INICIAR SESIÓN(Atenção: Este capítulo contém conteúdo sensível)
Um dia após o desaparecimento de Edward Bailey
O pai de Adam Wason retirou do fundo de sua velha camionete, os troncos de lenha que comprou com desgosto, de Kevin Conington, na Johnson com a Avenida Alabama, depois do estádio municipal. Ele não tinha opção a não ser fechar negócio com velho rabugento. Era isso ou morrer de frio. Mas, Conington tinha a mania de subir o preço das toras de madeira, mais que o dobro, naquela temporada, o que irritava o senhor Wason e seus cem outros clientes.
Adam largou o pedaço de sanduíche que comia e correu para fora para ajudar o pai, antes que ele gritasse seu nome, como de costume.
— Cuidado com os espetos — o velho homem avisou, tossindo como um velho tubérculo. Estava fazendo mais frio a cada dia.
— Isso não durará todo o inverno — resmungou Adam, sobre a quantidade de madeira que ele trouxera.
— Por enquanto é isso. Quer mais? Pega o machado no velho galpão e vai cortar as árvores que existem em fartura depois do rio Wax — agora leve-as para dentro de casa.
Adam fez calado. Ele colocou em um canto da cozinha, junto aos restos de outros troncos de madeira.
Adam viu algo amarelo, brilhar de dentro de um dos troncos. Ele colocou a mão e puxou. Era o mesmo envelope amarelo recebido até então por Melissa e Bill. IRA (estava escrito na parte de trás). Adam olhou para os lados e como se quisesse esconder aquilo do pai, ele colocou dentro de suas calças. Naquele momento, ele pensava que alguém poderia ter colocado algum dinheiro ali e decidiu escondê-lo. Assim que ele terminou de descarregar o carro, ele saiu para seu quarto, trancando a porta e se deitando em sua cama desarrumada. "Vamos ver o que temos aqui," ele pensou, abrindo o envelope e se decepcionando no primeiro momento, ao encontrar a carta. Ele a retirou com pressa, abrindo-a.
"Tic tac... são 11:10. Há um homenzinho deitado lá fora. Ele sente frio, ele vai morrer de frio, e é tão doloroso quanto morrer envenenado. Há um homenzinho na neve."
Adam não fez nada. Sua expressão não esboçava medo, dúvida ou insegurança. Ele era como um denso rio, onde não era possível ver o fundo, mas que certamente, na maior parte do tempo, costumava esconder algo. Ele colocou a carta no envelope novamente e enfiou debaixo do colchão, saindo do quarto e indo em direção à sala, onde seu pai estava.
— Preciso das chaves da camionete — adam pediu para o pai, ainda neutralizado. Mas, sua voz denunciava algo. Algo como medo.
— E para onde pensa que está indo a essa hora? — retrucou ele, acendendo a lareira. — Supostamente a nevar vai ficar mais intensa nesta tarde, Adam. Vá para seu quarto. Não quero que você fique doente novamente. — Ele já parecia embriagado, mas Adam estava acostumado.
— Preciso comprar algo para comermos hoje. Eu esqueci de fazer isso mais cedo — ele respondeu tranquilo. Sabia que seu pai iria falar algo, mas logo cederia e se não cedesse, Adam sairia de casa mesmo assim.
— Você sempre esquecido, como a velha Madalena... — Tossiu, colocando a mão no peito ao se lembrar da mulher. — As chaves estão sobre a mesa da cozinha. Não demore, nem me traga problemas como da última vez, ou vou tirar seu coro.
***
Adam dirigiu focando sua atenção na estrada e pensando na frase que possivelmente o incomodava: um homenzinho na neve. Ao norte de Liontown, ele chegou a casa de John Backson, como se precisasse intensamente ver o amigo.
O pneu da camionete entrou na neve alta que cobria a calçada da casa dos Backson, atolando, antes do motor desligar num último suspiro. Adam olhou para a casa do amigo, e a única coisa que se movimentava naquela imagem era a fumaça que saía da chaminé. Ele desceu do carro ao ver que John saiu na porta da frente, ao reconhecer o carro. John não entendia o que ele fazia ali. Os Backson moravam no final de um morro. A rodovia Belt cortava a cidade até se encontrar com a Alabama. Eram as duas principais vias que davam acesso à Liontown. Eles tinham orgulho da nova pista ter recebido pavimentação. O prefeito da cidade havia prometido aquilo há dois anos, e só havia recentemente finalizado o serviço. Agora, o morro era conhecido como ladeira da lamentação, por um curioso detalhe.
— E aí, Adam. O que faz... — Antes que John pudesse terminar sua pergunta, Adam o puxou pela camisa, o jogando na lateral da camionete e sacudindo-o como um espantalho. John sentiu seus músculos doerem, mas não era só aquilo que o incomodava. O motor do carro esquentara tanto, que o capô ao lado fervia como lava vulcânica, soltando um vapor denso.
— Como você sabe? — Adam ameaçou socá-lo no rosto. Ele babava como um cão raivoso, mas John não entendia nada. A única preocupação que o jovem tinha naquele momento, era sair dos braços do amigo lunático.
— Do que você está falando, seu maluco? — John se debateu, tentando se livrar dele e da mão fechada que estava bem em seu rosto, ameaçando atingi-la em cheio. Adam parecia ter reduzido a raiva em cinquenta por cento, quando viu no fundo dos olhos de John, uma sensação de dúvida, completamente oposta a qualquer outra reação que o Backson teria diante de uma brincadeira. — Me solta!
— Você... Eu não queria ter deixado... — Adam soltou John, colocando a mão na cabeça e choramingando. — Foi você quem me escreveu aquela carta? Que tipo de brincadeira foi aquela? Eu conheço a merda da sua letra, John!
— Espera... Carta, o que você tá falando? — John o empurrou novamente quando ele tentou aproximação, afastando-o de perto dele. — Quem você não queria ter deixado?
A pergunta de John o fez Adam chorar novamente, enquanto a mente dele vagava entre o presente e uma fatídica história que aconteceu há dois anos.
— Eu deveria ter compartilhado isso com alguém... Isso me adoeceu... — Adam olhava para cima, enquanto procurava coragem. Sua respiração irregular causou ondas de vapor tão grandes quanto sua culpa. — Eu o deixei morrer...
___________________
The Liontown Post: 15 de Novembro de 2005.
HOMEM É ENCONTRADO MORTO: CAUSA DA MORTE; HIPOTERMIA.
Um morador de Liotown veio à óbito na última seta-feira (12) decorrente de um quadro de hipotermia. O fato aconteceu ao oeste da cidade. O senhor Lester Dixon, de 68 anos, teria tido um AVC quando se preparava para deixar sua fazenda. Segundo laudo médico, ele ficou desacordado exposto às baixas temperaturas por horas até que seu corpo entrasse em colapso Ninguém o encontrou a tempo dele ser salvo. Este foi o terceiro caso de morte devido às baixas temperaturas, no condado de Delaware.
___________________
— Por que você não parou o carro e o ajudou, Adam? — John o empurrou, enquanto Adam lutava contra sua culpa. — Você disse que o viu caído. Então não entendo porque você não parou a droga do carro e o ajudou...
— Eu... Quis...
— Você quis? — John o chutou, fazendo ele cair na neve. — Por que está me contando isso? Você acha que assim poderá reparar o erro? Você deixou um homem morrer.
— Você acha que eu não sei! — Adam se levanta rapidamente, empurrando John. A confusão que se estabelecia ali não poderia chamar a atenção de ninguém, visto que John estava sozinho em sua casa. — Eu ia salvá-lo. Ele era kpopper, tá legal.
Aquela afirmação vinda da boca de Adam perfurou a alma de John, mais profundamente, que qualquer outro objeto cortante, machucando-o instantaneamente.
— O que você disse, Adam? Como você tem coragem de me dizer isso, seu doente desgraçado!? Você o deixou morrer porque ele era kpopper?! — John avançou no pescoço de Adam, socando-o com toda força. Adam sentiu um dente afundar na gengiva, enquanto o gosto do sangue se espalhava pela sua boca. John poderia ser uma grande pateta a maior parte das vezes, mas cruel e antissemita ele nunca foi. Aquilo o deixou tão maluco, que ele só queria expressar sua indignação na cara de Adam. A neve estava manchada de sangue, como tinta numa linda tela branca, fazendo formas compreensíveis aos olhos mais aguçados.
— Não é isso! Eu não sei... — Adam falou com dificuldade empurrou o corpo de John sobre de cima do dele. O jovem poderia ser tão forte quanto ele, quando estava bravo, e John estava devastado. Adam mal percebia o que acabara de acontecer e muito menos, nas palavras que saiam de sua boca suja. Ele ainda tentava se reconciliar com a imagem que vinha à sua mente, como um fantasma a atormentá-lo em tardes frias como aquela.
John cambaleou até cair de joelhos ao chão, enquanto ouvia as desculpas de Adam, que seriam inválidas naquela altura. Não valia a pena. John se sentia um satélite de Adam, no melhor dos cenários, ele certamente estava em rota de colisão. A amizade deles havia se esvaziado em algum momento.
— Deixa eu me explicar... — A um metro do amigo, Adam balançava as mãos ao ar, enquanto articulava mil desculpas. Naquele micro-segundo de pensamento e frustração, John ouviu o som de uma buzina, permeando o ar, seguido de um impacto estrondoso. A camioneta dos Wason veio com tudo para cima dele, atropelando-o. Adam observou a cena com espanto, tentando entender o que havia acontecido. Ele estava há poucos passos do acidente e por pouco não foi atingido. Foi uma picape branca como a neve que cobria os campos. Ela desceu da Ladeira das Lamentações desgovernada, deslizando no gelo descontroladamente até atingir a camionete e por fim, bater no corpo de John, arremessando-o a dois metros dali. Ele caiu torno, com a cara virada para a neve. Estava desacordado. Adam correu até o corpo do amigo. Ele o virou devagar. John estava bastante ferido, mas parecia vivo. Adam viu o homem da picape branca sair do automóvel andando com as pernas bambas, por sorte ele não sofreu grandes danos. O motorista percebeu o que acabara de acontecer e não demorou muito para puxar o telefone do bolso e ligar para a emergência. Enquanto o homem tentava entrar em contato com as autoridades de saúde da cidade, Adam lamentava tudo que aconteceu, ainda com o corpo do amigo no colo. Ele reparou o envelope amarelo no bolso de John e o puxou, não acreditando no que estava acontecendo. Era o mesmo que ele havia recebido.
"INDIFERENÇA", ele leu a palavra escrita à mão em letras de forma, tão claras quanto as que ele havia visto na correspondência que recebera. Mas aquelas em específico, não tinham letras como as que ele acreditou ser de John. O que fez pensar no mesmo instante, que era um remetente diferente.
Não foi preciso ler, a hora que ele viu no começo da frase inicial, saltou-lhe aos olhos: "17:37". Adam sentiu um frio percorrer por sua espinha. Ele verificou no relógio. Tic Tac, são 17:37. Hora da Confusão. Adam viu de longe uma silhueta às árvores no final da rodovia, tão distante que era quase impossível identificar quem era. A coisa observava a cena, antes de dar as costas e ir embora.
____________________
Centro comercial de Liontown. 17:45
A viatura do departamento de polícia de Liontown estava estacionada do lado da padaria que os Bailey gerenciavam há algumas semanas, mas aquele momento, ela já estava fechada. Bill, Melissa, Frank e Julia estavam do lado de fora do estabelecimento, esperando pacientemente o policial falar com os pais de Edward.
— Onde será que tá o Edward? — Melissa perguntou, após minutos em silêncio. Nem o frio a maltratava tanto quanto a sensação de que ela tinha.
— Não acredito que ele fugiu — Bill chamou a atenção dos amigos, alertando-os de uma possibilidade assustadora. — Tá acontecendo algo muito estranho.
— O que você quer dizer exatamente? — Frank indagou percebendo que a cara de Bill estava mais estranha que o habitual e certamente ele estava escondendo algo. — Olha! O policial está vindo.
O policial se aproximou da viatura, ao escutar os berros desenfreados do rádio comunicador. Ele recebia a notícia de um acidente na Belt com Alabama.
"Vamos fazer o possível." Eles escutaram algo assim, antes do policial se virar para eles com uma cara de tédio, se perguntando mentalmente o que eles faziam ali.
— Posso ajudá-los, jovens? — o policial perguntou, abaixando o volume do rádio que ainda gritava em seu ombro.
— Gostaríamos de criar um grupo de buscas para procurar Edward Bailey — Bill falou com esperança.
— Isso é importante, mas ainda não é o momento — o policial abriu a porta da viatura. Era possível ouvir com mais clareza o que se dizia no rádio do veículo.
"Equipe do pronto-socorro em direção à rodovia Belt. Residência dos Backson." O policial fechou a porta e deu partida no carro.
— Espera, Backson? — Frank indagou para os outros — será na casa do John?
— Eu preciso contar algo... — Bill falou, pensativo, ele estava disposto a falar sobre o anel e sobre o que de sobrenatural estava acontecendo, mesmo que ele fosse taxado de louco. Se eles estavam naquela, juntos, precisariam juntar todos os fatos para ter uma resposta mais clara. Melissa parecia sentir o que ele estava prestes a dizer. Era o começo de algo perigosamente sombrio.
Bill enfiou a mão no bolso e pensou em retirar o anel, mas de longe, ele avistou novamente o Tommy-balão, após dias. Bill ficou gelado. Ele estava lá, do outro lado da rua, tão claro quanto os carros que estavam estacionados próximos ao meio-fio. Tommy-balão balançava a cabeça em negação, enquanto esboçava um sorriso sombrio. Bill apertou o anel, e soltou, deixando-o escorregar novamente para o fundo do bolso. Contar sobre o Daniel poderia ser útil, mas perigoso. Bill estava dividido.
— Então, o que você quer contar? — Julia perguntou, percebendo a cara pálida do amigo, que parecia voltar gradualmente a realidade.
— Sobre o que aconteceu naquela véspera de Halloween... — Se Bill tinha motivos para contar verdades, que elas começassem então de um ponto específico, assim ele pensou — mas precisam me acompanhar até a biblioteca.
HOTEL HUSTER - CELEBRANDO A VIDAO Hotel Huster foi palco de grandes eventos durante os anos oitenta e costumava receber muitos hóspedes durante a alta temporada, mas os anos de glória do Huster estavam com os dias contados. Administrado pelo ex-banqueiro de Liontown, Chad J. Graham, os negócios pareciam ter atrofiado. Os moradores costumavam chamar o Chad de dedo de ouro, por ser bom nos negócios, mas aquele em especial, fora sua primeira e última investida no ramo da hotelaria. O hotel perdeu capital por 20 anos, antes de fechar as portas há dez anos. Agora, era uma construção inútil à beira da rodovia Clyde. Clyde era conhecida por cortar toda a cidade e ser um dos principais pontos de entrada e saída do município. Mas não tinha um ser humano sequer que saísse ou entrasse em Liontown e não reparasse o hotel. Ele ainda par
4 de novembro de 1977 - 16:30— Se você não falar para onde foi aquela retardada, pode ter certeza que eu tiro todos os dentes de sua boca e te mando para o céu, santinho — disse James, dando um soco na barriga de Paul. Tony segurava-o pelos braços, como alguém que segura um porco para o abate. — Fala!Paul puxou o ar para os pulmões e olhou para a floresta que havia logo depois da rua atrás do colégio. Era um aglomerado de árvores altas e densas. Era o caminho mais rápido se quisesse chegar à rodovia principal da cidade.— Ela foi para lá…— Maldita hora para ir pela floresta, aberração — falou James. Tony soltou Paul, que
4 de novembro de 2007Quando o opala preto que Adam Wason estava dirigindo parou frente a antiga casa dos Morris. Ele teve uma intuição esquisita de que Edward não estaria ali. O tipo de intuição que ele não poderia compartilhar com os outros. Ele achava que essas coisas só eram sentidas por mulheres. Sua intuição se intensificou ao perceber haver rastros de pneu de carro por toda parte. Se Edward estivesse ali, não estaria mais.— Será que chamamos a atenção? — perguntou Melissa, com uma preocupação evidente. — Aqui é muito silencioso.— Se chamamos, quero estar preparado e saber que estou armado — retrucou Adam, com orgulho. Um orgulho quase doentio.
4 de novembro de 1977.Ninguém quer morrer. Pelo menos é assim que a maioria das pessoas pensa. Temos um instinto de defesa e sobrevivência que evoluiu há milhares de anos e nos preparou para os piores cenários. Algo que Bill Lewis sabia muito bem. Lutar ou fugir, estas eram as duas opções interessantes quando a questão era apenas sobreviver, e Bill estava usando-as. Já Samara Morris, em seu íntimo, tinha uma certeza que era assustadora. O tipo de certeza que ela tinha medo de verificar para ver se era realmente aquilo tudo, pois sabia que poderia ser muito pior. Ela ia morrer. Assassinato talvez. Só não sabia quando, como e porquê, o que era péssimo também. Entretanto, ela tinha esperança, do tipo que a fazia viver e esquecer o inevitável. A esperança que ela encontrou t
Liontown. 4 de novembro de 2007Bill achou fácil convencer sua mãe a sair depois do almoço, pelo fato de que haviam prendido o suspeito do desaparecimento de duas crianças na região e de… Ele se esforçou para manter a imagem de Edward em um lugar seguro, mas ele só conseguia vê-lo flutuando de barriga para baixo, às margens do rio Wax. Isso o deixava mal. Mas era difícil de deixar de pensar em coisas ruins. Sua mente estava viciada em possibilidades negativas e ele se odiava por isso. Bill cruzou a avenida principal da cidade e se encontraria com Melissa e Adam depois dos trilhos da estação ferroviária de Liontown e ficariam ali debatendo as investigações. E entre fatos verdadeiramente concretos e imaginários, Bill e Adam estariam sempre divididos nas opiniões. Era o que cos
Edward estava algemado à cama em um quarto escuro com paredes azuis. Suas roupas eram elegantes e pareciam ser da década passada. Um suéter de lã de cor vermelha-escura cobria seu torso — na vestimenta havia um broche. Era uma pombinha dourada. — O jovem olhou para os lados quando acordou novamente de seu sono nada agradável e viu, agora que seus olhos se adaptaram à escuridão, que o ambiente estava repleto de fotos de uma garota. Era Samara? Edward sabia que sim. Até onde ele se lembrava, ele veio para a casa dos Morris e sabe-se lá o motivo, ele estava no quarto que intuitivamente soava ser de uma garota. De uma garota morta. Os olhos do garoto varreram o quarto, observando cada canto e com um receio que estava no centro de sua garganta, como uma bola de muco quando se está muito gripado. Edward então escutou alguns passos que faziam as madeiras do piso rangerem