LOGINAyla sentiu uma ponta de culpa.Na verdade, Daniel também merecia cuidado naquele momento.A doença dele precisava de atenção ainda maior.Mas Daniel já conversou com ela antes. Queria contar tudo à família apenas quando começasse o tratamento.Ayla, no início, achou aquilo inadequado. Mas, ao pensar em Giovanna e ver Letícia diante de si, de repente percebeu que Daniel talvez estivesse certo.Caso contrário, naquela hora, a família inteira acabaria chorando abraçada.Depois que voltaram ao hotel, Ayla quis que Letícia descansasse primeiro e deixasse a conversa para o dia seguinte.Mas Letícia estava ansiosa demais.Trouxe muitas pistas daquela época e parecia querer colocá-las imediatamente diante do Sr. André.Antes de viajar, Cassian também explicou a Daniel e Ayla, por chamada de vídeo, tudo que aconteceu naquele ano.Na época, para expandir sua atuação no mercado de energia, Cassian investiu com três grandes amigos em um projeto químico de grande porte.Por confiarem nele, os três
Mesmo na situação em que estava, Daniel ainda encontrava espaço para se preocupar com os outros.Ayla o deixou sem resposta, e Daniel ficou um pouco contrariado.Ele tossiu de leve duas vezes.Ayla se virou imediatamente e apoiou a mão sobre o peito dele.— Está se sentindo mal?— Não.Daniel desviou o rosto. A voz saiu um pouco fria.As emoções daquele homem eram fáceis demais de ler. Ayla percebeu na hora que ele se fechou outra vez.— O Sr. Daniel é perfeito em quase tudo, só peca por ser sensível demais.Ayla beliscou de leve a bochecha dele. Sua voz vinha com um tom claro de carinho, quase de quem tenta acalmar uma criança teimosa.— Eu já disse. Quando tudo isso terminar, vamos ao hospital fazer um check-up completo. Você faz os seus exames, eu faço os meus. Ninguém esconde nada de ninguém. Combinado?Só então Daniel voltou o rosto para ela.Seus olhos escuros pousaram nela, pesados e atentos.— Você promete?— Prometo.Ayla ergueu três dedos.— Juro em nome do meu pai.Ao mencio
— Fique tranquilo, jovem senhor. Já estamos investigando. Assim que houver resultado, venho falar com o senhor.— Certo.Só então Nuno se sentiu um pouco mais tranquilo.Ayla ainda estava em Eldoria, e Nuno continuava preocupado com a situação dela. Depois de se despedir do mordomo, ligou de volta para ela.Enquanto isso, Eldoria mergulhava pouco a pouco na noite.Quando Ayla atendeu à ligação de Nuno, estava no carro com Daniel.Nuno perguntou como ela estava. A princípio, também pensou em contar sobre ele e Mafalda, mas logo percebeu que Ayla parecia não saber de nada.A ruptura entre Felipe e Nuno já virou notícia. San Elívar inteiro comentava o escândalo.Mas Ayla não fazia ideia.Isso só podia significar que, do lado dela, as coisas estavam ainda mais difíceis.Quando Nuno falou pela metade, Ayla estranhou e perguntou:— Primo, aconteceu alguma coisa aí com você?— Nada importante. A gente conversa quando você voltar.Nuno pensou por um instante e decidiu não distraí-la.Conhecend
Mafalda sabia que Nuno estava acostumado a uma alimentação leve, equilibrada, com pouco óleo e pouco sal.Não era frescura.Provavelmente, ele simplesmente não conseguia se adaptar àquele tipo de comida pesada e barata.— Você vai cozinhar para mim?Como esperado, ao ouvir aquilo, Nuno ergueu os olhos para ela, visivelmente contente.— Não vai ser trabalho demais para você?— Não. Eu cozinho para você às vezes, e você cozinha para mim às vezes. — Mafalda falou sem dar muita importância.— Combinado.Nuno assentiu.O olhar que pousou nela vinha cheio de expectativa, como se Mafalda tivesse acabado de lhe prometer algo extraordinário.Mafalda baixou a cabeça.Ela pensou que já estivesse preparada, mas bastou a realidade dar os primeiros passos para seu coração pesar de novo.Não atendeu às ligações da família Barbosa.Eduardo e Fernanda também passaram o dia inteiro mandando mensagens.Queriam convencê-la a se divorciar de Nuno o quanto antes e voltar para casa.Diziam que, se ela arrast
— Jovem senhor, os imóveis em seu nome também precisam ser devolvidos, conforme o combinado...Felipe já colocou à venda todas as mansões registradas no nome de Nuno.Aquele apartamento, comprado havia pouco tempo, era o único que ainda não entrou na lista.Mas, se Nuno aceitou devolver tudo, o imóvel também precisava voltar para a família Fonseca.Mafalda ouviu a conversa e, em silêncio, começou a recolher a mesa.Felipe parecia decidido a empurrar Nuno até o fim do caminho, sem lhe deixar uma única saída confortável.— Entrem, por favor. Vou organizar algumas coisas. Talvez eu demore um pouco.Nuno cumprimentou todos com educação e os convidou a entrar.Mas os funcionários trocaram olhares e logo recusaram.— Não precisa, jovem senhor. Pode arrumar tudo com calma. Se for melhor, voltamos amanhã.— Não vai levar tanto tempo. Não tenho muita coisa. Me deem meia hora.A voz de Nuno continuou tranquila.Quando voltou para dentro, Mafalda já foi direto ao quarto e começou a arrumar as mal
— Então você pode criar a regra. De qualquer forma, nesta casa, daqui em diante, eu obedeço você.Nuno se rendeu na mesma hora.— Eu não entendo nada do que você está dizendo. E sobre ontem à noite... de qualquer jeito, eu não me lembro de nada.O rosto de Mafalda ficou ainda mais vermelho. Já que chegou a esse ponto, decidiu negar tudo.Mas, assim que terminou de falar, Nuno lhe segurou a cintura por trás.Mafalda se assustou e quase deixou cair o que tinha nas mãos.— Nuno!— Tudo bem. Se você não lembra, eu lembro muito bem.Nuno se colocou atrás dela.Apoiou as duas mãos na bancada, prendendo Mafalda entre seus braços, e roçou a boca perto da orelha dela.— Ontem à noite você disse que, de agora em diante... quer dormir abraçada comigo todos os dias.— Eu nunca disse isso!A mão de Mafalda tremeu, e ela se virou na mesma hora.Deu de cara com o sorriso baixo de Nuno.— Mas você não disse que não se lembrava?— Você...— Não tem problema. De qualquer forma, eu já sei o que você sent



