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CAPÍTULO 16

last update 게시일: 2021-09-06 21:53:03

      Cidade de “MJ”, 16 de janeiro, quinta-feira.

      Prosseguiu na missão.

      As dúvidas martelavam sua mente: para onde aquele C3 estaria indo? Quem estaria lá dentro?

      Meia hora depois, o C3 saiu da BR e começou a percorrer as ruas e avenidas. Subitamente, estava numa rua deserta → de duas faixas → e pessimamente asfaltada, com um denso matagal de ambos os lados.

      As luzes dos postes iluminavam a área.

      Vez ou outra um sítio ou fazenda surgia.

      Pôde ver uma das placas de identificação. Lá estava escrito: rua Miranda Hiller, do bairro “MJ-5.13”.

      Somente os dois carros na estrada.

      Procurou manter a distância de oitocentos metros do C3, embora soubesse que → a essa altura → o motorista do carro da frente já devia ter percebido que era seguido.

      Dane-se!

      Eles não escapariam facilmente dessa.

      De repente, o C3 saiu da rua e virou à direita, passando por uma porteira e entrando numa espécie de fazenda.

      Parou o Corsa diante da porteira. O portão estava aberto. Uma cerca de madeira cercava a propriedade. O número 26 → também de madeira → se destacava, na parte de cima.

      Olhou o relógio: 2h26min. Madrugada agradável.

      Apesar do mato sinistro e assustador.

      Respirou fundo, pegou o celular e discou um número.

      → Marcos?

      → ...

      → Desculpe eu te acordar, cara, mas quero que anote dois endereços para mim. Pode ser?

      → ...

      → Cara, estou no meio de uma missão. É urgente!

      → ...

      → Obrigado. Anote aí: o primeiro é rua Galdino Press, nº 1275, bairro “FT-4.56”, zona leste, aqui em nossa cidade. O segundo é rua Miranda Hiller, nº 26, bairro “MJ-5.13”, na vizinha cidade de “MJ”.

      → ...

      → Hiller com “h” e dois “l”. Isso mesmo. Cidade de “MJ”. Estou aqui. Irei dar uma olhada. Agora preste atenção no que vou dizer. Estou sentindo cheiro de podridão no ar. Se eu não aparecer na delegacia, nos próximos dois dias, é que algo de errado me aconteceu. Nesse caso, vá até...

      → ...

      → Não sei se estou correndo perigo. Talvez sim, talvez não. Mas não posso contar os detalhes por telefone. Estou apenas me precavendo. Lembre-se: se eu não aparecer na delegacia nos próximos dois dias, vá até o primeiro endereço que te dei. Mas não entre na mansão.

      → ...

      → Quer deixar eu continuar? Não tenho tempo. Não entre na mansão. Pode ser perigoso. Apenas siga a dona e quem mais estiver com ela. Siga-a e desvendará o mistério. Fará isso? 

      → ...

      → Assim é que se fala, parceiro. E não conte nada para a turma. Eles não vão entender porra nenhuma. Faça tudo sozinho. Mais uma vez obrigado. Te devo essa. Tchau!

      Desligou o celular e manobrou o Corsa para o interior da fazenda. Depois da cerca, um descampado do lado esquerdo; o matagal do lado direito, com a estrada no meio.

      Seguiu em frente.

      Naquele momento, somente os faróis do carro iluminavam o percurso. Solidão abrasadora! Adrenalina corrosiva!

      Mesmo assim, não estava com medo.

      Eles que se atrevessem!

     

      Cidade de “MJ, 16 de janeiro, quinta-feira.

      Parou o Corsa diante de uma casa gigantesca, com varanda e dois pavimentos. O C3 havia desaparecido.

      Saiu do carro e não pensou duas vezes: subiu → em passadas decididas → os três degraus.

      Bateu na porta.

      Conforme previa, ela o recebeu com um sorriso.

      → Entre, policial. Estávamos esperando por você.

      Usava o famoso vestido preto, com decote generoso.

      Entrou na casa.

      Levou um susto!

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