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Capítulo 8

Penulis: Echo
(Ponto de vista de Dante)

Dante planejava ir direto para casa.

Jenna envolveu a cintura dele com os braços e sussurrou em seu ouvido:

— Não vá ainda… eu não terminei de brincar.

Com a voz sedutora, seus dedos traçavam desenhos no peito dele.

— Além disso, você mesmo disse, ela é só uma boneca de porcelana entediante. O que custa mais uma noite? Você pode voltar amanhã.

Dante hesitou por um segundo. Era verdade. Alessia nunca seria tão direta, nunca imploraria para que ele ficasse. Em cinco anos de casamento, ela sempre esperara pacientemente, sem nunca reclamar de suas noites fora ou viagens de negócios.

— Tudo bem. — Disse, largando a bagagem.

— Mas só por algumas horas. Preciso estar de volta a casa hoje à noite.

Horas depois, quando Dante emergiu da névoa de sexo e champanhe, já era manhã.

— Droga.

Ele olhou para o relógio e saltou da cama.

Discou freneticamente o número de Alessia para se explicar, mas foi recebido por uma voz robótica:

— O número que você discou não existe ou está fora de serviço…

Fora de serviço?

Alessia nunca desligava o celular. Como senhora Moretti, seu telefone ficava ligado vinte e quatro horas por dia. Era uma regra da família.

Uma estranha sensação de inquietação começou a se instalar em seu estômago.

— O que foi, querido? — Jenna se aproximou, vestida preguiçosamente em um robe de seda.

— Você está com uma cara péssima.

— O celular da Alessia está desligado. — Dante franziu a testa, discando repetidas vezes, sempre com o mesmo resultado.

— Talvez ela esteja dormindo. — Disse Jenna, indiferente.

— Ou praticando aquele violino? Você vive dizendo o quanto ela ama esses hobbyzinhos entediantes.

Mas a inquietação no peito de Dante só aumentava. Ele começou a se vestir imediatamente.

— Você vai simplesmente me deixar? — A voz de Jenna ficou mais aguda.

— Dante, depois do que acabamos de fazer, você vai correr de volta para ela?

— Ela é minha esposa. — Respondeu Dante, sem sequer olhar para trás enquanto arrumava as coisas.

— Eu preciso ir.

— Esposa? — Jenna zombou.

— Não era isso que você dizia na cama. Você disse que ela era fria, entediante, nada além de um enfeite adequado—

— Chega! — Dante se virou de repente com um brilho perigoso nos olhos.

Nesse momento, o celular dele tocou. Era seu Consigliere.

— Chefe, o senhor tem a reunião com os Capos às oito. Território do lado leste. Eles estão aguardando sua decisão.

— Adie. — Disse Dante, sem hesitar.

— Mas, chefe, é urgente—

— Eu disse adie! — O tom de Dante era absoluto.

— Amanhã às dez. Reagende.

Ele desligou e continuou arrumando as coisas, ignorando completamente a expressão azeda de Jenna.

— Dante! — Jenna, sem ousar realmente irritá-lo, recorreu à sua melhor arma: fazer-se de vítima.

— Você esqueceu o que disse nesses últimos três dias? Disse que me amava, que se arrependia de ter se casado com ela, você disse—

— Conversa de travesseiro. — Cortou Dante, a voz fria. Ele se virou para encará-la, o olhar gélido.

— No mundo real, Jenna, você precisa se lembrar do seu lugar.

Ele avançou em sua direção, a força de sua presença fazendo com que ela recuasse instintivamente.

— Alessia é minha esposa. Ela sempre será a senhora Moretti. E você… — Ele parou, falando com a voz baixa e ameaçadora.

— Você é apenas uma distração. Algo que pode ser substituído a qualquer momento. Entendeu?

A cor sumiu do rosto de Jenna, e lágrimas brotaram em seus olhos.

— Você… como pode dizer isso? Um minuto atrás você estava—

— Aquilo foi antes. Isto é agora. — Dante pegou o casaco e seguiu para a porta sem olhar para trás.

— Não me ligue pelos próximos dias. Vou ficar com a Alessia.

Bum!

A porta da suíte bateu com força, deixando Jenna cair no sofá luxuoso, lágrimas escorrendo pelo rosto.

Dante retornou à mansão que dividia com Alessia.

Por fora, a casa estava escura.

— Droga.

A inquietação em seu coração se intensificou.

— Alessia? Cheguei!

Apenas um eco vazio respondeu.

A sala de estar estava vazia. O quarto principal, vazio.

A casa inteira estava silenciosa como um túmulo.

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