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"Parabéns, Sra. Aldama, a senhora está grávida de duas semanas."
Grávida de duas semanas…
As palavras ecoavam sem parar na cabeça de Scarlett. Ela estava grávida. Havia uma vida crescendo dentro dela, mas o marido não era o pai.
Ao sair da sala de consulta, suas mãos tremiam ao redor do resultado do exame. Seus joelhos pareciam fracos, e seu cérebro lutava para assimilar o choque repentino e esmagador.
Fazia apenas um mês que Scarlett havia se casado com o namorado de quatro anos. Mas, na própria noite de núpcias, ela descobriu que ele a estava traindo — o celular dele estava cheio de fotos íntimas com outra mulher.
Ela não conseguia aceitar. A dor cortava até a alma; ele tinha prometido amar apenas a ela, prometido que ela seria a única mulher da sua vida. E tinha destruído essa promessa sem pensar duas vezes.
Desolada, seus pés a levaram a um bar exclusivo naquela mesma noite, onde ela afogou sua mágoa no álcool. Completamente fora de si de tão bêbada, ela tropeçou e entrou no quarto de hotel errado. Quando acordou na manhã seguinte, um completo desconhecido estava deitado ao seu lado.
Ela mal tinha visto o rosto do homem no escuro — lembrava-se apenas da presença imponente e quase sufocante dele, e de um quarto tão vasto que parecia engoli-la por inteiro. Aterrorizada e consumida pelo arrependimento, ela tinha escapado de mansinho, sem olhar para trás. Jamais imaginou, nem em seus sonhos mais loucos, que uma única noite inconsequente a deixaria grávida do filho de outro homem.
Agora, ela estava completamente perdida. Inquieta, ansiosa e totalmente desolada, precisava desesperadamente de uma saída. Se alguém descobrisse que ela estava grávida de outro, o caos seria absoluto.
O celular vibrou, trazendo-a de volta à realidade. Era uma mensagem do seu marido, Tobias.
"Amor, estou aqui fora do hospital te esperando. Já terminou?"
Scarlett encarou a tela por um momento antes de enfiar o celular no bolso e caminhar silenciosamente em direção ao elevador.
Ela vinha tendo febre e tonturas há dias, mas ignorou os sintomas — até não aguentar mais e ir ao hospital, apenas para ser pega de surpresa por essa notícia.
Ao sair do prédio, a primeira coisa que avistou foi o carro preto de Tobias estacionado junto ao meio-fio. Ela respirou fundo e se aproximou apressada.
Tobias saiu do veículo para abrir a porta para ela. Ele parecia incrivelmente bonito e alinhado em seu terno preto impecável.
"O que o médico disse?" perguntou ele. Se Scarlett não soubesse o que ele andava fazendo às suas costas, a preocupação em sua voz poderia até tê-la emocionado.
"Nada demais. Só um mal-estar no estômago," respondeu ela, mantendo a voz neutra.
"Eu te avisei para não comer comida apimentada, mas você nunca me escuta. Precisa maneirar nisso, faz mal para o seu estômago. Você tem que me ouvir; eu odeio te ver doente."
Scarlett apenas assentiu com a cabeça. Ao entrar no carro, percebeu imediatamente o rastro sutil de um perfume floral. Era inconfundivelmente feminino. Tobias nunca usava aromatizadores de carro, o que só podia significar uma coisa: outra mulher esteve naquele veículo mais cedo.
Tobias se aproximou para ajeitar o cabelo dela. "Vou te levar para casa para você descansar. Depois preciso voltar para o escritório."
"Tudo bem," respondeu ela, baixinho.
Enquanto aguardavam no sinal vermelho, Tobias atendeu a uma chamada.
Scarlett se mexeu levemente e sua mão encostou em algo macio. Ela se curvou e puxou um lenço de seda rosa.
Seus olhos se estreitaram ao olhar para o tecido. Era familiar demais para ser uma coincidencia; ela tinha quase certeza de ter visto aquele mesmo lenço em uma das fotos no celular de Tobias.
Encerrando a ligação, Tobias se virou para ela com um sorriso rápido. "Amor, vou te deixar em casa primeiro, e depois eu—"
"Eu não tenho nenhum lenço como este, Tobias. De quem é?" interrompeu ela, erguendo o lenço no ar.
O pânico passou pelos olhos de Tobias por uma fração de segundo antes de ele disfarçar rapidamente com uma risada forçada. "D-Deve ser... de uma cliente de mais cedo? Amor, ela provavelmente deixou cair na pressa. Eu devolvo amanhã. Pode ser importante para ela."
Ele estendeu a mão para pegar o lenço, mas ela o puxou de volta. Scarlett engoliu em seco três vezes, forçando-se a manter a calma e a não dar um vexame ali mesmo, antes de olhá-lo bem no fundo dos olhos.
"Tobias... eu quero o divórcio. Vamos acabar com isso."
Tobias soltou uma risada incrédula. "Scarlett, é só um lenço! O que deu em você? Por que você está reagindo assim? Você não pode simplesmente sair falando em anulação como se não fosse nada. Nós estamos juntos há anos. Nós sempre resolvemos as coisas."
Scarlett debochou, incrédula de que ele ainda estivesse sustentando a mentira. "Até quando você vai continuar mentindo? Você acha mesmo que eu não sei que você me deixou na nossa noite de núpcias para ir ficar com ela?"
Tobias congelou, uma genuína confusão estampando seu rosto. "Amor, aquilo foi... uma reunião de última hora. Você entendeu tudo errado. Eu não te deixei por causa dela."
Mas Scarlett já não se importava mais. Ele a tinha traído, e agora ela estava carregando o filho de outro homem. O casamento deles estava morto. Estava despedaçado além de qualquer conserto, por mais que tentassem ajeitar.
"Por respeito ao tempo que passamos juntos, vamos apenas terminar isso em paz, Tobias," disse ela, friamente.
Sem esperar por uma resposta, ela abriu a porta e saltou do carro. Tobias permaneceu paralisado no banco do motorista, com os nós dos dedos brancos de tanto apertar o volante. Um segundo depois, Scarlett ouviu o baque pesado do pugno dele esmurrando o volante.
Ela pegou um táxi e foi para casa em silêncio. Ao entrar na sala de estar, seus olhos caíram direto na foto do casamento pendurada no centro da parede, ambos sorrindo radiantes. Agora, aquilo parecia uma piada de mau gosto.
Na noite do casamento deles, ela tinha descoberto fotos explícitas de Tobias com uma mulher chamada Vivoree Tagle. Essa única descoberta tinha destruído o seu mundo. Quatro anos de fidelidade, reduzidos a absolutamente nada.
Scarlett desabou no chão, pressionando o peito enquanto toda a dor que mantivera guardada finalmente se libertava. As lágrimas escorriam incontrolavelmente pelo seu rosto.
Ela perdeu a noção do tempo enquanto chorava jogada no chão. Tudo o que restou depois foi um vazio imenso. Ela não conseguia sentir mais nada.
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Tobias chegou em casa tarde da noite. Scarlett estava deitada de lado na cama, de costas para ele. Ela sentiu os braços dele a envolverem por trás. A mão dele acariciou suavemente o ombro dela, deslizando pela alça da camisola.
"Amor, vamos parar de brigar. Eu odeio quando a gente briga. Odeio quando você fica brava comigo. Me desculpa por mais cedo — não vai acontecer de novo. Eu te amo," sussurrou ele no ouvido dela, selando um beijo em sua bochecha.
Scarlett se afastou, empurrando as mãos dele para longe.
Tobias soltou um riso baixo, com um tom suave e quase brincalhão. Tirando a camisa, ele se arrastou para mais perto dela.
"Qual é, Scarlett... vamos ter um bebê. Assim você não precisa ficar com ciúmes por bobagem. Além disso, acho que já passou da hora de termos um filho."
No terraço, Darius apoiava-se na balaustrada, parado em silêncio como se estivesse esperando por Scarlett o tempo todo. Parecia que ele já sabia que ela o estava seguindo. Ele a tinha trazido deliberadamente até ali, onde os dois pudessem conversar sem mais ninguém por perto."Por que você está subitamente rondando ao meu redor hoje, Scarlett? O que está acontecendo?" perguntou ele.Scarlett deu a ele um sorriso doce. "Eu só vi o senhor parado aqui, então pensei em passar para dar um oi." Mas ela sabia que ele não acreditaria em uma desculpa tão esfarrapada."Esta é a sua última oportunidade. Não a jogue fora. O que você quer de mim?" A voz de Darius era afiada, sua mandíbula se travando levemente.O sorriso de Scarlett desbotou um pouco. Ela deu um passo à frente, puxou rapidamente a pasta de sua bolsa e a estendeu para Darius. "Esta é a proposta de projeto para a Scar-Bias Holdings. Estou esperando que o senhor nos dê outra chance."Então era isso o que ela realmente queria, pensou
"Você encontrou ela?" Dawn perguntou ansioso, seu tom quase infantil, como uma criança esperando por uma surpresa. "Quem é ela?"Greg fez uma pausa por um momento, seus olhos pousando em Scarlett, que estava sentada silenciosamente no canto do sofá.Scarlett não se mexeu. Ela mal respirava, como se quisesse desaparecer completamente da sala.Greg estava prestes a se aproximar e sugerir baixinho que ela se retirasse por um instante, mas Darius falou primeiro. Sua voz era fria, sem dar margem para discussão."Traga ela para dentro, Greg."Scarlett mordeu o lábio, tentando desesperadamente pensar em uma desculpa para ir embora. Essa não era uma situação que ela deveria estar testemunhando. Ela deveria estar focada na proposta de negócios, não na busca pessoal por uma mulher que parecia esconder algum tipo de segredo.Mas antes que pudesse pensar em uma forma de se manifestar, ouviu a porta se abrir. Greg entrou e conduziu várias mulheres para dentro do quarto privativo.O ar no ambiente
"Sr. Aldama!" Vernice Vivoree entrou apressada no escritório, segurando firmemente uma pilha grossa de documentos nas mãos. Seus olhos pousaram em Scarlett, um brilho presunçoso faiscando neles.Tobias teve que se forçar a não explodir. "O que foi?" perguntou ele, baixinho."A Meridian Investment Partners nos recusou. Devolveram a carta de convite junto com todos os arquivos do projeto.""Inútil!" Tobias esbravejou, furioso.A Scar-Bias Holdings já estava à beira da falência. A Aliança C, por sua vez, tinha sido hipotecada. Eles quase não tinham mais recursos, e suas opções estavam se esgotando. Se ao menos a Meridian Investment Partners interviesse, tudo poderia mudar em um instante. Mais importante ainda, o chefe da empresa era o próprio tio de Tobias. Tobias tinha certeza de que apenas as conexões de seu tio seriam suficientes para garantir o apoio de que precisavam.Vernice hesitou antes de perguntar: "Sr. Aldama, o que vamos fazer agora? Se não conseguirmos o financiamento logo,
Depois de sair do hospital, Scarlett dirigiu direto para a Scar-Bias Holdings.Ela ainda se lembrava de quando ela e Tobias escolheram o nome juntos. Naquela época, era apenas um sonho. Mas graças à sua visão de negócios e estratégias afiadas, a empresa cresceu rápido, elevando Tobias direto para as fileiras da elite.Conforme se aproximava da sala do gerente geral, risadinhas abafadas vazavam para o corredor — leves, brincalhonas, seguidas pelo riso suave e provocante de uma mulher.Scarlett nem se deu ao trabalho de bater. Ela escancarou a porta.Lá estava Vernice, ajoelhada na frente de Tobias, movendo-se de uma forma que não deixava absolutamente nada para a imaginação.Vernice se levantou às pressas no segundo em que viu Scarlett, recuando em pânico. Sua blusa estava desabotoada até a metade, expondo o peito através de um decote profundo. Suas bochechas estavam coradas, o cabelo desalinhado, e ela estampou um sorriso doce e melado."Sra. Aldama, a senhora está aqui," cumprimentou
"Amor!" a voz de Tobias chamou a uma curta distância dali.Darius franziu levemente a testa antes de soltar o pulso de Scarlett. "Você pode ir," disse ele.Scarlett não hesitou. Ela se virou e foi embora, embora tenha diminuído o passo o suficiente para alcançar as vozes deles por cima do sussurro das folhas do jardim.Um segurança se aproximou de Darius, entregando-lhe um lenço. "Senhor, está tudo bem?"Darius pegou o tecido e limpou os dedos devagar, o rosto uma máscara indecifrável. "Nada. Por um segundo, achei que ela parecia familiar, como a mulher daquela noite. Devo ter me enganado.""Não se preocupe, senhor. Só me dê mais um tempo. Eu vou descobrir quem escapou para o seu quarto.""Tudo bem." O olhar de Darius vagou pela escuridão, uma expressão distante se instalando em suas feições. Ele não conseguia se livrar da memória. Ela parecia tão intocada, tremendo sob suas mãos, lágrimas deslizando silenciosamente pelas bochechas. Os olhos dela eram límpidos e brilhantes, atraindo-o
Scarlett engoliu em seco. "Sim... estou bem. É só que está muito quente hoje. Eu... não estou me sentindo muito bem."Era impossível para qualquer pessoa no pátio ignorar Darius. Alto, marcante e com uma intensidade natural, ele atraía todos os olhares do lugar sem nem fazer esforço. Vestido com um terno preto elegante, ele era a própria definição de luxo discreto. Impecável, imponente e distante.Quando Scarlett viu o rosto dele claramente, ela congelou. Ele era avassalador, centrado e afiado demais. Por um breve segundo, seus olhares se cruzaram, e o coração dela saltou no peito. Ela abaixou a cabeça, encolhendo-se no banco do passageiro. O olhar dele não se demorou, de qualquer forma. Ele jogou as chaves para o segurança e passou direto pelos portões.Será que Darius era mesmo o homem daquela noite? E se ela estivesse errada? E se outros homens tivessem uma tatuagem de rosa no braço? Sua mente dava voltas. Ela precisava ter certeza.Tobias desistiu de sua postura teimosa e entrou n







