Se connecterEmily abriu os olhos lentamente. A luz brilhava sobre seu rosto e, por um segundo, ela pensou que estivesse de volta em casa. Mas então percebeu que ainda estava sendo mantida em cativeiro.— Levante-se e coma — ouviu alguém dizer ao lado. Ela virou a cabeça lentamente e viu o homem que havia ordenado que aqueles invasores a levassem. Ela sabia que era ele, porque tinha ouvido sua conversa com Denovon. Sabia que tudo era por causa da empresa.Ela desviou os olhos do homem, seu corpo fraco de tanto chorar.— Eu disse para você se levantar e comer — Reuben falou novamente, desta vez com frieza. Ele não era o tipo de pessoa que tratava alguém com delicadeza.Emily não se moveu. Não fez nenhuma tentativa de sair da cama.— Não tenho tempo para os seus ataques de birra — disse Reuben bruscamente. Já fazia três horas desde que ele havia enviado os documentos de transferência para Denovon, mas não havia recebido resposta. Nenhum documento assinado. Nenhuma ligação. Nada.— Você tem dez segun
O ar no quarto ficou pesado, frio. A respiração de Denovon parou quando a voz do outro lado da linha ecoou novamente, baixa, provocadora e familiar demais.— Ela é realmente uma mulher linda, até mesmo quando chora de medo, Denovon — disse o homem novamente, com a voz carregada de diversão.Denovon fechou os olhos com força. Seu coração tremeu de dor ao ouvir que Emily estava chorando. Tudo o que ele queria era nunca ver uma única lágrima cair dos olhos dela. O pensamento de ela estar em perigo, indefesa, fez um fogo se acender em seu peito, uma fúria ardente e implacável que ele nunca havia sentido com tanta intensidade.— Você ultrapassou o limite, Reuben — disse Denovon com uma voz fria. Emily era seu ponto de ruptura, e ele não deixaria isso passar. Seu tom carregava um peso de finalidade, como a calmaria antes de uma tempestade que destruiria tudo em seu caminho.— É bom que você se lembre da minha voz. Isso me poupa o trabalho de me apresentar — disse Reuben com uma risada. — Co
Denovon dirigia como um louco que havia perdido a sanidade enquanto corria para casa. A ligação de mais cedo havia sido de Sra. Gloria, que o informou de que Emily tinha sido levada por pessoas desconhecidas que invadiram a vila deles. Seu coração batia acelerado de medo enquanto ele rezava para que aquilo não fosse verdade.Ele dirigiu direto para o condomínio e viu o portão de entrada completamente aberto. Os seguranças estavam do lado de fora, parecendo confusos e preocupados. Seu carro parou com uma forte freada em frente à vila. Seus olhos se arregalaram quando viu o enorme portão de ferro caído no chão. O portão havia sido completamente arrancado. Pedaços de metal e tijolos estavam espalhados por toda parte, e profundas marcas de pneus atravessavam a entrada.Ele saltou do carro e correu para dentro da vila. O cheiro de algo queimando ainda permanecia no ar. O lugar estava completamente destruído. Seu coração batia dolorosamente em seu peito.— Emily! — gritou, sua voz ecoando p
Em um canto da cidade, Evelyn entrou no restaurante com uma mulher que parecia familiar. As duas se sentaram a uma mesa e fizeram seus pedidos.— Pare de olhar para mim como se fosse a primeira vez que me vê. Você vai fazer as pessoas suspeitarem — disse a mulher calmamente, com um leve sorriso, enquanto começava a comer.— Sim, mas como você se parece com a minha irmã? — perguntou Evelyn com um sorriso forçado. Ela tentou agir normalmente, mas seu coração não estava em paz. A mulher sentada à sua frente se parecia muito com Emily... seu rosto, seus olhos, sua expressão suave. Apenas alguém que conhecesse Emily profundamente perceberia as pequenas diferenças.Evelyn tentou esconder sua inquietação, mas não conseguiu. Toda vez que a mulher falava ou se movia, ela se lembrava de Emily.Alguns dias antes, durante a reunião de comemoração, ela havia contado tudo a George... sobre o homem com a arma. Naquele dia, quando deveriam se encontrar no café, o homem bloqueou seu caminho. Ele mostr
Emily acordou de repente com sons fortes ecoando pela silenciosa vila. Seu coração disparou, batendo rápido de confusão. Por um momento, ela permaneceu imóvel, sem entender. Então seu nariz captou um cheiro forte—algo estava queimando.Seu peito apertou. O medo tomou conta dela. Ela saltou da cama, calçou os chinelos rapidamente e correu para fora do quarto para descobrir o que estava acontecendo.Assim que abriu a porta, uma fumaça espessa invadiu o corredor. O corredor estava completamente tomado por ela, girando como uma nuvem escura. Emily tossiu e levantou a mão para cobrir o nariz. O pânico percorreu suas veias. O que está acontecendo? Por que há fumaça dentro da vila?Suas pernas tremiam enquanto ela corria em direção às escadas. Mas, assim que chegou ao último degrau, uma voz ecoou com firmeza.— Senhora, volte para o seu quarto agora!Era Deborah. Ela já estava no corredor, movendo-se como um escudo. Sua arma estava em punho, e seus olhos atentos examinavam cada sombra. Seu r
Dentro da Vila de Denovon.— Já é fim de semana —disse Emily, desanimada, soltando um suspiro. Ela ainda estava deitada preguiçosamente na cama, com o rosto afundado no travesseiro.— Por que você está infeliz por ser fim de semana? —perguntou Denovon da escrivaninha, com os olhos fixos no laptop enquanto seus dedos digitavam rapidamente no teclado.— Tenho trabalho para fazer na empresa. Não gosto de ficar em casa sem fazer nada —respondeu Emily sinceramente. Ela nunca gostou de ficar ociosa. Permanecer em casa só a fazia sentir-se presa e sufocada.— Talvez eu devesse ir para a empresa —acrescentou ela, sentando-se, com os olhos brilhando um pouco diante da ideia.— Você não vai a lugar nenhum —a voz de Denovon a interrompeu imediatamente. Ele nem sequer levantou o olhar do laptop.Emily franziu a testa, fazendo um leve bico.— Mas eu não quero ficar em casa —disse, infeliz, cruzando os braços sobre o peito como uma criança emburrada.— Você vai descansar hoje —disse Denovon gentilm
A viagem de carro decorreu em silêncio. Emily e Denovon estavam sentados no banco de trás, ambos a olhar pela janela enquanto o motorista fazia curvas suaves pelas ruas da cidade. Não havia qualquer constrangimento — apenas silêncio, daquele tipo que não precisava de ser preenchido com palavras.
Quando Emily entrou no restaurante, ouvia-se ao fundo o som suave de música clássica. Os seus olhos percorreram o local e foi então que o viu. Um homem alto estava de pé junto à grande janela, com uma mão no bolso e a outra a segurar um telefone junto ao ouvido. Vestia um fato escuro que lhe ass
Dito isto, virou-se e subiu as escadas. As pernas pesavam-lhe, mas estava decidida. Entrou no seu quarto — o mesmo quarto onde chorara, sonhara e trabalhara arduamente. Sem perder tempo, pegou numa mala e começou a fazer as malas. Apenas a roupa de que precisava, os seus documentos e o pouco din
Bip... bip... bip... Os olhos de Emily Carter abriram-se lentamente ao som de um bip constante. Ela olhou para o teto branco e liso. Estava num hospital. A sua mão desceu até à barriga. Parecia lisa — já não havia barriga de grávida. Lembrou-se de ter dado à luz há pouco. O seu coração come







