MasukMeu marido juiz, Domício Negrão, decidiu por conta própria doar um dos meus rins para sua eterna paixão, Anabela Monteiro, que sofria de insuficiência renal. Eu tentei explicar: eu também tenho falência renal. Se eu perdesse mais um rim, eu morreria. Mas ele gritou comigo com desprezo: — Belinha tá morrendo, e você ainda tem coragem de sentir ciúme?! Onde está sua compaixão? Por ordem dele, fui levada ao hospital, obrigada a doar meu rim. E foi lá, sozinha, esquecida num canto frio do hospital... que eu morri.
Lihat lebih banyakLeo se sentou de repente, com uma risada carregada de sarcasmo.— Pois é… por que não foi você quem morreu?Na hora de ir embora, ele se virou e lançou um aviso seco a Domício:— Conserta o túmulo da Graciela. Ou eu juro, com tudo que tenho, que vou destruir a família Negrão até sobrar só o nome.Eu não sabia o que se passava na cabeça do Domício.Ele ficou deitado ali por um longo tempo. O vento da madrugada bagunçava os fios soltos do seu cabelo. Aquela cena me lembrou da vez em que acampamos juntos — uma noite em que as estrelas estavam ainda mais bonitas que hoje.Naquela mesma noite, ele me olhou do nada e disse:— Graciela, você quer ser minha esposa?Do amor ao ódio, do carinho à mágoa, cinco anos pareceram passar em um piscar de olhos.De repente, Domício se levantou. Mordeu o próprio dedo, até o sangue escorrer, e com ele rabiscou na pedra tombada:“Túmulo do Sr. e da Sra. Negrão”Sem hesitar, deitou-se dentro do buraco que ele mesmo havia cavado. Com um sorriso triste, puxou
Domício passou os dois meses seguintes num torpor. Ia e vinha de casa exausto, com olheiras fundas e passos pesados.Eu já não conseguia seguir seus passos durante o dia — meu espírito estava cada vez mais fraco, mal conseguia suportar a luz do sol。Foi numa madrugada que decidi segui-lo. Ele saiu em silêncio, e eu fui atrás.A trilha terminou num cemitério.Ali, diante de uma lápide recém-instalada, eu vi minha própria foto esculpida na pedra. As palavras gravadas nela fizeram meu peito doer:"Graciela Alencar, esposa de Leo Mendes."Foi ali que entendi o que Domício vinha fazendo nessas saídas — ele estava procurando meu túmulo. Mas ao finalmente encontrá-lo, ele ficou em choque. Assim como eu.Ele, de raiva.Eu, de amargura.A verdade é que... entre mim e Leo, nunca houve nada de concreto. Ele sabia que não tínhamos futuro, e preferimos guardar aquele sentimento quieto, escondido no fundo do coração。Foi só com a chegada do Domício que eu realmente tentei esquecer o que senti por Le
Após a morte de Anabela, Domício mal reagiu. Apenas olhou para a pessoa que lhe deu a notícia e murmurou:— Tá... entendi.Afinal, o que realmente o movia naquele momento era encontrar o corpo da Graciela. Mas... mesmo que achasse, ia mudar alguma coisa?Em casa, começou a revirar tudo, desesperado, até encontrar o número do Leo.Ligou de imediato, a voz tensa, quase suplicante:— Onde está a Graciela?Do outro lado, Leo manteve a calma. Não gritou, não xingou, nem jogou mágoas. Apenas soltou uma risada cansada, cheia de ironia.— E eu achei que você passaria a vida inteira sem lembrar da Graciela. Tava ocupado demais cuidando da sua "musa eterna", né? Mas olha só... parece que a morte dela mexeu com sua consciência, afinal.Domício ignorou o tom. Como se nem tivesse escutado. Apenas repetiu a pergunta, mais uma vez:— Onde está a Graciela?Leo suspirou, a voz agora mais fria:— Se quiser saber, procura você mesmo. Mas te aviso... acho que ela não quer te ver.E ele tava certo. Eu real
A enfermeira, depois de soltar aquelas palavras como uma bomba, virou as costas e foi embora sem esperar resposta.Domício ficou parado, como uma estátua. O celular ainda na mão, os olhos vidrados, sem piscar.Talvez… talvez naquele momento ele tenha se lembrado do meu último telefonema, eu chorando de dor naquela mesa cirúrgica. Talvez tenha revivido a imagem do Leo, cruzando com ele no corredor, com meu corpo coberto por um lençol branco.Mas ao invés de ir até o necrotério, ou ao menos confirmar o que ouviu… Domício correu feito um louco — direto para o apartamento da Anabela.E eu… só consegui rir. Rir de mim mesma.Achei que a notícia da minha morte ao menos causaria culpa. Remorso. Um traço de dor. Mas nem morta eu fui capaz de competir com Anabela. Nem morta.Só que, ao chegar no prédio, a porta do apartamento estava entreaberta. Domício parou. E foi aí que ouviu.— Já deu, né? O dinheiro já foi pago! Se continuarem, eu chamo a polícia!Era a voz da Anabela. Firme, impaciente. D






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