LOGINSophia JonesO silêncio do apartamento era quase um alívio depois do show que minha mãe tinha dado na cafeteria. Mas Anne Marie, óbvio, não ia me dar trégua. Jogou-se no meu sofá como se fosse dona dele, rindo sozinha só de lembrar das coisas que minha mãe havia tinha falado.— Então, ruiva… — começou, cruzando as pernas e me encarando com aquele olhar de quem não ia largar o osso. — Já que a sua mãe praticamente entregou o buquê pro professor Ferrara, acho que você não tem mais escolha.Revirei os olhos, tentando ignorar.— Anne, eu vou tomar banho. — murmurei, pegando a toalha.— Vai fugir de novo? — provocou, rindo. — Que feio, mentir para sua melhor amiga… Fingi não ouvir e segui direto para o banheiro. Precisava da água quente para me livrar daquela vergonha. Tirei a blusa, depois a calça, até ficar completamente nua diante do espelho embaçado. Suspirei, pronta para entrar no chuveiro, quando senti um olhar pesado sobre mim.Virei-me num sobressalto e Anne Marie estava encostada
O nome de Sophia pairou no ar como um estopim aceso.Pietro parou no ato. Lentamente, pousou a garrafa sobre a mesa, o barulho seco do vidro soou mais alto do que deveria no pequeno bar do campus. Os olhos azuis, antes relaxados, se estreitaram, ganhando um brilho frio e cortante. Seu maxilar estava rígido, os músculos da mandíbula tensionados.— Cuidado com o que você diz, Paulo. — murmurou, com a voz baixa, grave, carregada de uma ameaça velada que não precisava ser explícita.Mas Paulo, como sempre, não se intimidou nem um pouco. Ao contrário, recostou-se na cadeira, cruzou os braços e abriu um sorriso largo, satisfeito por cutucar justamente onde sabia que doía.— Relaxa, Ferrara — disse, levantando a mão como quem tenta acalmar uma fera enjaulada. — Eu não tô julgando ninguém, cara. Pelo contrário… tô admirando. — Deu um gole na cerveja, limpando a boca com o polegar e inclinando-se para frente, abaixando o tom de voz de forma conspiratória: — Só tô dizendo que… depois do que vi
Restaurante “La Tavola” 20h17O lugar era discreto, aconchegante, com luz baixa e música suave ao fundo. Um dos cantos mais reservados, perto da janela, foi o escolhido pelos dois. Pietro sentou-se com a postura reta de sempre, os dedos tamborilando de leve na mesa, enquanto Paulo pedia duas cervejas geladas sem sequer consultar o amigo.Quando as garrafas chegaram, Pietro as observou por um instante, pensativo, até erguer o olhar firme para Paulo.— Então… quem é a aluna que você convidou para ser sua monitora? — perguntou, com a voz grave, direta, sem rodeios.Paulo não respondeu de imediato. Em vez disso, levou a garrafa aos lábios, bebeu um gole longo e pousou-a de volta na mesa com um sorriso safado, inclinado para frente.— Tem certeza que quer mesmo saber, Ferrara? — provocou, arqueando uma sobrancelha. — Porque eu acho que você já sabe a resposta…Pietro ergueu uma sobrancelha, um meio-sorriso surgindo no canto dos lábios. Pegou sua cerveja com calma, bebeu um gole e, sem pres
Lanchonete do Campus, poucos Minutos AntesSophia JonesO ambiente estava movimentado, mas meus olhos encontraram Anne Marie imediatamente, sentada sozinha em uma das mesas do canto, com um cappuccino nas mãos e um sorriso preguiçoso no rosto. Ela balançava um pé cruzado sobre o outro, impecável como sempre, os cabelos presos num coque bagunçado perfeitamente calculado.Quando me aproximei, ela ergueu os olhos e, ao ver minha expressão, o sorriso se alargou num deboche descarado.- Meu Deus... - disse, inclinando o corpo para frente e apoiando os cotovelos sobre a mesa. - Pela sua cara, alguém te pegou fazendo um boquete no professor Ferrara.- ANNE! - sibilei, arregalando os olhos, quase tropeçando na própria bolsa. - Fala baixo, pelo amor de Deus! - Olhei em volta, paranoica, para garantir que ninguém tivesse ouvido.Ela soltou uma gargalhada baixa, cruzando as pernas com uma calma irritante, como se estivesse saboreando cada segundo do meu desespero.- Não precisa falar nada, ruiva
O sol do meio da tarde derramava um brilho quente sobre as alamedas do campus, tingindo de dourado as copas das árvores e os bancos de madeira onde grupos de alunos se espalhavam com livros, laptops e risadas apressadas entre uma aula e outra. No estacionamento lateral, um táxi amarelo parou rente ao meio-fio. A porta traseira se abriu e Emma Jones desceu com um cuidado elegante de quem estava acostumada a ambientes formais, mas que naquele instante parecia buscar terreno firme para um coração acelerado. Trazia um vestido midi azul-petróleo, um casaco leve apoiado no antebraço e uma bolsa estruturada. Os cabelos ruivos estavam presos num coque despretensioso que deixava solto alguns fios que o vento tratava de brincar.Emma respirou fundo, tomou uma primeira varredura do lugar e seguiu pela passarela central, onde placas indicavam os prédios: Departamento de Direito, Biblioteca Central, Centro Acadêmico. Seus saltos ritmavam a urgência contida nos passos. Tinha chegado na cidade, na
Lanchonete do Campus, poucos Minutos AntesSophia JonesO ambiente estava movimentado, mas meus olhos encontraram Anne Marie imediatamente, sentada sozinha em uma das mesas do canto, com um cappuccino nas mãos e um sorriso preguiçoso no rosto. Ela balançava um pé cruzado sobre o outro, impecável como sempre, os cabelos presos num coque bagunçado perfeitamente calculado.Quando me aproximei, ela ergueu os olhos e, ao ver minha expressão, o sorriso se alargou num deboche descarado.— Meu Deus… — disse, inclinando o corpo para frente e apoiando os cotovelos sobre a mesa. — Pela sua cara, alguém te pegou fazendo um boquete no professor Ferrara.— ANNE! — sibilei, arregalando os olhos, quase tropeçando na própria bolsa. — Fala baixo, pelo amor de Deus! — Olhei em volta, paranoica, para garantir que ninguém tivesse ouvido.Ela soltou uma gargalhada baixa, cruzando as pernas com uma calma irritante, como se estivesse saboreando cada segundo do meu desespero.— Não precisa falar nada, ruiva.







