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O tempo de Floco

last update publish date: 2026-10-30 12:53:38

Na manhã seguinte, Noah acordou antes de todos.

Não foi um despertar silencioso. Primeiro ouvi o barulho dos pés batendo no colchão. Depois, um murmúrio que poderia ser uma palavra ou apenas o som de alguém que tinha acordado e estava descontente por ainda estar no berço.

— Co.

Abri os olhos.

Kellan continuava dormindo ao meu lado, de costas para mim, com um braço jogado sobre o travesseiro. Do outro lado do quarto, a porta do berçário estava entreaberta. Noah apareceu no vão alguns minutos
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    Ninguém se mexeu. As três batidas tinham sido discretas. Quase educadas. Ainda assim, ecoaram pela mansão como se alguém tivesse batido por dentro das paredes. Meu filho agarrou a blusa da minha irmã e escondeu o rosto no pescoço dela. Floco rosnou junto à porta da cozinha, o pelo eriçado na nuca. O dragão de pano continuava no chão, caído de lado, com a fotografia apertada na minha mão. “Não abra.” A mensagem ainda brilhava na tela. Meu irmão foi o primeiro a reagir. Estendeu o braço para a porta da sala. — Espera — disse Kellan. Meu irmão parou, mas não se virou. — Você acabou de dizer que uma carta da mãe dela era para o filho de vocês. Acho que já passou da hora de parar de decidir o que a gente pode ou não pode fazer. — Não sabemos quem está lá fora. — Por isso mesmo — respondi. — Ninguém vai abrir. Olhei para Kellan. — Você reconheceu a letra? Ele não respondeu. — Kellan. — Reconheci. Minha mão apertou a fotografia. — De quem é? — Da sua mãe. O telefone vibrou

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    A ideia do parque foi de Scar. Ela apareceu no meio do café da manhã, enquanto Noah tentava colocar uma colher dentro do copo e Kellan tentava convencê-lo de que leite não precisava ser mexido. — Podíamos levar todos ao parque temático — disse Scar. Ergui os olhos da minha caneca. — Todos? — Eu, meu filho e meus irmãos. Você, Kellan e os irmãos dele. E Floco, claro. Floco, deitado perto da mesa, levantou a cabeça ao ouvir o próprio nome. Noah também. — Fó — disse ele. — Isso mesmo — respondeu Scar. — Floco vai junto. Noah bateu a colher na mesa. — Mais. — Ainda não — expliquei. — Primeiro a gente precisa se arrumar. — Mais — insistiu ele. Kellan olhou para Scar. — Você disse “parque” como se fosse uma coisa simples. — É simples. A gente entra, anda por aí, vê as atrações, come alguma coisa e volta. — Com crianças pequenas, um cachorro e um grupo de adultos que provavelmente vai se separar antes de chegarmos ao portão? — Você está tornando isso complicado. — Estou des

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    Na manhã seguinte, Noah acordou antes de todos. Não foi um despertar silencioso. Primeiro ouvi o barulho dos pés batendo no colchão. Depois, um murmúrio que poderia ser uma palavra ou apenas o som de alguém que tinha acordado e estava descontente por ainda estar no berço. — Co. Abri os olhos. Kellan continuava dormindo ao meu lado, de costas para mim, com um braço jogado sobre o travesseiro. Do outro lado do quarto, a porta do berçário estava entreaberta. Noah apareceu no vão alguns minutos depois, apoiando uma mão na parede e a outra na moldura. — Você saiu do berço? — sussurrei. Ele olhou para mim. — Não. — Não? Noah balançou a cabeça, sério. Depois apontou para o corredor. — Fó. Floco costumava dormir perto da porta do nosso quarto. Naquela noite, porém, tinha preferido o tapete da sala, onde o sol da manhã chegava primeiro. Noah parecia saber exatamente onde encontrá-lo. — O Floco ainda está dormindo — falei. — Fó. — Ele está descansando. Noah franziu a testa. A pal

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