Se connecterLauren tem dois empregos, aquele que ela sempre sonhou, ser professora e aquele que paga suas contas, striper em uma boate. Um o pai de uma aluno passa a frequentar o clube e se apaixona pela dançarina, sem saber que era a professora do seu filho. Os dois separados de um primeiro casamento e com medo de se envolver e de se machucar uma segunda vez. Será que vão conseguir enfrentar os desafios que a vida propõe e ficar juntos.
Voir plusDepois do divórcio e de ter ficado com um filho de apenas três anos, Alex mudou totalmente sua rotina. Todas as manhãs ele levava o pequeno Matheus para a escola, antes de ir para o banco do qual era dono. Naquele dia eles estavam atrasados e ele estava ao telefone dando algumas instruções quando chegaram até a porta da sala de aula e bateram. Sem muita demora, uma professora abriu a porta e olhou para os dois parados na porta.
Alex terminou sua ligação no momento em que a porta abriu. A professora era alta, quase tão alta quanto ele, usava uma legue, um moletom largo e óculos enormes para o rosto redondo que tinha. O sorriso que ela abriu ao ver Matheus comoveu o pai.
- Matheus, que bom que você veio! Eu estava te esperando para começarmos a dividir os grupos nas brincadeiras. – Matheus pulou no colo da professora todo feliz.
- Profe Lala, eu amo você. – O pequeno Matheus falou abraçando-a.
- Bom dia! Você é nova por aqui? – Alex sentindo-se ignorado pelo filho e percebendo que ainda não conhecia aquela professora resolveu perguntar.
- Bom dia, senhor Alex. Sou Lauren, eu estou nessa turma a uma semana, mas trabalho nessa escola a dois anos. Devido a alguns problemas de saúde a outra professora terá que se ausentar por alguns meses e eu a substituirei.
- Como sabe o meu nome? - Alex não havia se apresentado.
- Eu sei porque sou professora do seu filho e li a ficha dele para conhecer ele melhor, assim como fiz com as demais crianças. - Apesar de Lauren estar falando naturalmente, estava quase sem fôlego, pois nunca havia visto um homem tão bonito.
- Parece que meu filho gostou de você. Então seja bem vinda a essa turma. - Alex não sabia o que o tinha encantado em uma pessoa tão feia, mas sorriu para ela. Talvez o fato de seu filho gostar dela tivesse amolecido um pouco seu coração.
- Obrigada! – Assim que agradeceu, Lauren saiu correndo para ajudar uma criança que havia caído e Alex ficou impressionado com sua agilidade para atender a criança e o carinho com que ela tratava o machucado. Percebendo que ficou muito tempo parado ele saiu e foi trabalhar.
Matheus ficava na escola em tempo integral e geralmente se comportava muito bem. Lauren cuidava dele no turno da tarde, mas nesse dia, quarta-feira, ela ia de manhã, pois à noite tinha um compromisso. Aconteceu que a professora da tarde não foi trabalhar e ela teve que cobrir o turno dela também.
Alex chegou na escola quase atrasado para buscar seu filho. Ao entrar na sala percebeu que ele estava sozinho com Lauren. Ela estava sentada com ele no colo e cantando uma música popular. Alex se aproximou e quando Lauren o viu fez sinal para que fizesse silêncio, pois Matheus estava dormindo.
- Oi, desculpe o meu atraso. – Alex disse baixinho, pegando seu filho.
- Você não está atrasado. Os outros foram embora cedo hoje. – Lauren olhou para ele nos olhos azuis como uma piscina e teve vontade de se afogar neles, mas logo recobrou a consciência levantou e continuou. – Eu te ajudo a colocar ele no carro. Pegue a mochila no escaninho dele.
- Você tem uma boa agilidade para uma gordinha! – Alex disse.
- Você acha que eu sou gorda? – Lauren não tinha ouvido isso a muito tempo, ela havia perdido vinte quilos e ele ainda achava ela gorda.
- Desculpa, não quis ofender!- Alex sentiu-se envergonhado por seu comentário.
- Você não me ofendeu. Eu uso roupas largas e sempre fui gordinha. Não se preocupe, eu já ouvi coisas muito piores sobre a minha aparência.
- Desculpe, não foi isso que eu quis dizer! – Alex estava constrangido, mas já havia falado. Nesse momento Lauren estava se espichando para largar Matheus em uma cadeirinha no banco de trás do carro e Alex olhou diretamente para a bunda dela, percebendo que as roupas estavam um porco largas nela.
- Tudo bem. Até amanhã. – Lauren se despediu e entrou na escola. Alex entrou no carro e atendeu a um telefonema antes de sair, mas tudo que ele conseguia pensar era na bunda redonda da professora do Matheus.
- Hoje é dia de ir pra casa noturna. Se eu tiver sorte vai ter uma mulher decente pra eu matar essa minha vontade de comer alguém. – Alex falou lembrando que era quarta-feira, o dia que saia com os amigos e contratava uma babá para ficar com Matheus. Assim que terminou a ligação viu Lauren sair da escola com uma mochila nas costas e colocando um capacete. Ela montou uma moto do outro lado da rua e saiu com uma habilidade que poucos homens tinham e ela sendo uma mulher ele ficou admirado.
Lauren estava atrasada, pois gostava de chegar na boate antes dos clientes, mas como cobriu a colega à tarde não conseguiu sair cedo. Quando chegou na boate colocou sua máscara do lado de fora, pois não queria que nenhum pai de seus alunos a reconhecesse e por vezes aparecia algum para fugir de suas esposas. Essa era a primeira vez que ia na quarta-feira, seus dias de trabalho eram no sábado e no domingo, mas ela estava precisando de mais dinheiro para comprar seus livros e as últimas aulas do mestrado.
- Gata, eu achei que você não viria mais. – Disse o dono da boate a acompanhando até o camarim.
- Eu me atrasei porque tive que cobrir uma amiga no turno dela. - Lauren explicou-se.
- Se arruma que temos clientes importantes nas quartas-feiras. E eu dispensei outra stryper porque você viria.
- Me dá dez minutos que eu vou estar pronta.
Lauren estava passando pelo pessoal quando viu um par de olhos que ela reconheceu. Alex estava na boate. Ela sorriu e pensou: “Hoje a gordinha vai te deixar de pau duro.” Assim que ela entrou no camarim viu sua amiga vestindo apenas um short que mal apenas tampava suas partes íntimas e um top. Ela faria sua apresentação antes das demais.
- Oi Lauren, o chefe já estava preocupado que você não viria. Por que já chegou de máscara?
- Você sabe que não quero ser reconhecida. Já pensou os pais dos meus alunos saberem que sou stryper nas horas de folga. A escola vai ficar totalmente desmoralizada.
- Mas você vai ter que economizar muito para comprar tudo que você precisa.
- Eu sei, Camila, mas primeiro vou terminar meu mestrado. Depois penso no resto. Já tenho uma quantia guardada, mas não dá pra dar entrada num apartamento. Quanto mais eu trabalhar, mais vou ganhar e antes vou conseguir. - Lauren tinha muita força de vontade.
- Por que você está fazendo mestrado se professor ganha tão mal. - Camila não aceitava que a amiga se contentasse com pouco.
- Quero mostrar que estou certa nas minhas teorias e que tenho outras pessoas que também pensam como eu e autores que já falam sobre isso há quase um século.
- Ok. Prove para o mundo que você está certa, mas agora tenho que ir. Está terminando a apresentação da outra menina.
- Camila, tem um homem loiro de olhos bem azuis sentado bem na frente. Chama a atenção dele e faz ele olhar pro palco quando eu subir. - Lauren não sabia a razão, mas queria os olhos de Alex nela.
- Interesse num cliente. Isso é novidade.
- Não é interesse. Ele me chamou de gorda hoje de tarde. Quero mostrar pra ele que a gordinha consegue deixar ele de pau duro. - Lauren disse com desdém.
Meses após a reviravolta na mansão e a cura das feridas mais profundas, a casa de Alex e Lauren parecia transbordar de vida. Era um domingo ensolarado de primavera, e o amplo gramado verde ecoava com risadas infantis, o som de passos correndo e a leveza de um lar que havia encontrado a paz.No centro da grama, Leonardo e Matheus disputavam uma partida animada de futebol, com o caçula rindo a cada gol improvisado entre dois vasos de plantas, enquanto o irmão mais velho — agora plenamente integrado à rotina e aos braços da família — mostrava a paciência e o carinho de quem finalmente entendia o significado de pertencer.Mais ao fundo, conversando descontraidamente na varanda, André e William ajustavam os últimos detalhes para a cerimônia de casamento que se aproximava, recebendo o apoio caloroso de Mariana e até de Otto, que, embora mantivesse sua postura firme, olhava para os filhos com uma expressão de aceitação sincera e genuína.Sentada em uma poltrona confortável à sombra do pergol
Apesar das palavras sinceras e da tentativa de aproximação de Otto, a revelação repentina pesou como uma avalanche sobre os ombros de Matheus. O choque de descobrir que o homem que o acolhera como avô era, na verdade, o pai que havia se mantido distante por tanto tempo gerou um turbilhão de confusão e ressentimento em sua mente adolescente. Sentindo que o chão desmoronava sob os seus pés e que aquela casa voltava a ser um lugar sufocante, o garoto cedeu ao impulso: esperou o momento de distração na mansão, pegou seu casaco e fugiu para as ruas frias da cidade.Horas mais tarde, já no final da tarde, Lauren deixava o trabalho. Caminhando cabisbaixa pelas ruas próximas, ela avistou uma figura encoluída sentada em um banco de praça, tremendo de frio e com o rosto escondido entre as mãos. Ao se aproximar para checar, seu coração apertou: era Matheus.A princípio, o garoto tentou recuar, irredutível e com os olhos cheios de lágrimas de revolta, mas a suavidade e a firmeza compreensiva de L
O ambiente na sala rapidamente se transformou com a chegada das crianças. Enquanto conversavam descontraidamente sobre a rotina, o trabalho e os pequenos progressos dos bebês, Otto parecia uma pessoa completamente diferente daquela rigidez de meses atrás.Em um momento de pausa na conversa, o patriarca levantou-se da poltrona, chamando a atenção de todos com um gesto orgulhoso. Ele foi até a estante e de lá retirou o troféu e o certificado do torneio de debate de Matheus, exibindo-os com a mesma altivez com que costumava mostrar os troféus de seus negócios.— Já que todos estão aqui reunidos, faz questão que vejam isso — anunciou Otto, com um tom de voz que misturava rigidez e um orgulho genuíno que deixou os presentes boquiabertos. — Este é o troféu que o Matheus ganhou no torneio intercolegial de debate, representando a nossa família e sendo o orador principal da final. Um desempenho brilhante, digno de um verdadeiro Magalhães.A revelação caiu como uma surpresa absoluta sobre Alex,
Ela estendeu a mão livre e tocou o braço encharcado de Matheus, sorrindo através das lágrimas.— Obrigada, Matheus... Você salvou a vida do seu irmão — disse ela, a voz firme e doce, quebrando de vez qualquer muro que ainda pudesse existir entre eles.Aquele ato de coragem na piscina marcou uma virada invisível, mas profunda, em toda a família. Se antes a mansão de Otto parecia um quartel-general de regras frias, a presença de Matheus e a forma como o garoto conquistou o respeito de todos começaram, aos poucos, a rachar a couraça do patriarca. Otto jamais admitiria em voz alta, mas a bravura com que o neto salvara o caçula mexeu com seu senso rígido de honra e proteção familiar.As conversas à mesa deixaram de ser monossílabas. E a verdadeira prova dessa mudança veio alguns meses depois, em uma noite de sábado.Matheus chegou do colégio apressado, os olhos brilhando de entusiasmo, segurando um troféu metálico e um certificado nas mãos. Ele entrou direto na sala de estar, onde Otto fol


















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