Beranda / Romance / A bela do CEO / Capítulo 13 - Lembranças

Share

Capítulo 13 - Lembranças

Penulis: A escritora
last update Tanggal publikasi: 2025-10-31 08:51:23

Enquanto Vito falava, Umberto mal ouvia. Seus olhos haviam se perdido num ponto fixo da cafeteria, mas os pensamentos estavam distantes. E foi ali, no silêncio entre uma frase e outra, que ele se lembrou.

Como tudo começou.

O resort era luxuoso, rodeado por montanhas e jardins, a natureza se misturava com o requinte. Umberto havia ido a trabalho. Mais uma missão importante ao lado de Vito, para fechar um contrato milionário com uma empresa do setor farmacêutico. O lugar era agradável, mas para ele, até então, era apenas cenário de negociação.

Até que o seu o seu olhar foi capturado por uma figura feminina que parecia ser pintada por um exímio artista. Era ela.

Emilyke.

Ele a viu pela primeira vez à beira da piscina, com um vestido leve que esvoaçava com a brisa da tarde. Os cabelos loiros, longos, dançavam no ritmo do vento. A postura elegante, o caminhar confiante... Era como assistir a um desfile, um que ele jamais esqueceria.

E, por um capricho do destino, ela já era amiga de Vito.

— Ah, essa aqui você precisa conhecer — dissera o amigo, animado. — Emilyke, esse é Umberto Zanobi. CEO da Zanobi Corporation. Um homem importante... e insuportável — completou em tom de brincadeira.

Ela riu. E o som daquela risada ficou gravado nele como uma música rara.

— É um prazer, Sr. Zanobi — disse ela, estendendo a mão com leveza.

— O prazer é todo meu, Emilyke — respondeu ele, tentando disfarçar o impacto que aquela presença causava.

Foi assim. Tão simples, tão inesperado.

Dois mundos encontrando no meio de uma viagem de negócios. Entre cafés ao entardecer e jantares discretos no restaurante do resort, a conexão cresceu. Ela era inteligente, sagaz, de opinião forte, mas com um jeito doce de observar o mundo. Ele, acostumado a controlar tudo, se viu cativado por alguém que não precisava de nada dele.

De volta à cafeteria, Umberto piscou, como se o tempo tivesse dado uma volta completa.

— Cara — murmurou Vito, estalando os dedos. — Terra chamando Umberto... você congelou aí. Em que mundo estava?

Umberto sorriu de lado, ainda imerso na lembrança.

— No melhor deles. No momento em que conheci a mulher da minha vida.

Vito riu engolindo grande gole de café.

— E então, Humberto, enquanto você estava fora, eu fiz algo muito importante para nós — começou Vito, inflando o peito com orgulho. — Para o nosso crescimento, conhecimento, expansão como empresa e para alcançarmos o apogeu, na verdade!

Umberto, ainda com o copo de café na mão e as pálpebras pesadas, apenas arqueou uma sobrancelha, esperando pela revelação.

— Quando você adquiriu aquela propriedade... — Vito continuou gesticulando com entusiasmo — eu percebi algo. Aquilo ali é ouro puro! Um espaço fértil, generoso, isolado... ideal para gerar uma renda extra!

Umberto assentiu lentamente, confuso, tentando acompanhar.

— E aí me veio a ideia! — exclamou, como se estivesse anunciando a chegada de um novo império. — Nós podemos plantar milho naquele lugar!

— ...milho? — repetiu Umberto, sem expressão.

— Sim! Milho, meu caro! Já mandei máquinas pra lá, pessoal de confiança! Estão arando o terreno neste exato momento. Já visualizei: “Zanobi Agro”, com embalagens ecológicas, selos de qualidade, uma linha exclusiva de pipoca gourmet... É a diversificação que faltava!

Foi nesse instante que Umberto congelou.

Literalmente.

Vito ainda falava sobre espigas e safras, mas Umberto não ouvia mais nada. Em sua mente, um único pensamento repetia em eco:

"A propriedade da fazenda. A fazenda da Constantine. Ele... mandou máquinas. Arar o terreno."

O silêncio foi rompido apenas pelo som sutil do café respingando ao escorregar pela borda da xícara que agora tremia levemente na mão dele.

— Você... mandou máquinas... para a minha fazenda? — Umberto perguntou, com a voz baixa, rouca, como um trovão se preparando.

Vito, sem perceber o clima que se formava, apenas sorriu e respondeu:

— Exatamente! Fui adiantando as coisas. A vizinhança de lá vai amar!

— Vito... — Umberto colocou a xícara sobre a mesa com extremo cuidado, os olhos agora intensos, cheios de uma fúria contida. — Você... tem ideia do que fez?

— Fiz história, meu amigo! — respondeu Vito, animado. — A fazenda agora é um campo de oportunidades!

— A FAZENDA ESTÁ OCUPADA, VITO! — explodiu Umberto, levantando-se de súbito e batendo as mãos na mesa, fazendo o café estremecer. — Aquela terra não é para arar...por enquanto! A Carlota sabe da decisão?!—Você não pode tomar decisões sozinho!

O silêncio na cafeteria foi instantâneo. Olhares curiosos se voltaram para a dupla. Vito arregalou os olhos, enfim entendendo.

— Espera... aquela moça... a garota da charrete... ela ainda está lá?

— SIM! — grunhiu Umberto.

— Mas... a terra é sua! Eles são oportunistas. Agora não tem alternativa, ou sai por bem...ou sai por mal!

Umberto passou a mão pelo rosto, frustrado.

— Chama Carlota urgente! Reunião de emergência.

Ele se afastou, andando em zig zag, tentando controlar as emoções pois agora a cabeça doía novamente.

— Eu tenho que consertar isso. Pensou. Ou melhor — olhou para Vito, fuzilando o amigo— Ele tem que consertar. Fechando a porta do escritório atrás de si.

Vito tentou disfarçar o nervosismo com um sorriso sem graça. — Mandei arar o terreno, Umberto! Pensei que fosse uma boa ideia. Renda extra, entende?

— Boa ideia! Você tomou uma decisão dessas sem me consultar!

Poucos minutos depois, Carlota entrou apressada, segurando uma prancheta. Ao ver o estado de Umberto, entendeu que algo grave havia acontecido.

— O que foi agora? — perguntou, com o tom calmo de quem já conhecia os temperamentos ali dentro.

Umberto explicou a situação em detalhes, cada palavra saindo com esforço, e concluiu com um olhar indignado para Vito.

Carlota suspirou. — Eu já havia cancelado essa autorização. Sabia que não era algo para ser decidido assim, às pressas. Nenhuma movimentação na fazenda deveria acontecer sem o seu aval, senhor Zanobi. Vito, espero que você não leve para o lado pessoal pois todas as partes precisam ser envolvidas.

Umberto recostou-se na cadeira, passando a mão no rosto que ardia a cada toque. — Ainda bem... — murmurou, aliviado e cansado. — Ainda bem que alguém mantém o equilíbrio nesta empresa.

Carlota trocou um olhar rápido com Vito e, em seguida, voltou-se para o patrão. — Acho que o senhor deveria ir até lá verificar pessoalmente. Essas decisões... às vezes escapam do controle.

Umberto assentiu, ainda contrariado. — Sim. Irei amanhã mesmo. — E você irá comigo. —Disse apontando para Vito.

—Interessante! Vocês me dizem que tenho liberdade de tomar decisões. E agora estão me tratando pior que a um estagiário. — Disse arqueando um pouco as mãos em sinal de incompreensão.

—Sim! Você tem, mas não nesse nível.

—Bom... O dia foi um pouco exaustivo, sugiro terminar as assinaturas, organizar as mesas e depois irmos para casa. Disse Carlota em um tom brando.

— Pois eu...já estou indo. Se vocês não sabem, eu sou competente com os meus afazeres. — Se levantando e indo em direção a porta.

Após o expediente Umberto seguiu para a sua casa. Recebeu a visita do médico e foi devidamente medicado, assim a agonia que estava sentindo deu uma trégua.

Lanjutkan membaca buku ini secara gratis
Pindai kode untuk mengunduh Aplikasi

Bab terbaru

  • A bela do CEO   Capítulo 43 - Representante

    Os dias seguintes foram dedicados aos preparativos para a Feira do Empreendedor.Umberto e sua equipe organizaram tudo com cuidado. Um espaço foi alugado na própria comunidade, para que os moradores não precisassem se deslocar para longe. O local foi preparado para receber as pessoas com conforto, e não faltaram comida, bebidas e um ambiente acolhedor.Ainda assim, havia certa desconfiança.Quando os moradores perceberam que a Montreau Industries estava por trás do projeto, algumas pessoas preferiram manter distância.Afinal, a empresa de Edvaldo não era vista com bons olhos naquela comunidade.Durante anos, os moradores haviam convivido com os problemas causados pela fábrica instalada nas proximidades. Por isso, para muitos, aquela iniciativa parecia apenas mais uma tentativa da empresa de melhorar sua imagem diante das mídias.Mas Constantine conseguiu mudar aquela percepção.Ela não falou como representante da empresa.Falou como alguém que vivia ali.Contou um pouco da própria tra

  • A bela do CEO   Capítulo 42 - Projeto

    Depois da conversa com Vito, Umberto finalmente deixou a empresa.Os últimos dias haviam sido uma verdadeira correria.Três dias na casa de Edvaldo, conversas que preferia esquecer, documentos que ainda precisava analisar e, assim que havia saído da casa do pai, fora diretamente para a empresa.Nem sequer tivera tempo de passar em casa.Agora, enquanto dirigia de volta, sentia o peso daqueles dias sobre os ombros.Precisava descansar.Quando finalmente chegou, entrou em casa e deixou a pasta sobre o móvel da entrada. Tirou o paletó, afrouxou a gravata e soltou um suspiro profundo.— Finalmente...Seguiu diretamente para o quarto.Um banho quente e demorado parecia ser exatamente o que precisava naquele momento.Depois, vestiu uma roupa confortável e pediu algo para comer.Enquanto esperava o delivery, levou os documentos que Edvaldo havia lhe entregado para o escritório.Sentou-se na poltrona e abriu a pasta.Começou a analisar cada página com atenção.Havia informações sobre a comuni

  • A bela do CEO   Capitulo 41 - Amarras

    — Umberto, preciso conversar com você — disse Vito, assim que o amigo entrou na empresa.Umberto deixou a pasta sobre a mesa e soltou um suspiro cansado.— Certo, mas não agora. Acabei de chegar. Esses últimos dias foram uma loucura.Vito assentiu.— Tudo bem. Passo aqui mais tarde. Bom te ver, meu amigo.Ele já estava se afastando quando Umberto o chamou:— Ah, já que você está indo na direção da cafeteria, pede para alguém trazer um café caprichado e um pedaço de torta da Ludovica.Vito acenou positivamente.— Deixa comigo.Assim que saiu da sala, encontrou Nay no corredor.— Nay!Ela se virou.— Oi?— O chefe está pedindo café. Se vira e vai levar para ele agora.Nay congelou. Por um instante, sentiu o coração acelerar.— Eu?— Você mesma.Ela olhou para a porta da sala de Umberto. A lembrança daquela noite no restaurante voltou imediatamente. Pegou a bandeja e seguiu pelo corredor. A cada passo, suas mãos ficavam mais trêmulas. A xícara e os talheres balançavam sobre a bandeja, pr

  • A bela do CEO   Capítulo 40 - O abismo entre nós

    No terceiro dia, Umberto já não conseguia esconder a impaciência. Havia passado tempo demais naquela casa. Três dias. Três dias longe de sua empresa, de seus negócios e de tudo aquilo que havia construído com tanto esforço e dedicação. Mesmo que tivesse conseguido trabalhar remotamente em alguns momentos, sabia que precisava voltar. Naquela manhã, encontrou o pai no escritório. Edvaldo estava sentado atrás da enorme mesa de madeira, analisando alguns documentos. Umberto entrou sem bater. — Pai. Edvaldo ergueu os olhos. — Sente-se. — Não. Dessa vez eu vim avisar que preciso voltar. O homem pousou os documentos sobre a mesa. — Já? — Já estou aqui há três dias, pai. — E isso é muito? — Para mim, é. Edvaldo o observou em silêncio. Umberto continuou: — Preciso voltar para os meus negócios. A empresa de mim. Existem muitas coisas que preciso analisar e revisar pessoalmente. Não posso continuar afastado por tanto tempo. Ele esperava uma discussão. Ou então,

  • A bela do CEO   Capítulo 39 – Frente a frente

    — Eu sempre quis te orientar da forma correta, mas você sempre me desafiou — disse Edvaldo, com a voz carregada de ressentimento. Umberto o encarou. — Eu nunca quis fazer as mesmas coisas que você fazia. O rosto de Edvaldo endureceu. — Porque você é um frouxo! Mole, chorão. A sua mãe te arruinou com aquele jeitinho dela. Deixou você assim. Por alguns segundos, Umberto permaneceu em silêncio. Aquelas palavras atingiram um lugar que ele tentava manter protegido havia anos. Sua mãe. Edvaldo sabia exatamente onde tocar. Mas, daquela vez, Umberto não abaixou os olhos. Deu um passo na direção do pai e respondeu, com a voz baixa e firme: — Não foi minha mãe que me tornou diferente de você, pai. Mas foi justamente ela que me mostrou que eu não precisava me tornar um homem cruel para ser forte. Edvaldo ficou em silêncio. Umberto continuou: — Você chama de fraqueza tudo aquilo que não consegue controlar. Minha escolha, minha consciência, minha liberdade... até o amor que

  • A bela do CEO   Capítulo 38 - Conflitos do passado

    Após aquele dia cansativo na empresa, Umberto organizou os documentos que levaria na viagem. As malas já estavam prontas e, em poucos minutos, ele precisaria apenas entrar no táxi em direção ao aeroporto. Tudo estava perfeitamente organizado. Conferiu pela última vez os contratos, os relatórios e alguns documentos importantes. Pegou os últimos papéis e os colocou dentro da pasta escura que sempre carregava consigo. Era quase um ritual. Nada podia sair do lugar. Depois de verificar se havia esquecido alguma coisa, desligou o computador, apagou as luzes da sala e saiu. O corredor central estava praticamente vazio. Seus passos ecoavam pelo ambiente silencioso enquanto caminhava em direção às escadas. Antes de descer, pegou o celular e enviou uma mensagem para Emilyke. Ela também viajaria naquela noite, embora para um evento completamente diferente. Mesmo com a rotina corrida dos dois, Umberto fazia questão de saber se ela havia chegado bem ao aeroporto. Guardou o celular

Bab Lainnya
Jelajahi dan baca novel bagus secara gratis
Akses gratis ke berbagai novel bagus di aplikasi GoodNovel. Unduh buku yang kamu suka dan baca di mana saja & kapan saja.
Baca buku gratis di Aplikasi
Pindai kode untuk membaca di Aplikasi
DMCA.com Protection Status