou sem cerimônia, não se importando com o que os demais pensavam.

- Para onde está me levando? – perguntou ela confusa e amedrontada.

- Apenas venha comigo... Eu lhe explico no caminho.

Daily não retrucou. Seguiu os passos dele rapidamente, percebendo a aflição do feiticeiro. Logo percebeu que estavam indo em direção à cabana de Ahau.

- O que está acontecendo, Ahua? – perguntou ela novamente.

- Ahau... Ele está morrendo.

- Você o matou? – perguntou ela perplexa.

- Claro que não, Daily. Você acha que eu seria capaz disto? Fui buscá-la apenas porque ele me pediu.

- O que ele pode querer comigo? – perguntou ela confusa.

- Venha... E pare de falar.

Daily seguiu Ahua por dentro da enorme cabana. Logo estava frente a frente com Ahau, o velho líder Kasenkino, confortavelmente deitado em sua cama, com olhos entreabertos e com um péssimo semblante.

- Você veio, minha jovem... – disse ele com voz fraca ao vê-la.

- Senhor... O que deseja de mim? – perguntou ela reverenciando-o.

- Daily, como você vê, nosso líder está morrendo. E os velhos espíritos me disseram que você tem algo para contar a ele. Então é melhor dizer agora, antes que seja tarde.

Daily ficou calada e confusa. Depois foi ate Ahua e disse em voz baixa para que Ahau não ouvisse:

- O que eu sei é sobre você... Deseja que eu lhe conte?

- Daily, o que você sabe Ahau precisa saber para que o espírito dele possa se juntar aos dos antigos líderes. O que você sabe sobre mim em nada ajudaria nosso líder, não é mesmo?

Daily ficou confusa. Por momentos achava que Ahua era um falso feiticeiro e não tinha nenhum dom em falar com espíritos. Mas naquele momento parecia que sim, que ele realmente tinha esta ligação com os que não mais estavam ali entre eles.

- Eu não sei nada...  – falou ela.

Ela estava com medo. Não sabia ao certo se devia contar o que sabia. Mas vendo Ahau ali, tão fraco e indefeso, ela achou que ele precisava saber da verdade.

Ela se aproximou devagar e disse:

- Senhor...

- Sem demora, minha jovem... Eu não tenho muito tempo... – disse ele com voz fraca e palavras saindo lentas de sua boca.

- O senhor tem um filho. – disse ela em voz baixa, mas certa de que tanto Ahau quanto Ahua a escutavam.

- Um filho? – perguntou Ahua incrédulo. – Isso não é possível.

- Eu? Um filho? – falou Ahau e Daily conseguiu percebeu um sorriso no canto dos lábios dele.

Daily não sabia ao certo como contar de forma rápida, pois sabia que ele tinha pouco tempo. Também não queria impressioná-lo ainda mais, mesmo sabendo que ele estava embevecido com o que estava sendo lhe dito.

- Senhor, quando Terry foi banida, ela estava grávida, esperando um filho seu...

- Sim, o senhor tem um herdeiro e os Kasenkinos um novo e legítimo líder.

- Onde ele está?

- Ele está no reino de Machia... Terry o deu a uma mulher do reino.

- Se estava em Machia... Não pode estar vivo... Todos foram mortos...

Talvez ele tivesse razão. Ela mesma já pensara nesta probabilidade. Ironicamente Ahau talvez era o responsável pela morte de seu próprio filho quando mandara matar todos os homens em Machia.

- Menina, me prometa uma coisa... Que tentará saber se meu filho está vivo... Enquanto isso meu amigo Ahua tomará conta de todos vocês... Mas somente até que meu herdeiro retorne. Nosso povo precisará dele, assim como precisou de todos os líderes até hoje. Ele é o legítimo herdeiro e líder dos Kasenkinos.

Estas foram as últimas palavras de Ahau, o líder Kasenkino. Depois disso ele fechou os olhos e morreu. Daily ficou ali, sem saber o que fazer.

- Daily, como você soube disso? Quem lhe contou? – perguntou Ahua pegando-a com força pelo queixo, obrigando-a a olhar nos olhos dele.

- Eu...

- Foi o velho Moa, não é mesmo? Eu sei que foi ele...

- Não foi Moa... Quem me contou foi Terry.

- Sua mentirosa. Terry está morta.

- Terry me confessou antes de morrer. – disse ela para não expor Terry e Moa, pois sabia que se ele soubesse que ela estava viva, iria atrás dela.

- Não há como você ter encontrado ela viva depois de tanto tempo... Isso é impossível.

- Pois saiba que ela viveu, sim, todos estes anos. E eu soube por ela... Antes de ela morrer em meus braços.

- Se o filho de Ahau realmente sobreviveu a tudo que aconteceu com Terry, certamente não teve tanta sorte na invasão dos Kasenkinos à Machia.  Certamente morreu junto de todos os homens do reino.

- Você não pode ter certeza disto... Ninguém tem.

- A partir deste momento eu sou o novo líder Kasenkino. E você está proibida de falar sobre isso com qualquer pessoa, bem como procurar o filho de Ahau.

Daily olhou para o corpo sem vida de Ahau na cama.

- Você não pode fazer isso... Ahau me pediu... Eu prometi a ele que procuraria.

- Você se calará sobre tudo que viu ou foi falado aqui hoje. Se insistir nesta história eu vou matar você, seu marido e seu pai.

Daily olhou incrédula para ele e disse:

- Como você pode? Eu odeio você...

Ela saiu correndo dali. Não queria mais olhar os olhos sombrios daquele homem horrível. Ela voltou para a casa de Burt, onde agora era seu lar. A saudade de Mark aumentava ainda mais...

Continue a ler este livro gratuitamente
Escaneie o código para baixar o App

Último capítulo

  • A Saga dos Kasenkinos   Capítulo 34

    Daily conseguia sentir as mãos de Erone junto das dela. Não sabia o que sentia naquele momento com relação a ele. Uma vida inteira de mentiras... Sentimentos que ela não sabia mais identificar. Sentia afeto por ele. Fora bom com ela tantas vezes... Mas ainda assim a oferecera em casamento ao próprio pai. Quem conseguia fazer isso e depois viver normalmente? Ele, o homem que trouxera a cabeça do rei Pollo para ser queimada entre os Kasenkinos. O homem que matou mais pessoas que todos os Kasenkinos juntos. Como Darla pudera amar aquele homem? Quem era Darla na verdade? Nem sequer Moa sabia daquele segredo que os dois esconderam. Sentimentos bons e ruins se misturavam a dor horrível que ela sentia. Um líquido quente escorreu por suas pernas e ela sabia que o bebê iria nasce

  • A Saga dos Kasenkinos   Capítulo 33

    - Mas... Por que fizeram isto, Burt?- Ahau lhes prometeu ouro, muito ouro, se eles ajudassem na construção da muralha. E assim eles fizeram...- E de onde Ahau tiraria ouro para lhes dar?- Não havia ouro algum... Ahua mentiu para eles. E agora eles vão matar todos. Será o fim dos Kasenkinos. – disse ele rindo nervosamente, com os olhos não parando de mexer nunca.Percebia-se que ele estava visivelmente abalado com tudo e não parecia estar pensando bem. Falava rápido, olhava para todos os lados, com muito medo.- Burt... Você tem certeza de que eram os Naiguãs?- Sim... Muitos deles... Nunca vi tantos... Todos montados nos cavalos, seres místicos dos deuses.- E Ahua?- Mataram Ademoore... E muita gente.Daily o abraçou. Ela tinha tanto medo, mas Burt parecia estar mais amedrontado do que ela.- Burt, meu amigo, o que fizeram

  • A Saga dos Kasenkinos   Capítulo 32

    Daily percebeu que Ika estava falando devagar, parecendo ter dificuldade em pronunciar as palavras.- Ika, você está bem? – perguntou ela preocupada.- Não me sinto muito bem...Daily podia ver o suor escorrendo pelo rosto dela e parecia estar sem ar. Daily gritou em desespero por socorro. Logo os empregados vieram em seu auxílio. O nervosismo tomava conta de Daily. Percebeu em sua boca uma espuma esbranquiçada. Quando o doutor chegou, ela ainda segurava na mão de Ika.Não demorou até que fosse dado o motivo da morte:- Envenenamento. – disse o doutor.- Como? – perguntou Daily chocada.- Um veneno forte, com certeza. Mas nada mais pode ser feito por ela, infelizmente. Era uma boa mulher. Fiel criada do rei Pollo e depois do rei Mark.Daily olhou para a xícara de chá próxima da cama e gritou em lágrimas:- Não pode

  • A Saga dos Kasenkinos   Capítulo 31

    Mark entrou no quarto rapidamente, muito preocupado.- Daily, o que houve? Eu soube que o médico veio vê-la. Você está doente? Passou mal?- Está tudo bem, Mark. – disse ela deitada confortavelmente na cama.- Eu sabia que Sherylin não a deixaria em paz... Foi por isso que eu a proibi de entrar no castelo.- Ela não teve culpa... Inclusive me pediu desculpas. Disse que irá embora de Machia.- Sherylin lhe pediu desculpas? Sinceramente eu não acredito nas desculpas sinceras dela.- Ela pode ter percebido que nosso amor é real, Mark. Talvez tenha decidido não mais acabar com nossa felicidade. Que de nada adiantaria nos fazer mal...- Daily, não se iluda com Sherylin. Se tem uma coisa que ela sabe muito bem é como manipular as pessoas.- Eu não me importo com Sherylin, Mark. Tenho coisas mais importantes a tratar com você.

  • A Saga dos Kasenkinos   Capítulo 30

    Daily despertou com os raios de sol batendo em seu rosto. Ika estava abrindo a janela para o sol entrar no quarto. Ela olhou para o lado e percebeu que Mark não estava mais ali. Ela levantou a cabeça e sentiu-se muito bem. Nem parecia que havia estado péssima nos últimos dias.- Parece bem melhor, senhora. – disse Ika sorrindo.- Realmente Ika, pareço uma nova pessoa.- Gostaria de banhar-se?- Eu adoraria.- Então me acompanhe, por favor.Ika levou Daily até um enorme quarto de banho. Jamais ela imaginou tomar um banho com água quente e perfumada. Os Kasenkinos não acreditariam que aquilo era possível. Mais uma vez ela fez comparativos e ficou chocada de quantos costumes diferentes entre os dois povos que viviam tão próximos.- Você vai ficar me olhando? – perguntou Daily para Ika.- Sim... Caso a senhora queira que eu a esfre

  • A Saga dos Kasenkinos   Capítulo 29

    Daily estranhava um pouco ter Ika o tempo inteiro com ela, perguntando se queria algo, anunciando quem chegava, o que acontecia. Servia-lhe o tempo todo. Talvez com o tempo acostumasse com aquilo, mas por enquanto sentia-se um pouco presa. Talvez sentisse falta de sua liberdade, seus vestidos folgados, seus cabelos soltos e seus pés descalços pela floresta. Era acostumada a fazer as coisas pelos outros e não o contrário. As mulheres Kasenkinas nasciam para servir e não pra serem servidas. Primeiro serviam os pais e as mães até se casarem e servirem ao marido e aos filhos.Ela olhou para o enorme travesseiro ao lado do seu. Passou a mão com carinho depois sentiu o cheiro de Mark. Nem acreditava que ele havia passado a noite com ela, lhe dando tanto carinho que ela jamais imaginou receber. Tudo parecia um sonho. E naquele momento ela teve certeza que entre a liberdade, os pés descalços e a floresta, ela escol

Mais capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status