تسجيل الدخولPOV: Cecilia HernándezSubi as escadas sem olhar para trás, com o eco dos passos dele se afastando ainda ressoando em minha cabeça. Cada som, cada palavra que ele havia pronunciado diante dela, atravessava-me como uma agulha invisível. Fechei a porta do meu quarto com força e apoiei as costas contra ela, deixando que o silêncio me envolvesse. Só então as lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto, quentes, rebeldes, traiçoeiras.Eu não queria chorar. Não devia fazer isso.Limpei o rosto com as mãos, quase com raiva, apagando qualquer vestígio de fraqueza. Não podia continuar permitindo que Liam Azacel tivesse esse poder sobre mim. Não era amor o que eu deveria sentir por ele… ou, pelo menos, era isso que tentava repetir para mim mesma várias vezes. Não podia continuar entregando meu coração a ele como uma tola, sabendo que, a qualquer momento, ele poderia parti-lo sem o menor esforço.— Chega, Cecilia… — sussurrei para mim mesma, com a voz quase reduzida a um fio trêmulo. — Já é o s
POV: Liam AzacelVer Cecilia empurrar Ece me obrigou a reagir imediatamente, e da pior maneira possível. Deus sabia que eu não queria gritar com Cecilia; ela havia se tornado alguém especial para mim, alguém em quem eu confiava até mais do que era capaz de admitir. Mas isso não me dava o direito de ficar parado enquanto ela machucava outra pessoa. Ece… ela era importante para mim, e ninguém, nem mesmo minha esposa apenas no papel, podia machucá-la daquela maneira.Vi a incredulidade nos olhos de Cecilia, aquela mistura de fúria e confusão. Era evidente que ela não entendia o que estava acontecendo, ou talvez fingisse não compreender. A tensão entre nós era insuportável e, embora nosso casamento fosse fictício, isso não me impedia de exigir respeito pela mulher que estava diante de mim. Porque, mesmo dentro dessa mentira, estava claro que eu precisava protegê-la, e eu não permitiria que os erros que havia presenciado minha mãe cometer por causa da irmã dela se repetissem.Respirei fund
POV: Cecilia HernándezO ar ficou pesado, quase insuportável, enquanto eu observava aquela cena do último degrau da escada. Sentia o sangue ferver nas veias, uma mistura de incredulidade e raiva que me impedia de pensar com clareza. Arya. Minha irmã. A mesma que havia destruído tudo o que um dia tive estava ali, de pé na casa dos Azacel… sorrindo.Dei um passo à frente, contendo o impulso de gritar com ela, e desci os degraus com passos firmes até ficar diante dela. Minhas mãos tremiam, mas minha voz saiu clara, carregada de desprezo.— O que você está fazendo aqui… irmã? — pronunciei a última palavra com um veneno que sequer tentei disfarçar.Ela, como se nada estivesse acontecendo, olhou para mim com aquela expressão doce que sempre fingia ter diante dos outros. Então, para minha surpresa, correu em minha direção e me envolveu com os braços.— Só vim fazer uma visita — disse com aquela voz melosa que revirou meu estômago.Seu perfume me envolveu por um instante, o mesmo que sempre u
POV: Cecilia Hernández— O que você disse? — perguntei em um fio de voz, tentando assimilar suas palavras. — Você encontrou Ece?Isso… isso significa que Ece é minha irmã Arya.Liam assentiu lentamente. Seu olhar permanecia firme em mim, mas seu tom, pela primeira vez, soou mais humano, mais sincero.— É isso mesmo, Cecilia. Descobri que tudo isso não passou de um mal-entendido. Você não era uma ladra. — Ele fez uma breve pausa, como se lhe custasse admitir o que diria a seguir. — Escute… não estou acostumado a pedir desculpas a ninguém, mas preciso fazer isso com você. Você sempre disse a verdade.Respirei fundo, tentando não deixar que percebesse minha confusão, embora fosse inútil. Por alguma razão que eu não compreendia totalmente, aquilo me inquietava profundamente. E eu o odiava por isso… por me fazer sentir daquela maneira.— Tudo bem — murmurei, contendo o tremor da minha voz. — Não precisa me contar mais nada.Não esperei que dissesse alguma coisa. Simplesmente me virei e saí
POV: Cecilia HernándezRespirei fundo enquanto Liam abaixava lentamente a pistola. O ambiente continuava carregado de tensão, cada segundo pesava como se o próprio cômodo estivesse prendendo a respiração. Seu olhar não se desviava de mim e, por um instante, senti que estava sendo observada não apenas como sua aliada, mas como alguém que havia conseguido tocar uma brecha em seu código, em sua própria humanidade.— Mande este homem para longe daqui — ordenou finalmente, com a voz firme, quase imperceptivelmente contida.Um dos guardas assentiu, com aquela obediência assustadora que surge quando alguém é treinado para agir sem hesitar. Rayner, ainda amarrado e desorientado, não entendia completamente o que estava acontecendo. A mordaça foi retirada de sua boca, e a primeira coisa que saiu dela foi um grito rouco e desesperado.— Não posso acreditar! — berrou ele, com os olhos injetados de sangue e raiva. — Como você pôde ser um traidor, Liam? Éramos sócios nos negócios! Você sabia perfei
POV: Cecilia HernándezLiam apertou os lábios e franziu a testa, como se tentasse decifrar uma resposta que lhe doesse aceitar. Olhou para mim com uma mistura de incredulidade e reprovação que quase me fez recuar.— Mas como você decidiu algo assim? — perguntou, com a voz grave. — Você não sente rancor por tudo o que esse pedaço de escória fez com você?Sua pergunta foi um golpe direto. Percebi em seus olhos o fogo antigo, a urgência de um homem acostumado a respostas mais simples: sim ou não, culpa ou vingança. Ele não conseguia conceber que alguém pudesse escolher algo fora desse esquema. Senti meu peito se apertar. Eu esperava aquele ataque, mas não a violência com que ele formulou a pergunta.Olhei diretamente para ele. Não estava tentando suavizar minhas palavras para agradá-lo, nem justificar meus motivos. Havia apenas alguns minutos, eu sentira a raiva crescer dentro de mim, quente e pura, como uma labareda que exigia ação. Mas também sabia quem eu era — quem queria ser — e ess







