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Capítulo 145: Silver Walton

مؤلف: Aghata Winters
last update تاريخ النشر: 2026-10-25 02:14:39

— Preciso de falar com alguém. Preciso de saber o que está a acontecer com ele.

— Assim que houver informações que possam ser partilhadas consigo, alguém virá falar-lhe. Entretanto, é importante que descanse.

A enfermeira levantou-se para verificar o soro e os valores registados no monitor. Eu, porém, mal conseguia prestar atenção ao que ela fazia.

— A polícia sabe o que aconteceu? — perguntei de repente.

A enfermeira olhou para mim.

— A polícia foi informada do incidente. É provável
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  • A Vingança da Noiva Perfeita    Capítulo 147: Silver Walton

    — Compreendo. A minha cliente está disposta a cooperar com as autoridades, mas acabou de recuperar a consciência depois de desmaiar e ainda se encontra sob observação médica. Antes de continuar a prestar declarações, quero conversar com ela e compreender melhor a situação. — Naturalmente — respondeu o agente. — Mas precisamos de esclarecer alguns pontos importantes, sobretudo em relação à arma e à presença de uma segunda pessoa no local. O meu advogado não respondeu imediatamente. Abriu a pasta, retirou um cartão e entregou-o ao agente. — Aqui estão os meus contactos. Podemos organizar a continuação da entrevista assim que a minha cliente estiver em condições de falar e depois de eu ter tido oportunidade de a aconselhar. A agente recebeu o cartão e examinou-o brevemente. — A nossa intenção é apenas estabelecer os factos. A investigação continuará independentemente disso. — E a minha cliente cooperará dentro dos seus direitos — respondeu ele, sem alterar o tom. A firmeza tranqu

  • A Vingança da Noiva Perfeita    Capítulo 146: Silver Walton

    O agente não me interrompeu. — O que aconteceu a seguir? Fechei os olhos por um instante, tentando organizar as recordações. — Começámos a discutir. Ele disse que eu era responsável pelo que lhe tinha acontecido, que a minha vingança o tinha levado àquela situação. Eu disse-lhe que nunca lhe pedira para atacar a Elsa. Depois, ele tirou uma arma. A agente endireitou-se. — Tem a certeza de que foi ele quem retirou a arma? Olhei diretamente para ela. — Tenho. A minha voz tremeu, mas não desviei os olhos. — Ele apontou-a para mim. Disse que eu tinha de lhe dar o dinheiro e tentou obrigar-me a sair do edifício com ele. Agarrou-me pelo braço e puxou-me na direção da saída. Eu tentei libertar-me, mas ele não me largava. Fiz uma pausa para recuperar o fôlego. A minha garganta estava seca, e a lembrança daquela mão apertada em torno do meu braço fez-me sentir novamente o medo que experimentara no edifício. — Tentei afastá-lo. Ele continuava a segurar a arma e nós começámos a lutar.

  • A Vingança da Noiva Perfeita    Capítulo 145: Silver Walton

    — Preciso de falar com alguém. Preciso de saber o que está a acontecer com ele. — Assim que houver informações que possam ser partilhadas consigo, alguém virá falar-lhe. Entretanto, é importante que descanse. A enfermeira levantou-se para verificar o soro e os valores registados no monitor. Eu, porém, mal conseguia prestar atenção ao que ela fazia. — A polícia sabe o que aconteceu? — perguntei de repente. A enfermeira olhou para mim. — A polícia foi informada do incidente. É provável que um agente venha falar consigo quando estiver em condições de prestar declarações. Fechei os olhos. Claro que a polícia fora informada. Um homem tinha sido atingido por um disparo, uma arma fora encontrada no local e havia uma testemunha. Não existia maneira de evitar que as autoridades investigassem o que acontecera. E eu teria de explicar tudo. Teria de contar que Adrien me ligara, que me pedira para me encontrar com ele e que, quando cheguei ao edifício, me confessou ter atacado Elsa c

  • A Vingança da Noiva Perfeita    Capítulo 144: Silver Walton

    Olhei uma última vez para Adrien. O homem continuava ajoelhado junto dele, à espera da ambulância. Eu queria aproximar-me. Queria saber se Adrien estava a respirar, se estava a piorar, se havia alguma coisa que eu pudesse fazer. Mas não conseguia mover-me. — Eu não queria… — murmurei, sem saber se estava a falar com o homem, com Adrien ou comigo mesma. — Eu não queria que isto acontecesse. A visão começou a ficar turva. Tentei agarrar-me à coluna, mas os meus dedos escorregaram pela superfície áspera do betão. O chão pareceu inclinar-se debaixo dos meus pés, e o som da voz do homem tornou-se distante, como se eu estivesse a ouvi-lo do outro lado de uma parede. O medo, a culpa e o choque misturavam-se dentro de mim, sufocando qualquer pensamento racional. A última coisa que consegui ver foi Adrien caído no chão. Depois, as minhas pernas cederam, o mundo escureceu à minha volta, e perdi a consciência. A primeira coisa que senti quando recuperei a consciência foi uma dor

  • A Vingança da Noiva Perfeita    Capítulo 143: Silver Walton

    Adrien estava caído no chão, sem se mexer, enquanto a arma se encontrava a alguma distância dele. Olhei para as minhas mãos, ainda trémulas, tentando recordar o instante do disparo. Eu tinha tentado afastá-lo. Tinha tentado libertar-me. Ele segurava-me com força, apontava-me uma arma e ameaçava obrigar-me a entrar no seu carro. Eu só queria escapar. Mas agora ele estava caído à minha frente, inconsciente, e eu não sabia se estava vivo. — Meu Deus… — murmurei. A minha voz saiu tão fraca que mal a reconheci. Dei um passo na sua direção, mas parei quase imediatamente. O medo mantinha-me presa ao lugar, enquanto a minha mente repetia o som do disparo vezes sem conta. Por mais que tentasse, não conseguia afastar aquela imagem da cabeça: Adrien a cair no chão, a arma a escapar-lhe da mão e o silêncio que se seguira. Eu tinha disparado contra ele. Não sabia exatamente como tinha acontecido. Não conseguia recordar o momento em que o meu dedo apertara o gatilho. Só me lembrava de lutar

  • A Vingança da Noiva Perfeita    Capítulo 142: Adrien Smith

    — Já conversámos. — Adrien, pensa no que estás a fazer. — Estou a pensar! Pela primeira vez, estou a pensar em mim! — Então pensa melhor. Se me fizeres alguma coisa, vais tornar tudo muito pior. Soltei uma gargalhada amarga. — Pior do que já está? — Sim! Porque ainda podes parar. Ainda podes entregar-te, explicar o que aconteceu e enfrentar as consequências sem acrescentares mais um crime a tudo isto. — Entregar-me? — repeti, incrédulo. — Queres que vá para a prisão e passe o resto da minha vida a pagar por tudo? — Quero que largues a arma! A voz dela elevou-se, e percebi que estava a começar a perder o controlo da situação. Dei um passo na sua direção. Ela recuou imediatamente. — Não te aproximes de mim — avisou. — Vais fazer o que eu digo. — Adrien, por favor… — Cala-te! A palavra saiu-me num grito. Agarrei-lhe o braço com a mão livre e puxei-a na direção da saída. Silver tentou libertar-se, torcendo o corpo para se afastar de mim. — Larga-me! — Vais entrar no meu c

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