로그인Sophia Jones
A porta se fechou atrás de mim com um som seco, quase cruel. O tipo de som que sela não só um espaço físico, mas também uma sentença. Foi nesse instante que permiti que o ar escapasse dos meus pulmões, um sopro longo, pesado, que parecia carregar o peso de tudo o que tinha acabado de acontecer.
Meu cor
A sala ainda cheirava a sexo. Sophia estava largada no colo de Pietro, os dois trocando beijos lentos, preguiçosos, mas cheios de sentimento. Ele mordiscava-lhe o lábio inferior, e ela se derretia, quando um som inesperado ecoou pelo apartamento:DING-DONG.A campainha.Sophia congelou, arregalando os olhos.— Merda. — sussurrou, endireitando-se no colo dele.Pietro arqueou uma sobrancelha, confuso, ainda com as mãos firmes em sua cintura.— O que foi?O som soou de novo, insistente:DING-DONG, DING-DONG.Ela quase pulou do colo dele, se abaixou pegando o robe de seda do chão e amarrando às pressas.— Deve ser minha vizinha. — murmurou, em pânico. — A Dona Lurdes nunca desiste se não atenderem.No mesmo instante, uma voz rouca e conhecida ecoou pelo corredor do lado de fora da porta:— Sophia, minha querida, por favor, preciso falar com você!Sophia ficou branca como papel e girou o rosto para Pietro, apavorada.— Vo-você precisa se esconder!Ele piscou, incrédulo.— O quê?— Pietro,
O quarto ainda cheirava a sexo, mas Pietro não parecia satisfeito. Deitado sobre ela, ainda dentro dela, ele ergueu o rosto e sorriu de forma predatória. Os olhos azuis ainda faiscavam como se a primeira explosão tivesse apenas despertado algo mais obscuro.Sem aviso, saiu de dentro dela, fazendo-a arfar pelo vazio repentino. Então a puxou pelo pulso, erguendo-a da cama com uma brutalidade calculada.— Não acabou, Jones. — rosnou, arrastando-a pela sala. — Quero você em todos os cantos desse apartamento.Sophia mal conseguiu respirar. O robe de seda estava esquecido no chão, e ela, completamente nua, deixou-se guiar até o sofá. Pietro a empurrou sobre as almofadas com força, fazendo-a cair de costas, abrindo suas pernas naturalmente.Ele ficou de pé diante dela por um segundo, o corpo nu coberto de suor e o membro já endurecendo novamente. O olhar que lançou para ela, era puro domínio, puro desejo.— Olha só pra você… — murmurou, a voz grave. — Toda aberta, molhada, pronta pra mim d
O beijo dele não deu espaço para pensamentos. Era devastador, profundo, como se tivesse esperado a vida inteira por aquele momento. Sophia gemeu contra sua boca, sentindo a língua dele invadir a sua com voracidade. Pietro a puxou ainda mais pela cintura, colando os corpos, e o robe de seda pareceu inútil diante da pressão firme do corpo masculino.A mão dele desceu pelas costas dela, espalmando contra a curva das nádegas, apertando-a com força, fazendo um suspiro escapar de Sophia, traindo sua entrega. Pietro sorriu entre o beijo, como quem saboreava cada reação dela, e de repente girou o corpo, pressionando-a contra a parede da sala.— Você não faz ideia do quanto eu pensei nisso. — murmurou contra os lábios dela, com a voz grave e rouca. — Desde aquela maldita aula, não consigo parar de imaginar sua boca, seu gosto, seu corpo…Sophia tentou responder, mas as palavras morreram quando ele puxou a faixa do robe com um movimento firme. O tecido se abriu em segundos, revelando sua pele n
Londres parecia mais silenciosa naquela noite, como se a cidade inteira tivesse sido envolta por uma melancolia densa. O céu encoberto refletia a luz alaranjada dos postes sobre o calçamento molhado pela garoa, e cada passo apressado de Sophia ecoava como um segredo não dito. Ela apertava os braços contra o corpo, não apenas pelo frio, mas porque o coração ainda batia acelerado e não apenas pelo encontro com Ethan no shopping. O choque daquelas palavras cruéis, misturado à raiva e à humilhação, ainda vibrava nela como um veneno lento. Mas junto disso havia algo mais, algo que queimava em silêncio: as lembranças proibidas.O sabor da boca de Pietro ainda parecia presente em seus lábios, como uma marca que não saía por mais que tentasse ignorar. As palavras sujas que ele havia sussurrado em seu ouvido na sala de aula se repetiam na mente dela como um eco lascivo, arrancando-lhe calafrios. E a promessa cruel, murmurada com aquele sotaque que parecia um veneno doce, “mais tarde”, queimava
O pub estava tomado naquela noite, um refúgio de luzes amareladas e fumaça no ar. O som grave de um blues ecoava pelos alto-falantes, a melodia arrastada misturava-se ao burburinho constante das conversas. O tilintar de copos contra o balcão, gargalhadas ocasionais e o cheiro forte de cerveja derramada sobre a madeira antiga compunham uma atmosfera densa, quase claustrofóbica.Pietro Ferrara estava recostado em uma das poltronas de couro gasto, com o corpo largo acomodado com a habitual imponência. A camisa social branca, impecavelmente alinhada, estava dobrada até os antebraços, revelando os músculos tensos e bronzeados que contrastavam com o tecido claro. O paletó repousava de forma descuidada sobre o encosto da cadeira, como se já tivesse perdido a utilidade. À sua frente, sobre a mesa de madeira escura marcada pelo tempo, repousava um copo de uísque quase intocado, que refletia as luzes do ambiente.À sua direita, Paulo era o oposto do amigo. Falava sem parar, exagerando histórias
— E eu… eu preciso saber. — o olhar dele queimava, entre raiva e desespero. — Você está com alguém? Levantei o queixo, encarei os olhos dele e, sem titubear, deixei as palavras saírem.— Estou.O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor.O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. O rosto de Ethan se contraiu em choque, dor e finalmente em pura fúria. Anne Marie, ao meu lado, sorriu abertamente dessa vez, satisfeita com o golpe certeiro que eu tinha acabado de desferir.— Então é isso... — murmurou, com o maxilar trincado. — Faz sentido. Você sempre tão dedicada, tão “exemplar”. Mas no fundo não passa de mais uma que sabe muito bem como conseguir vantagens. Aposto que o seu desempenho não vem só dos livros... — ele inclinou a cabeça, enquanto os lábios se contorciam num sorriso cruel. — Aposto que está trepando com algum professor.O corpo de Sophia estremeceu diante da acusação, uma onda de calor subiu por sua pele. Por um segundo, o coração vacilou no peito, mas ela respirou fundo,







