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CEO, Mangaká e o Limpador.

Autor: BRUNA
last update Fecha de publicación: 2026-08-23 23:40:50

Os lábios de Bernardo colidiram com os meus em um beijo faminto, urgente e terrivelmente dominador.

A arrogância que ele ostentava no dia a dia transformou-se em uma possessividade crua. Ele me prensou contra a madeira da porta com mais força, uma de suas mãos subindo rapidamente até a minha nuca para se enredar nos meus cabelos escuros e bagunçados, mantendo minha cabeça firme na posição que ele queria. A outra mão continuava sob o meu moletom enorme, espalmada com firmeza na minha cintura, queimando a pele nua do meu quadril.

O gosto dele era uma mistura intorpecente de café forte e um desejo sufocado que finalmente havia explodido.

Por um segundo, meu cérebro de assassino acendeu um alerta de perigo, mas os sentidos de homem engoliram a guarda baixa. Eu não recuei. Soltei um suspiro abafado contra a boca dele, permitindo que a minha língua encontrasse a dele em um ritmo lento, denso e provocante. O garoto tímido deu lugar a um desejo que eu não conseguia — e nem queria — conter.

Bernardo soltou um rosnado baixo, surpreso com a entrega e com a audácia do beijo, e intensificou o contato. Ele puxou meu corpo mais para perto, colando nossos quadris até que não restasse nenhum milímetro de ar entre nós. A rigidez do corpo dele contra o meu deixava claro o impacto que eu causava nele.

Quando a mão dele subiu mais pelas minhas costas, os dedos tateando a textura áspera e em alto-relevo das cicatrizes antigas na minha costela, ele puxou meu lábio inferior com os dentes antes de se afastar devagar.

A respiração dele estava completamente desregulada. Os olhos escuros do CEO, antes frios e calculistas, agora queimavam como brasas, fixos nos meus lábios úmidos.

— Você não é nada tímido quando está no meu colo, Lucca — ele murmurou, a voz grave e aveludada roçando o meu rosto. A mão dele desceu da minha nuca e segurou meu queixo com uma pressão firme, quase dolorosa, que me fez estremecer de prazer. — Que tipo de jogo você está jogando comigo?

Eu ergui o olhar devagar. A cor dos meus olhos verdes parecia mais viva sob a luz suave da sala. Mantive a fachada de hesitação, mas deixei uma ponta de provocação escapar.

— Eu não estou jogando, Sr. Bernardo — murmurei, a voz rouca, passando a língua de leve pelo lábio inferior. — O senhor que me puxou.

Bernardo deu um sorriso sombrio, a arrogância retornando na medida exata para deixá-lo ainda mais atraente. Ele se inclinou e roçou os dentes no contorno do meu pescoço, exatamente sobre a artéria pulsação, fazendo meu corpo inteiro tensionar.

— E você adorou — ele sussurrou contra a minha pele, deslizando a mão por baixo do tecido largo do casaco para segurar firme na curva do meu ombro definido. — Esse corpo... esse tecido ridículo esconde músculos e cicatrizes que um garoto universitário comum nunca teria. Você é uma contradição ambulante. E eu vou descobrir cada um dos seus segredos.

Antes que eu pudesse responder, o bipe estridente do interfone na mesa principal soou, quebrando o transe denso que envolvia a sala.

Bernardo praguejou baixo, encostando a testa na minha por um breve segundo antes de se afastar. Ele ajeitou o terno com a compostura impecável de sempre, embora o brilho nos olhos dele ainda fosse faminto.

— O dever chama — disse ele, voltando a ser o CEO distante, mas a voz carregava uma promessa implícita. — Arrume essa roupa. E não pense que esse beijo significa que você pode se atrasar com o meu café amanhã.

— Sim, senhor — respondi, cobrindo o rosto com os cabelos desalinhados e puxando as mangas do moletom de volta para os punhos, fingindo um rubor que estava longe de ser vergonhoso.

Saí da sala com o coração martelando no peito. A tensão erótica entre nós era uma bomba-relógio, mas o prazer de provocá-lo era viciante.

No entanto, o universo parecia odiar a minha paz.

Ao descer pelo elevador privativo no fim do expediente, meu celular corporativo vibrou no bolso. Não era uma notificação da Apex. Era um código numérico enviado por Maya.

"Eles estão na área. Identificamos dois batedores da máfia secundária perto do seu prédio. Fique alerta."

A sensação de calor e desejo do beijo de Bernardo evaporou no mesmo segundo.

Caminhei até o banheiro do subsolo, trancando-me em uma das cabines. Respirei fundo. Fechei os olhos.

A chave virou.

A postura encurvada do universitário inofensivo desapareceu. Meus ombros se alinharam, a expressão fofa congelou em uma máscara de gelo e meus olhos verdes perderam qualquer vestígio de calor. O "Limpador nº 1" assumiu o controle.

Verifiquei o coldre velado preso à minha cintura por baixo da roupa larga — uma pistola 9mm com silenciador, devidamente ajustada.

Eles achavam que podiam me caçar na minha nova vida. Não sabiam que o único motivo de eu não ter exterminado cada um deles ainda era o fato de eu querer ser um cidadão comum. Mas se colocassem a Apex, ou o meu CEO arrogante, no meio desse fogo cruzado... eu não deixaria um único corpo inteiro para contar a história.

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Último capítulo

  • CEO, Mangaká e o Limpador!   CEO, Mangaká e o Limpador

    Seis meses se passaram desde a noite no bunker da baía. O submundo, despojado das peças que mantinham suas engrenagens de medo funcionando, silenciou. Para a Sombra Vermelha e para a Máfia Mãe, o nome do "Limpador nº 1" tornou-se uma lenda encerrada, um arquivo definitivamente arquivado.A manhã de domingo nasceu ensolarada sobre Tóquio. A luz dourava a varanda do duplex de Bernardo, onde o cheiro de café fresco e torradas quentes misturava-se à brisa suave.Bernardo estava sentado à mesa de centro, vestindo apenas uma calça de algodão e a camisa social branca desabotoada, os cabelos escuros caindo suavemente sobre a testa. Em seu colo, o tablet de última geração exibia o esboço de um novo projeto de mangá — não mais uma história sombria e violenta sobre assassinos e conspirações, mas uma trama onde um jovem de olhos intensos finalmente encontrava um refúgio.Eu me aproximei em silêncio, vestindo o meu velho moletom cinza folgado — que agora Bernardo se recusava a deixar eu jogar fora

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    A chuva fria voltou a cair sobre Tóquio, lavando as docas da baía e transformando o ar em uma bruma densa. O antigo bunker de munições da Segunda Guerra Mundial, meio submerso e esquecido pelo tempo, erguia-se como um monstro de concreto entre os guindastes enferrujados.Do alto de um contêiner a trezentos metros de distância, eu observava a entrada através da mira telescópica da minha sniper. O moletom cinza dera lugar ao meu traje tático preto e ajustado. Ao meu lado, Bernardo — que se recusara categoricamente a ficar no carro — vestia um sobretudo escuro e segurava um rádio de frequência fechada, acompanhado por Maya e Renan na van de comando.— Três guardas na entrada principal — sussurrei pelo rádio, a voz gélida e pausada. — Equipamento tático da Sombra Vermelha. Eles não estão para brincadeira.— O sinal da assinatura biométrica de Viktor está ativo no nível inferior do bunker — confirmou Maya pela escuta. — Ele está se preparando para evacuar a área assim que Kaelen trouxer a

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    O refúgio no galpão desativado voltou a ser nosso centro de operações, mas a atmosfera desta vez era infinitamente mais densa e carregada.Maya operava três monitores simultaneamente, com linhas de código e servidores criptografados da Europa Central correndo pelas telas. Renan andava de um lado para o outro, mantendo a pistola pronta na cintura, enquanto Bernardo permanecia em pé ao meu lado, a mão repousando com firmeza em meu ombro. A presença dele ali não era apenas a de um protetor, mas a de um homem que se recusava a deixar que o meu passado me tragasse sozinho.— Vasculhei todas as missões da Sombra Vermelha entre os anos de 2018 e 2022 — disse Maya, ajustando os fones de ouvido e apontando para a tela central. — O Projeto Arcturus não é um software e nem um código de acesso corporativo, Lucca. É o nome de código de uma rede de agentes adormecidos e contas secretas criadas pelo alto escalão da organização para financiar um golpe interno.— E Zurique? — perguntei, a voz fria e a

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    O beijo na diretoria selava uma vitória que parecia absoluta. Durante três dias, a rotina na Apex Entertainment seguiu um ritmo suave, quase irreal. Pela primeira vez em anos, eu dormia oito horas seguidas sem acordar com o sobressalto de um pesadelo ou com o instinto de puxar uma lâmina sob o travesseiro.Mas a paz para um ex-Limpador é sempre uma ilusão temporária.No submundo, a Máfia Mãe podia ser o gigante que dominava as manchetes e o crime organizado de alto escalão, mas não era a única força a operar na escuridão. Antes que eu me tornasse o lendário "Limpador nº 1" do Don Vincenzo, existiam os anos de treinamento. Os anos de formação na Sombra Vermelha — um grupo mercenário independente, internacional e sem código de honra, especializado em execuções invisíveis e sabotagem corporativa.Para eles, a palavra "aposentadoria" simplesmente não constava no dicionário.Era final de tarde de uma sexta-feira. Bernardo estava em uma conferência online com investidores europeus na sala d

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